maio 11, 2020 | Ponta Porã

Policiais paraguaios estão a postos desde o início da manhã desta segunda-feira (11) em frente à casa do prefeito de Pedro Juan Caballero, cidade vizinha de Ponta Porã, a 323 km de Campo Grande. José Carlos Acevedo está sendo procurado para ser detido e levado para o isolamento por ter descumprido a quarentena do país e cruzado a fronteira em direção ao Brasil.
O Ministério Público paraguaio também pediu a prisão preventiva do político por desrespeito ao decreto nacional que estabeleceu medidas sanitárias para conter o coronavírus.
Neste domingo, José Carlos Acevedo bateu boca com militares da Força Tarefa Conjunta que vigiam a fronteira para impedir entrada e saída de moradores de ambas as cidades e cruzou a linha internacional em direção a Ponta Porã. Acevedo tem casa no lado brasileiro, onde também moram seus parentes.
Hoje, o promotor Federico Delfino afirmou que o Ministério Público vai investigar os militares que permitiram a passagem do prefeito mesmo com a fronteira fechada em todo o país. O Paraguai tem 713 casos confirmados de covid-19 e dez pessoas morreram em consequência da doença.
Segundo a imprensa paraguaia, assim que for localizado, José Carlos Acevedo de ficar duas semanas de quarentena e passar por exame para saber se foi infectado pelo coronavírus. O procedimento é o mesmo adotado para dos os paraguaios que estão retornando do Brasil para o país de origem. Hotéis e albergues, principalmente em Cidaud Del Este, foram alugados para o isolamento.
CREDITO: CAMPO GRANDE NEWS
maio 9, 2020 | Ponta Porã
Protetores faciais reforçam segurança de profissionais e foram doados pelo IFMS; hospital é gerenciado pelo Instituto Acqua em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde (SES)
Referência para os casos suspeitos ou confirmados de Covid-19, o Hospital Regional Dr. José de Simone Netto, em Ponta Porã (MS), recebeu na última quinta-feira (07/05) a doação de 50 protetores faciais. Os equipamentos de proteção individual (EPIs) foram entregues pelo Instituto Federal do Mato Grosso do Sul (IFMS), campus Ponta Porã, em parceria com a Universidade de São Paulo (USP). O hospital é gerenciado pelo Instituto Acqua em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde (SES) do Mato Grosso do Sul.
“Agradecemos a disposição do Instituto Federal pela doação, será muito útil para nossos colaboradores se protegerem e evitar riscos de contaminação. A utilização dos equipamentos de proteção individual é um item obrigatório e faz parte do protocolo exigido pelo Ministério da Saúde”, disse o diretor-geral da unidade, Demetrius do Lago Pareja.
Os protetores faciais são fabricados em impressora 3D com material plástico e folhas de acetato transparente. O diretor de administração do campus do IFMS, José dos Santos Ferreira, ressalta que a produção das máscaras é realizada pelo curso de informática.
“Em vista da pandemia, o Instituto Federal procurou utilizar formas para contribuir com a sociedade. A produção dessas máscaras já acontecia na unidade pelo curso de informática em atividades internas com nossos alunos e decidimos ampliar para contribuir com a segurança dos profissionais que atuam em hospitais e unidades de saúde”, ressaltou.
A utilização adequada de EPIs reforça segurança aos profissionais que estão na linha de frente no combate ao Coronavírus. Desde o início da pandemia até o agora, a unidade já adquiriu 50 mil máscaras cirúrgicas, quatro mil máscaras N95, três mil litros de álcool 70%, 200 litros de álcool gel, 60 mil toucas, 60 proteções para pés, 20 mil aventais de manga longa, 300 óculos de proteção, 200 protetores faciais e mil unidades de macacão.
Referência para Covid-19 – O hospital atende população de mais de 200 mil habitantes dos oito municípios da região sul do estado, conta com 10 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e é referência na microrregião para o tratamento dos casos de Covid-19. A unidade adequou setor próprio para pacientes com sintomas respiratórios. Dentro dessa área há equipe específica com roupas e materiais de proteção individual, sala de estabilização respiratória com monitores, respiradores e uma Unidade de Terapia Intensiva.
abr 20, 2020 | Ponta Porã
Para a humanização do atendimento às vítimas do novo coronavírus, profissionais de saúde do Hospital Cassems adotaram um novo formato de identificação
O Hospital Cassems de Campo Grande adotou um novo recurso para oferecer um tratamento mais cuidadoso a seus pacientes em meio à pandemia do coronavírus. Os funcionários de áreas de risco usam em seus equipamentos de proteção individual (EPIs) uma foto própria sorrindo, para identificá-los durante os atendimentos.
A ideia desse crachá surgiu pelo fato de os profissionais de saúde terem de trabalhar com uma paramentação que cobre por completo seus rostos, o que impede de reconhê-los. A proposta da ação é aproximar o médico do paciente e mostrar que quem está por trás da máscara é um ser humano.
A diretora de Assistência à Saúde da Cassems, Maria Auxiliadora Budib, explica que este projeto está sendo implantado em toda a rede hospitalar da Cassems. “Estamos implantando essa ação nas 10 unidades hospitalares do estado, com o objetivo de humanizar o profissional de saúde no atendimento aos pacientes suspeitos ou confirmados com Covid-19”.
Maria Auxiliadora salienta que a ação tem o objetivo de trazer o sentimento de empatia para os pacientes. “O uso de materiais de proteção que encobre corpo e rosto da equipe de saúde faz com que tanto o paciente quanto o profissional tenham um ‘muro’ entre eles. Mostrar o rosto, e, em especial, o sorriso de quem cuida quando está despojado dos equipamentos, aproxima as pessoas, traz empatia e mostra o ser humano ao outro ser humano”
O médico oncologista Fabricio Colacino, e profissional na linha de frente do atendimento aos casos de Covid-19, acredita que a paramentação, apesar de necessária em momentos de pandemia, cria uma barreira física entre o médico e o paciente. “A máscara, o capote e o jaleco criam uma distância entre quem atende e quem é atendido. Então, pensamos no crachá mostrando a nossa face para devolver essa aproximação, levando em consideração o afeto envolvido nessa relação. A foto do profissional de saúde sorrindo cria uma ponte entre o médico e o paciente fragilizando, amenizando a dor, não só da patologia, mas do distanciamento entre as pessoas”.
abr 16, 2020 | Ponta Porã
Higienização é fundamental para inibir propagação do vírus; hospital é gerenciado pelo Instituto Acqua em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde (SES)
A equipe de limpeza do Hospital Regional Dr. José de Simone Netto, em Ponta Porã (MS), intensificou o fluxo de higiene na área de isolamento para pacientes com suspeita de Coronavírus. Oito profissionais estão na linha de frente para manter limpa a área crítica, evitar a infecção no local e inibir a propagação do vírus. A unidade é gerenciada pelo Instituto Acqua em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde (SES) do Mato Grosso do Sul.
“Os agentes de limpeza foram capacitados para atuar na área crítica, de forma técnica e eficaz, para eliminar possíveis focos do Coronavírus. O setor Covid-19 requer mais cuidado e maior periodicidade de limpeza”, explicou o enfermeiro e coordenador da equipe de higienização, Rodrigo Machado Silva.
A higienização na área Covid-19 se divide em três planos: a limpeza concorrente (processo de remoção de sujidades de superfícies do ambiente, materiais e equipamentos, mediante a aplicação e ação de produtos químicos); limpeza terminal (higienização completa das áreas do hospital, desinfecção para a redução de agentes microbianos) e limpeza de manutenção.
O responsável pelo setor explica sobre a higienização da área crítica. “A limpeza terminal de área crítica é realizada com frequência de forma vertical e horizontal com ações física e química utilizando produtos específicos para eliminação de microrganismos, os chamados antibióticos da limpeza”, disse.
A equipe de higienização tem rotina de paramentação e uso de equipamentos de proteção individual para preservar a segurança durante o processo de desinfecção. “Ao chegar na unidade o funcionário troca de roupa, veste um privativo higienizado, na sequência em outro setor ele coloca a touca, capote, luva, máscara N95, proteção para os pés e óculos protetor. Tudo é realizado com muita segurança e de forma isolada. Eles também borrifam hipoclorito de sódio através de bombas de jato nas maçanetas e extintores”, explicou o técnico de segurança do trabalho, Franco Hilário Barros Júnior.
Referência para Covid-19 – O hospital atende população de mais de 200 mil habitantes dos oito municípios da região sul do estado, conta com 10 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e é referência na microrregião para o tratamento dos casos de Covid-19. A unidade adequou setor próprio para pacientes com sintomas respiratórios. Dentro dessa área há equipe específica com roupas e materiais de proteção individual, sala de estabilização respiratória com monitores, respiradores e uma Unidade de Terapia Intensiva.
abr 4, 2020 | Ponta Porã
A partir deste sábado (04), pacientes com sintomas respiratórios e suspeitas de Covid-19 entram pelo Pronto-Socorro; demais urgências e emergências são atendidas pela entrada da recepção social
O Hospital Regional Dr. José de Simone Netto, em Ponta Porã (MS), acaba de reorganizar o fluxo de atendimento. A partir deste sábado (04/04) as urgências e emergências serão atendidas no acesso da recepção social pela rua Baltazar Saldanha, bairro Jardim Ipanema. Pacientes com sintomas respiratórios e suspeitas de Covid-19 serão atendidos no Pronto-Socorro, que mantém acesso pela rua Walter Avelino. A medida tem intuito de isolar pacientes contaminados, prevenir a disseminação do vírus e preservar a segurança dos pacientes. O hospital é gerenciado pelo Instituto Acqua em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde (SES) do Mato Grosso do Sul.
“Urgências e emergências de pacientes sem sintomas respiratórios e parturientes serão triadas na carreta da saúde e atendidos na recepção social. Os pacientes com sintomas de Covid-19 e desconforto respiratórios serão atendidos no Pronto-Socorro, inclusive gestantes que apresentarem sintomas respiratórios”, explicou o diretor-geral do hospital, Demetrius do Lago Pareja.
Sintomas leves e intercorrências básicas são atendidas prioritariamente nas unidades básicas de saúde ou pelo Centro Regional de Especialidades Dr. João Kayatt, localizado na região central da cidade.
“Contamos com a população para o uso consciente do sistema de saúde. A rede de atenção básica está bem estruturada para receber intercorrências básicas. Por isso, é importante vir ao hospital somente em uma urgência ou emergência”, ressaltou o diretor-geral.
Os horários de visita ainda estão suspensos, por tempo indeterminado, para evitar circulação elevada de pessoas na unidade de saúde.
Carretas da Saúde – O Hospital Regional Dr. José de Simone Netto conta com duas carretas da saúde para auxiliar nos casos suspeitos de Coronavírus. As unidades móveis foram disponibilizadas pela Prefeitura de Ponta Porã e Secretaria Municipal de Saúde e vão dar suporte ao novo fluxo de atendimentos aos pacientes. Uma carreta é destinada para triar pacientes com sintomas de Covid-19, tais como: tosse, febre, dor de garganta, espirro, coriza e falta de ar. A outra realiza triagem de pacientes com outras urgências e emergências.
Referência – O hospital atende população de mais de 200 mil habitantes dos oito municípios da região sul do estado, conta com 10 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e é referência na microrregião para o tratamento dos casos de Covid-19. A unidade adequou setor próprio para pacientes com sintomas respiratórios. Dentro dessa área há equipe específica com roupas e materiais de proteção individual, sala de estabilização respiratória com monitores, respiradores e uma Unidade de Terapia Intensiva com capacidade para 10 leitos.
Reportagem: Camila Gonçalves Fernandes Kaveski
mar 30, 2020 | Ponta Porã
Lojas e mercados são os principais alvos dos bandidos; país ampliou quarentena total até o dia 12 de abril
A polícia paraguaia já constatou aumento considerável dos casos de violência doméstica e arrombamentos de lojas, casas de ferragens e supermercados durante a quarentena total por causa da pandemia do novo coronavírus, ampliada até o dia 12 de abril. Só no fim de semana, 20 pessoas foram presas e denunciadas pelo Ministério Público por saques em lojas e mercados.
Boa parte dos roubos ocorre nos arredores da capital Asunción, onde foi registrada a maioria dos 64 casos de Covid-19 confirmados até agora. De acordo com o Ministério Público paraguaio, no começo da quarentena, há duas semanas, houve queda nos casos de violência doméstica, feminicídio e assalto, mas agora os números voltaram a aumentar.
Na capital, a polícia reforçou a segurança na área onde ficam os principais supermercados da cidade de 530 mil habitantes para evitar saques após rumores de que os estabelecimentos seriam atacados por pessoas necessitadas.
Na fronteira com Mato Grosso do Sul, o Exército paraguaio mantém barreiras para impedir a circulação de pessoas. Valetas foram abertas entre Pindoty Porã e Sete Quedas (MS) e entre Ypehú e Paranhos (MS). Também está bloqueado o acesso entre Bella Vista Norte e Bela Vista (MS) e Salto del Guairá e Mundo Novo (MS).
Em Pedro Juan Caballero, cidade vizinha de Ponta Porã (MS), uma cerca de arame farpado de pelo menos 8 km foi levantada na Linha Internacional, fato histórico nesse trecho da fronteira.
Enquanto o governo amplia o período de quarentena, o desemprego também aumenta. O governo anunciou que vai fazer uma lista dos trabalhadores que perderam o emprego e tentar realocá-los no serviço público. O Paraguai também anunciou subsídio para ajudar quem ficou sem renda por causa da pandemia.
Fonte: Campo Grande News