jun 11, 2015 | Brasil
Na luta para gravar o 1º disco, a cantora e compositora campo-grandense Marina Peralta, 22 anos, lançou na última semana, uma campanha de financiamento coletivo. A “vaquinha on line” foi uma maneira que Marina encontrou para levantar o custo da produção do álbum, já que mesmo passando no edital do Fmic (Fundo Municipal de Incentivo à Cultura), a verba não foi liberada.
Com 12 composições já prontas para a gravação, a vontade de lançar o primeiro álbum só aumentou depois que um vídeo caseiro com a música “Agradece” viralizou na internet, rendendo mais de 1 milhão de visualizações no Youtube e 15 mil compartilhamentos no facebook. “Gravei o vídeo um dia depois do meu aniversário, em casa, como forma de agradecimento pela vida. Não imaginava que a mensagem fosse chegar tão longe”, fala a cantora na sua simplicidade.
A propagação da música lhe rendeu uma gravação com uma das bandas mais importantes do cenário reggae do país, a ‘Planta e Raiz’. “Depois de ver o vídeo, os meninos (da banda) me procuraram pra gente gravar juntos. Foi uma experiência muito bacana e importante”, lembra Marina.
Agora, a cantora corre contra o tempo para arrecadar R$ 35 mil em 60 dias, conforme proposta do site Kickcante, no qual ela se inscreveu para lançar o tão esperado CD. As doações podem ser feitas a partir de R$ 10 e rendem prêmios para os colaboradores e fãs de suas composições.
Interessados em colaborar devem acessar o link http://www.kickante.com.br/campanhas/marina-peralta-disco-1-agradece . No site, Marina Peralta explica como funcionam as doações.
Confira o vídeo da campanha:
https://www.youtube.com/watch?v=Rvn500liEtg
Evllyn Rabelo
jun 11, 2015 | Brasil
A Câmara Federal recentemente voltou analisar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a maioridade penal no Brasil de 18 para 16 anos. A PEC foi apresentada em agosto de 1993 e ficou mais de 21 anos parada. Neste ano, a Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) da Casa de Leis retomou a análise da medida.
O texto da PEC permite que jovens com idade acima de 16 anos que cometerem crimes (ato infracional) possam ser condenados a cumprir pena numa prisão comum. Atualmente, isso ocorre em estabelecimento educacional. No Brasil, qualquer adolescente a partir dos 12 anos de idade é responsabilizado pelo ato cometido contra a lei. As sanções, também chamadas de medidas socioeducativas, estão previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Elas têm por objetivo preparar o jovem infrator para uma vida adulta socialmente estabelecida. As medidas são parte do processo de aprendizagem para que ele não volte a repetir os mesmos erros. A lei existe, só não está sendo cumprida corretamente.Não adianta só endurece-la se o próprio Estado não as cumpre!
A redução da maioridade penal é um dos maiores retrocessos já discutidos no Brasil, além de ser inconstitucional, pois a Constituição Federal Brasileira de 1988 reconhece prioridade e proteção especial à crianças e aos adolescentes.
Ela vai na contramão da Convenção sobre os Direitos da Criança e do Adolescente da Organização das Nações Unidas (ONU) e da Declaração Internacional dos Direitos da Criança, compromissos assinados pelo Brasil. A maioria dos países adota a maioria penal acima de 18 anos.
O Brasil tem hoje cerca de 500 mil presos, a 4ª maior população carcerária do mundo. Só perde para os Estados Unidos (2,2 milhões), China (1,6 milhões) e Rússia (740 mil). Levantamento feito pela Unicef revela que nos EUA adolescentes foram submetidos a penas previstas para adultos. Os jovens que permaneceram em penitenciárias voltaram a cometer ato infracional quando foram colocados em liberdade.
Na prática, a redução da maioridade penal e o ingresso antecipado sistema penal, que na maioria das vezes não recupera o detento, só aumenta ainda mais suas relações com o crime. Pesquisas mostram que a possibilidade de uma pessoa cometer algum delito quando deixa a cadeia é de 70%, enquanto a dos adolescentes no sistema socioeducativo está abaixo de 20%.
É importante destacar que o jovem marginalizado não surge ao acaso, é resultado de um estado de injustiça social, gerado infelizmente ainda pela desigualdade entre as classes sociais brasileiras. Muitos desses adolescentes são “usados”por maiores de idade, pois esses “recrutadores” sabem que as sanções são mais brandas no caso dos adolescentes.
Nas últimas décadas os homicídios de crianças e adolescentes brasileiros cresceram assustadoramente; 346% entre 1980 e 2010. De 1981 a 2010, mais de 176 mil foram mortos e só em 2010, o número foi de 8.686 crianças e adolescentes assassinadas.
No meu ponto de vista é preciso investir ainda mais em políticas públicas voltadas às minorias. Entendo que reduzir a maioridade penal é transferir o problema. Para muitos é mais fácil prender do que educar. Educação de qualidade é o passaporte para um futuro melhor para todos.
A problemática da violência envolvendo jovens não será resolvida com a punição, mas por meio de ações conjuntas entre governo e sociedade nas instâncias psíquicas, sociais, políticas e econômicas.
(*) Amarildo Cruz é deputado estadual e Fiscal Tributário Estadual
dez 5, 2014 | Brasil
O Brasil é campeão mundial no uso de agrotóxicos, cabendo a cada brasileiro o consumo médio de 5,2 litros de veneno agrícola por ano.
O dado foi divulgado dia (3) por ambientalistas, quando é celebrado o Dia Internacional da Luta contra os Agrotóxicos.
A data lembra a tragédia ocorrida há 30 anos, na cidade de Bhopal, na Índia, quando uma fábrica da Union Carbide, atual Dow Chemical, explodiu, liberando toneladas de veneno no ar, matando nas primeiras horas 2 mil pessoas e vitimando de forma fatal outras milhares nos dias seguintes.
A data foi lembrada em diversas cidades brasileiras. No Rio de Janeiro foi organizado um protesto, na Cinelândia, em frente à Câmara de Vereadores. O integrante da coordenação nacional da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida Alan Tygel criticou o modelo agrícola brasileiro, dirigido à exportação e altamente dependente de agrotóxicos.
“Nós, aqui no Brasil, estamos desde 2008 na liderança como os maiores consumidores de agrotóxicos no mundo. Isso por conta do modelo adotado pelo país, do agronegócio.
O Brasil se coloca no cenário mundial como exportador de matérias primas básicas, sem nenhum valor agregado, como é o caso da soja, do milho e da cana.
São produtos que ocupam a maior parte da área agricultável brasileira, à medida em que a superfície para alimentos básicos vem diminuindo”, destacou o ativista.
Segundo ele, o país é campeão no uso de agrotóxicos, com consumo per capita de 5,2 litros por habitante ao ano.
“Mas isso não é dividido de forma igual. Se pegarmos municípios do Mato Grosso, por exemplo, como Lucas do Rio Verde, lá se consome 120 litros de agrotóxicos por habitante”, alertou Tygel.
Os ambientalistas querem o fim da pulverização aérea – medida já praticamente banida em toda Europa -, o fim da comercialização de princípios ativos proibidos em outros países e o fim da isenção fiscal para os agrotóxicos.
“Uma das nossas bandeiras é o fim da pulverização aérea, pois uma pequena parte do agrotóxico cai na planta, e a grande parte cai no solo, na água e nas comunidades que moram no entorno.
Temos populações indígenas pulverizadas por agrotóxicos, que desenvolveram uma série de doenças, desde coceiras e tonteiras até câncer e depressão, levando ao suicídio e à má formação fetal”, enfatizou Tygel.
Além disso, ressaltou que o meio ambiente é fortemente impactado, com extinção em massa de diversas espécies de insetos, como abelhas, repercutindo na baixa polinização das plantas e na produção de mel.
Também as águas são contaminadas com moléculas absorvidas pelos animais e pelo ser humano, levando a uma série de doenças, que muitas vezes são passadas das mães para os filhos. Mais informações sobre o assunto podem ser obtidas na página www.contraosagrotoxicos.org.
Fonte: Agência Brasil
dez 1, 2014 | Brasil
De 2003 a 2012, a variação anual das mortes relacionadas ao câncer entre os homens caiu 0,53% e entre as mulheres, 0,37%.
A taxa de mortalidade por câncer teve uma pequena queda no Brasil na última década. De 2003 a 2012, a variação anual das mortes relacionadas ao câncer entre os homens caiu 0,53% e entre as mulheres, 0,37%. Os números, divulgados nesta sexta-feira, fazem parte do Atlas de Mortalidade por Câncer no Brasil, documento elaborado pelo Instituto Nacional de Câncer José de Alencar Gomes da Silva (Inca), ligado ao Ministério da Saúde.
Os dados mostram um pequeno aumento no último ano incluído no documento. De 2011 a 2012, o índice de óbitos a cada 100 000 homens aumentou de 100,47 para 103,2. Entre as mulheres, a alta foi de 83,99 para 86,92. Nesse período, a quantidade de homens que morreu em decorrência da doença elevou-se de 94 649 para 98 033, e a de mulheres subiu de 82 455 para 86 040.
Esse crescimento, entretanto, está relacionado à melhora da qualidade da informação estatística. “O aumento discreto não significa uma elevação real. Ele se deve a mais notificações, principalmente nas regiões Norte e Nordeste, que melhoraram o diagnóstico e atualmente têm mais precisão em informações médicas”, explica o cirurgião oncologista Thiago Celestino Chulam, coordenador do Programa de Prevenção do Câncer do Hospital A. C. Camargo.
Tumores — O câncer de estômago foi o que apresentou a maior diminuição de mortalidade na década. A queda foi de 2,95% entre os homens e 2,49% entre as mulheres. De acordo com o Inca, esta redução se deve à melhoria do saneamento básico e conservação de alimentos no Brasil, que diminuiu a incidência da bactéria Helicobacter pylori, o maior fator de risco para o desenvolvimento desse tipo de câncer.
No mesmo período, as taxas de mortalidade por câncer de próstata caíram 0,39% e de colo de útero, 1,62%, enquanto os dados de câncer de mama se mantiveram praticamente estáveis. Segundo o Inca, os casos de câncer de mama, próstata e colo de útero no Brasil estão aumentando. As taxas de mortalidade estáveis ou em queda demonstram o maior acesso ao diagnóstico precoce e tratamentos no país.
Entre os tipos de câncer mais letais, o índice ligado aos tumores de intestino apresentou crescimento. Subiu 1,65% entre os homens e 0,37% entre as mulheres. O Inca explica esse aumento pela elevação da taxa de obesidade no país. Já o câncer de pulmão apresentou uma diminuição de mortalidade de 1,65% na população masculina e aumento de 1,47% entre as mulheres. A tendência é que a mortalidade feminina e masculina se tornem semelhantes e, de acordo com o Inca, reflete o padrão de tabagismo das duas últimas duas ou três décadas.
Letalidade — Entre 2011 e 2012, a taxa de letalidade aumentou nos cinco tipos de cânceres mais incidentes no sexo feminino: mama, brônquios e pulmões, colo de útero, estômago e cólon. Para cada 100 000 mulheres, o índice de mortes subiu 11,88 para 12,10 no caso do câncer de mama e de 7,81 para 8,18 no de carcinoma de brônquios e pulmões.
Entre o sexo masculino, dos cinco dos carcinomas mais letais, o índice de óbitos do período teve uma leve queda apenas no caso do tumor de esôfago: de 6,54 para 6,53. No caso do câncer de pulmão, o mais fatal entre eles, subiu de 15,01 para 15,54. A taxa elevou-se de 13,50 para 13,65 no tumor de próstata, o segundo mais letal. Já os números de câncer de estômago subiram de 9,36 para 9,39 e os de fígado, de 4,98 para 5,46.
Sobrevida — Na terça-feira, um grande estudo publicado no periódico The Lancet constatou que as pessoas estão vivendo mais depois de serem diagnosticadas com câncer no mundo. De acordo com os pesquisadores, porém, a sobrevida varia muito de país para país, e é menor na América do Sul, América Central, África e Ásia do que na Europa, América do Norte e Oceania.
A pesquisa revelou que em 18 países mais de 85% das mulheres sobrevivem pelo menos cinco anos após a descoberta do câncer de mama. É o caso do Brasil: de 1995 a 1999, 78,2% das pacientes tinham esse tempo de sobrevida; entre 2005 e 2009, 87,4% delas viviam mais de cinco anos.
O Brasil também é referência no caso do tumor de próstata, ao lado dos Estados Unidos. Nos dois países, 95% dos pacientes vivem cinco anos ou mais depois do diagnóstico.
Os números brasileiros pioraram, no entanto, no caso do câncer de estômago. O índice de pacientes que sobrevivem cinco anos ou mais após o diagnóstico da enfermidade caiu de 33,1% entre 1995 e 1999 para 24,9% de 2005 a 2009.
O país também está mal avaliado no caso do câncer de ovário: apenas 31,8% das mulheres sobrevivem cinco anos ou mais. Nesse tipo de tumor, o país que apresenta o melhor índice na América do Sul é o Equador, onde 40% das mulheres com a doença vivem pelo menos cinco anos.
Fonte: Veja