Para candidata a vereadora, desespero explica denúncias infundadas contra ela
Bonito (MS) – A candidata a vereadora por Bonito, Mirela Rigotti do PSDB refutou as informações de que teria material proibido em sua campanha. Segundo informações da Justiça Eleitoral uma denúncia anônima levou à apreensão de bonés e camisetas escrito “Amigos da Mirela”, no entanto, o material não era de campanha, uma vez que a legislação veda esse tipo de prática.
“Fiz esse material no ano passado, nem pensava em eleição, nem pensava em candidatura e quem me conhece sabe o quanto eu tenho um trabalho voltado para a comunidade de Águas de Miranda e de Bonito”, explicou Mirela sobre o ocorrido. Para ela, o problema maior é o medo dos adversários que “não querem perder a chance de prejudicar quem sabe que pode ganhar deles. Sem contar que estão no poder e mesmo assim não fazem nada de efetivo para a população”, afirmou.
Para Mirela, que está em sua primeira candidatura, a melhor resposta é continuar trabalhando. “Já fiz a minha parte de responder tudo que a Justiça questiona e o meu trabalho continua. Bonito merece muito mais que picuinhas políticas. Temos um trabalho com o Governo do Estado, e vamos em frente, eles que fiquem para trás”.
Juíza Eleitorial determina busca e apreensão de bonés e camisetas de candidata em Bonito
A Juíza Eleitoral do município de Bonito, Adriana Lampert, recebeu uma denúncia sobre material não autorizado para utilizar durante a campanha eleitoral de candidata a vereadora no município de Bonito.
Trata-se de Representação Eleitoral em desfavor de Mirela Rigotti Berger, cujo fundamento, segundo a representante, seria a prática de propaganda vedada, a captação irregular de sufrágio e o abuso de poder.
A representante afirma, em síntese, que a representada está distribuindo camisetas e bonés com as mensagens “Amigos de Mirella” e “Águas do Miranda”, para tanto, depositou neste Juízo um exemplar de cada item.
Reafirmando a existência da irregularidade, a representante também juntou fotos onde determinada pessoa está usando uma das camisetas.
A representante também destacou que cabos eleitorais e simpatizantes da representada são vistos na comunidade do distrito Águas do Miranda fazendo campanha vestidos com as camisetas.
Diante desse contexto, a representante requereu a busca e apreensão de bonés e camisetas e, ao final, requereu o acolhimento dos demais pedidos pertinentes à espécie.
Le ia a decisão judicial na íntegra:
“Examinando as alegações da representante em conjunto com o material depositado em Juízo, constato a verossimilhança entre o que foi alegado e o que foi demonstrado, além do que, a situação evidenciada parece retratar a vedação normativa contida no artigo 13 da Resolução nº 23.457/2015 do Tribunal Superior Eleitoral.
Num juízo de cognição sumária, vislumbro que o pedido cautelar de busca e apreensão merece ser deferido, pois a probabilidade do direito invocado para corrigir a distorção da conduta da representada está atrelado ao perigo de propagação de danos à lisura do pleito.
Isto posto, recebo o pedido de tutela cautelar como pedido de tutela de urgência e determino o seguinte:
A busca e apreensão de bonés e camisetas com as mensagens “Amigos de Mirella” e “Águas do Miranda”, cuja diligência deverá ser realizada no endereço da representada e na empresa Cockpit Bonés Promocionais e Camiseteria, em Campo Grande-MS, além do que, a diligência deverá compreender a busca e apreensão de notas fiscais ou qualquer outro documento que possa atestar a quantidade de material produzido (bonés e camisetas) com os dizeres supracitados.
Que a representada entregue na sede do Juízo todo o material produzido (bonés e camisetas) no prazo de 48 (quarenta e oito) horas, sob pena de multa diária que arbitro em R$ 500,00 (quinhentos reais) para cada item não entregue e sem prejuízo de futura constatação pelo uso desses materiais por quem quer que seja.
Sem prejuízo do que foi determinado, notifique-se a representada para, querendo, apresentar defesa no prazo legal.
Com ou sem apresentação de defesa, abra-se vista para o Ministério Público Eleitoral para, querendo, se manifestar”.
Bonito (MS) – Em continuidade das ações articuladas pelo Governo do Estado, por meio da Subsecretaria de Políticas Públicas para Promoção da Igualdade Racial e Cidadania (Subpirc) e Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural (Agraer), em parceria com o município de Bonito, a Comunidade Negra Quilombola Águas do Miranda, localizada na extremidade nordeste do município, distante a 300 quilômetros de Campo Grande, margeando o rio que dá nome ao lugar, recebeu técnicos da Agraer para execução do georreferenciamento de seus novos lotes. A comunidade será deslocada para a nova área devido a enchentes do rio Miranda, que afeta a comunidade há anos.
“Estamos batalhando por isso há anos e agora com a execução do georreferenciamento pelo Governo do Estado poderemos adentrar com segurança em nossa nova área, nos livrando das enchentes e aproximando ainda mais nossa comunidade”, comemorou o líder da associação, professor Valdecir Amorim. A nova área, doada pelo poder executivo de Bonito, conta com 14,5 hectares e abrigará aproximadamente 60 remanescentes de quilombo, com espaço reservado para uso comum e igreja.
Subsecretário Carlos Versoza buscará mais parceria para a comunidade
O titular da Subpirc – pasta ligada à Secretaria de Estado de Direitos Humanos, Assistência Social e Trabalho (Sedhast)-, Carlos Versoza, que acompanhou de perto as ações, destacou que a articulação entre as esferas de governo possibilitará ainda mais melhorias para a comunidade. “Fomos prontamente atendidos pela Agraer nesse pedido para o georreferenciamento da área e ainda vamos buscar parcerias com outros órgãos da esfera estadual buscando moradias para eles nesses novos lotes e parcerias também na esfera federal”, pontuou.
Serviço executado pelo Governo do Estado é passo fundamental para ocupação da área
O serviço de mapeamento da área está sendo executado pelos engenheiros da Agraer, Flávio Pereira e Claudio Nunes, ambos da Gerência de Regularização Fundiária. De acordo com os técnicos é necessária a conferência exata da localização para que a divisão da área e a posterior demarcação dos terrenos seja correta. O relatório final do serviço será encaminhado ao munícipio de Bonito que procederá a ocupação pelas famílias.
Quilombolas de Águas do Miranda
Representada pelo griot – indivíduo que tem o compromisso de preservar e transmitir histórias, fatos históricos e os conhecimentos e as canções de um povo – Amaurílio Modesto, 77 anos, conta que a comunidade surgiu em meados da década de 1950, quando ele veio da Bahia para trabalhar em fazendas do Estado.
Mais tarde também vieram família de Alagoas e Minas Gerais que integraram comunidade, se instalando no local e também em Anastácio e Nioaque. Hoje basicamente as famílias da região sobrevivem da venda do pescado e da agricultura familiar.
Texto e fotos: Leomar Alves Rosa, assessoria Sedhast.
Ações na fronteira são destaque em reunião sobre segurança no Fórum de Governadores
Bonito (MS) – Com mais de 1,5 quilômetros de fronteiras, sendo 1.131 quilômetros com o Paraguai e 386 quilômetros com a Bolívia, Mato Grosso do Sul está entre os estados da federação que mais apreende drogas, sendo que só neste primeiro semestre de 2016 foram cerca de 150 toneladas. Esses números foram destacados pelo secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, José Carlos Barbosa, na tarde desta quinta-feira (18), em Bonito, durante o 3º Encontro do Pacto Interestadual de Segurança Pública, que acontece dentro do Fórum de Governadores Brasil Central.
Uma outra questão também enfatizada pelo dirigente da pasta está relacionada ao sistema carcerário do Estado que possui 7.354 vagas, e atualmente conta 15.628 presos, desses 6.181 oriundos do tráfico de drogas. “Esses presos representam para o Governo do Estado um custo de mais de R$ 126 milhões anualmente, sem que a União destine qualquer recurso para essa atividade. Já o custo para o Governo Federal se esse preso estivesse em um presídio federal seria em média R$ 3,9 mil, o que significa R$ 289 milhões anualmente. Isso demonstra que aplicar recursos nas nossas fronteiras não é gasto, mas sim investimento”, pontuou.
De acordo com o secretário de Segurança Pública, alguns instrumentos devem ser adotados para minimizar os custos e otimizar resultados na prevenção e repressão aos crimes fronteiriços, como o fortalecimento dos organismos policiais existentes com investimentos do Governo Federal; a integração entre os organismos estaduais e federais; a fomentação de tratados internacionais entre os países vizinhos e a constante participação das Forças Armadas nas ações de fronteira e o apoio às atividades de inteligência. “Precisamos proteger o nosso país, e isso pode começar pelas fronteiras”.
Para José Carlos Barbosa esse encontro foi muito importante, pois reuniu o pensamento de dez secretários de Segurança Pública, discutindo temas comuns que na grande maioria são sensíveis para todos os estados. “Precisamos de alternativas e uma delas é que União aporte recursos como política de estado voltado para a segurança pública. Mato Grosso do Sul tem uma característica diferenciada que que são as fronteiras com o Paraguai e a Bolívia, além das fronteiras com outros estados como o Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso. Discutir a fronteira com esses países como também as políticas fronteiriças dos estados componentes do pacto, como hoje o Amazonas pediu adesão. Segurança pública é um tema recorrente, e na opinião das pessoas deve ser tratado como prioridade como prioridade”, finalizou o secretário.
O ponto alto do 3º Encontro do Pacto Interestadual de Segurança Pública, está relacionado aos temas abordados pelo Pacto Interestadual Segurança Pública que será assinado nesta sexta-feira (19), pelos governadores dos estados do Centro-Oeste (MS, MT, GO e DF), Tocantins e Amazônia – formadores do Fórum de Governadores Brasil Central – além de Minas Gerais, Maranhão e Bahia.
De acordo com o presidente da Câmara de Segurança do Fórum Brasil Central, vice-governador e secretário de Segurança Pública e Administração Penitenciária de Goiás, José Eliton, esse pacto vem para motivar os estados que o compõem, para que ações possam ser realizadas para combater o crime organizado. “Uma das nossas sugestões é a criação do Ministério da Segurança Pública no âmbito nacional, como forma de alavancar fontes de financiamento para a segurança pública, que está atualmente a cargo dos estados”, enfatizou José Eliton.
Para o secretário de Segurança Pública de Mato Grosso do Sul, José Carlos Barbosa, o pacto vai fazer com que os governadores realizarem políticas de estado para essa área. “Nós temos que substituir política de governo, por política de estado no caso da segurança pública. Só se faz isso com aporte de recursos permanentes. A Segurança Pública não pode ser tratada por descaso, na medida que você tem um grande problema, aí que é estabelecida uma solução emergente. Precisamos ter políticas permanentes para a segurança”, destacou Barbosa.
Brasil Central – O Fórum de Governadores Brasil Central reúne chefes do Executivo dos estados do Centro-Oeste (MS, MT, GO e Distrito Federal), além de Tocantins e Rondônia. Está associado ao Consórcio Interestadual de Desenvolvimento, formado para compartilhar soluções e desenvolver ações conjuntas, reduzindo custos na solução de problemas e elevando a competitividade regional. Criado em setembro de 2015, o Consórcio segue a linha de associações horizontais formadas nos EUA e Europa e também tem entre seus objetivos o reforço da representatividade política e das articulações com o Governo Federal.
Bonito (MS) – Começa nesta sexta-feira (01) e vai até domingo (03),um dos maiores circuitos sul-mato-grossense de Laço comprido, a 3ª etapa do Circuito de Laço Nabileque em Bonito MS.
As festas no CLN estão cada vez mais populares e são muito aguardadas pela população bonitense.
Durante os dias de festa haverá baile carapé a partir das 16 horas, com show com o Grupo Bom Balanço, Geração Serrana e Rosy Firmo & Alarcón, a entrada é franca.
No domingo o Clube do Laço Nabileque oferece no almoço um delicioso churrasco aberto para todos.
A diretoria ainda informa que é expressamente proibido a entrada de qualquer tipo de bebida e também proibido ligar som automotivo em frente o Clube do Laço.
17º Festival de Inverno de Bonito homenageará Geraldo Roca e terá Nação Zumbi como uma das atrações musicais
Geraldo Roca e Nação Zumbi são os primeiros nomes do Festival de Inverno neste ano
A 17ª edição do Festival de Inverno de Bonito será lançado na próxima segunda-feira (20) no Auditório da Governadoria, às 8:00 h. O Festival acontecerá nos dias 28 a 31 de julho, em Bonito, com todas as atrações gratuitas para bonitenses e turistas. Na ocasião será apresentada a programação completa do evento.
BonitoNet apurou que a edição de 2016 do Festival de Inverno de Bonito terá como homenageado o compositor Geraldo Roca, carioca de nascimento e sul-matogrossense de coração, que faleceu em dezembro de 2015 e a banda recifense, Nação Zumbi, será uma das atrações musicais do evento.
Com seu parceiro Paulo Simões, Roca compôs a famosa música “Trem do Pantanal”, hino não oficial do estado do Mato Grosso do Sul, originalmente chamada “Trilhos da Terra”. A canção foi composta durante uma viagem que fizeram à Bolívia, em 1975, numa cabine dormitório do “Trem do Pantanal” da NOB que ia até Corumbá, e dalí embarcaram no chamado “Trem da Morte” boliviano. Nessa época nem faziam shows nem eram famosos, só tocavam em casa e com amigos, mas a partir de 1976 começaram a lutar por sua divulgação, por shows, etc.
No início de suas carreiras se apresentaram num festival no Mato Grosso do Sul, com a música “Trem do Pantanal”, mas ela foi desclassificada porque foi acusada de subversiva pelas palavras “mais um fugitivo da guerra”, que se referiam a “fugitivo da Ditadura”, segundo o entendimento dos jurados.
Roca é um dos compositores mais gravados e influentes do Mato Grosso do Sul, autor também de “Uma pra estrada”, “Polca outra vez”, “Japonês tem três filhas”, “Mochileira”, entre outras. Ele mistura em suas composições ritmos regionais e elementos da música folk e do rock, com uma lírica realista própria, onde mistura elementos beatniks, tropicalistas, e com traços até dadaísta, tudo numa tonalidade de cores regionais.
Nação Zumbi, que começou como “Chico Science & Nação Zumbi”, teve como líder e vocalista da banda, o cantor e compositor Chico Science, que criou, junto com a banda Mundo Livre S/A, o movimento Manguebeat.
Em 1991, em Olinda, Chico Science e Fred Zero Quatro (do grupo Mundo Livre S/A) escreveram um release, que acabou virando um manifesto do movimento Manguebeat, o “Manifesto dos Caranguejos com Cérebro”, que tem como símbolo, uma antena parabólica colocada na lama, tornando-se assim um dos principais movimentos e banda dos anos 90 no Brasil, lutando por melhorias sociais na vida da população, não só do Recife e do Estado do Pernambuco, mas como de todo cidadão brasileiro.
Em fevereiro de 1997, Chico Science faleceu devido a um acidente de carro quando seguia de Recife para Olinda. Em seu lugar nos vocais veio Jorge dü Peixe, que já tocava alfaia na banda.
Desta forma, o Festival de Inverno de Bonito, apresenta dois grandes expoentes da música brasileira, Geraldo Roca e Chico Science, cada um representando os anseios de seu povo e sua cultura regional.