maio 29, 2026 | Brasil
Entidades têm até 5 de junho para concorrer a recursos que somam R$ 1,79 milhão destinados a projetos sociais
As inscrições para o Fundo Social 2026 da Sicredi Centro-Sul MS/BA entram na reta final e seguem abertas somente até o dia 5 de junho. A iniciativa destinará R$ 1,79 milhão para apoiar projetos sociais desenvolvidos por entidades sem fins lucrativos em Mato Grosso do Sul e na Bahia.
O programa tem como objetivo fortalecer ações de interesse coletivo e promover o desenvolvimento das comunidades por meio de projetos nas áreas de Cultura, Educação, Esporte, Inclusão Social, Meio Ambiente, Saúde e Segurança.
Todos os anos, a Cooperativa destina 1% do seu resultado financeiro ao Fundo Social, reforçando o compromisso com o desenvolvimento local e com o 7º princípio do cooperativismo: o Interesse pela Comunidade.

Projeto da Associação Cultural BAMUCA, desenvolvido em Camaçari (BA).
O edital completo e o passo a passo para inscrição também estão disponíveis em Documentos e Relatórios Sicredi Centro-Sul MS/BA
A Sicredi Centro-Sul MS/BA reforça o alerta para o prazo final, já que após o encerramento das inscrições os projetos seguirão para as etapas de avaliação pelas agências e pela sede da Cooperativa.
Além do aporte financeiro, o Fundo Social se consolidou como uma importante ferramenta de transformação social, apoiando iniciativas que impactam diretamente a qualidade de vida das comunidades e fortalecem instituições locais.
Em caso de dúvidas, as entidades podem buscar atendimento pelo WhatsApp (67) 99262-5253 ou pelo e-mail coop0903_fundosocial@sicredi.com.br.

Últimos dias para inscrição no Fundo Social 2026 da Sicredi Centro-Sul MS/BA
Sobre a Sicredi Centro-Sul MS/BA
A Sicredi Centro-Sul MS/BA é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento de seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. Possui um modelo de gestão que valoriza a participação dos mais de 200 mil associados, que exercem o papel de donos do negócio. A cooperativa possui uma área de atuação de 44 municípios em Mato Grosso do Sul, onde conta com 52 agências, e 54 municípios da Bahia, com oito agências, oferecendo um portfólio completo de soluções financeiras e não financeiras.
O atendimento a todo associado é feito presencialmente, via WhatsApp (51) 3358-4770 ou pelo telefone 0800 724 4770.
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maio 28, 2026 | Brasil
A Câmara dos Deputados aprovou na noite desta quarta-feira (27), em dois turnos, a proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/19 que acaba com a escala de trabalho 6×1. Foram 461 votos favoráveis e 19 contrários, no segundo turno.

O texto segue para votação no Senado.
A PEC determina a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem perda salarial. A proposta ainda garante duas folgas semanais, sendo uma preferencialmente aos domingos. As mudanças entrarão em vigor 60 dias após a promulgação do texto.
O texto aprovado hoje foi apresentado pelo relator, Leo Prates (Republicanos-BA), para duas propostas de emenda à Constituição que já tramitavam: a PEC 221/19, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), que estabelecia 36 horas semanais após um período de 10 anos, e a PEC 8/25, da deputada Erika Hilton (Psol-SP), que introduzia a escala 4×3 (quatro dias de trabalho e três de descanso), com limite de 36 horas semanais, depois de um ano.
Após o fim do primeiro turno de votação, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse que a Casa deu um passo importante para “uma mudança fundamental para os trabalhadores e trabalhadoras do país desde a Constituição de 1988”.
“Assumi esta condução com todo o equilíbrio, responsabilidade e, principalmente, compromisso com os brasileiros. Por isso, já no início do debate, tratei três pilares como inegociáveis para esta Casa e para o governo federal: a redução da jornada para 40 horas semanais, dois dias de descanso e a manutenção dos salários dos trabalhadores”, disse Motta.
“Essa aprovação ficará registrada na história desta legislatura e na trajetória de cada parlamentar, que compreendeu que desenvolvimento econômico e dignidade humana precisam caminhar juntos”, completou.
Transição
De acordo com o texto aprovado, após 60 dias, a jornada será reduzida de 42 horas semanais para 40 horas. Doze meses após a entrada em vigor das 42 horas, a duração do trabalho será reduzida para 40 horas semanais, com o máximo de 8 horas diárias de trabalho.
A transição foi incluída após um acordo do governo com o presidente da Câmara dos Deputados.
Depois do prazo de 60 dias e dentro do período de redução da jornada, o texto prevê a possibilidade de ampliar a duração diária do trabalho normal. Essa ampliação deverá ser feita por negociação em convenção ou acordo coletivo de trabalho.
– escala de 5 dias de trabalho com 2 dias de descanso (após 60 dias);
– redução da jornada de 44 horas para 42 horas semanais (após 60 dias)
– jornada de 42 horas para 40 horas semanais, mantida a escala 5×2 (em 14 meses).
Antes da votação em plenário, o texto foi aprovado na comissão especial que analisou a matéria. Pela manhã, Motta realizou uma sessão protocolar de oito minutos para que fosse liberada a votação do texto na comissão especial. Dos 38 membros da comissão, 34 votaram a favor e 4, contra. Na sequência, a PEC foi incluída na Ordem do Dia da Câmara, ou seja, na pauta de votações no plenário.
A aprovação da PEC foi comemorada pelos parlamentares da base governista e criticada pela oposição.
“Vamos fazer história mostrando em que lado nós estamos. Nós estamos do lado do povo mais sofrido, das pessoas que mais precisam”, comemorou o líder do governo na Câmara, Paulo Pimenta (PT-RS).
A deputada Dandara (PT-MG), que trabalhou como caixa de loja de departamento em escala 6×1, recordou a rotina desgastante e afirmou que a redução vai dar tempo para os trabalhadores poderem viver.
“Eu conheço o barulho do busão [sic] lotado às 5h, o café corrido, o uniforme vestido ainda no escuro. Eu conheço o pé inchado de tanto ficar em pé: oito, 10, 12 horas. Eu conheço porque eu vivi. Eu sei que a escala 6×1 não cabe no calendário. Não cabe, porque não é sobre tempo, somente, é sobre a vida”, disse.
A deputada Alice Portugal (PCdoB-BA) lembrou que a iniciativa é uma pauta de várias centrais sindicais.
“Essa é uma luta que começou há muito tempo. Mas, no Brasil, essa batalha não evoluiu, a cultura escravocrata, a visão colonialista, a visão racista, prevaleceu, mas nós vamos derrubar a escala seis por um. Hoje, aqui, vamos fazer história”, afirmou.
Durante a sessão, deputados da oposição se posicionaram contra a redução da jornada de trabalho.
O deputado Kim Kataguiri (Missão-SP) afirmou que a proposta não vai melhorar a vida do trabalhador.
“Eu não vou mentir para o trabalhador dizendo para ele que com a aprovação dessa PEC vai acabar a escala 6×1”, disse.
O deputado Sérgio Turra (PP-RS) chamou a proposta do governo de eleitoreira. “Estamos tratando do futuro de um país e da dignidade dos trabalhadores”, afirmou.
>> Entenda mais pontos da PEC pelo fim da escala 6×1:
.- Jornada de trabalho não deverá ser superior a oito horas diárias e 40 horas semanais, podendo haver compensação e redução de jornada mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho.
– Lei ordinária irá tratar da jornada e descanso de regimes diferenciados, como trabalhadores com seis horas diárias de trabalho.
– Nova regra não se aplica: a quem tem jornada igual ou inferior a 40 horas semanais, a empregados com nível superior e com remuneração mensal igual ou superior a R$ 8.475,55 (equivalente a duas vezes e meia o limite máximo dos benefícios do INSS)
– Lei complementar poderá adotar medidas de transição para os microempreendedores individuais, as microempresas e as empresas de pequeno porte.
Fonte: Luciano Nascimento – Repórter da Agência Brasil – Foto: © Bruno Spada/Agência Câmara
maio 27, 2026 | Brasil
Evento reúne autoridades nacionais e internacionais, especialistas, representantes do setor de transportes e lideranças públicas e privadas em dois dias de debates que reforçaram o uso de novas tecnologias e melhoria de infraestrutura
Campo Grande sediou, nos dias 25 e 26 de maio, o 3º Fórum Centro-Oeste de Segurança Rodoviária – Edição Especial Rota Bioceânica, evento que reuniu autoridades brasileiras e internacionais, especialistas, empresários, representantes das forças de segurança, agências reguladoras e profissionais do setor de transportes para discutir os desafios e oportunidades da integração logística sul-americana.
Realizado pela Segsatra, empresa especializada em gestão de segurança viária, juntamente, com a Transportadora Katia, Rodobelo Transportes e Grupo Cenze com apoio de órgãos governamentais como Detran – MS, entre outros, no Centro de Convenções Arquiteto Rubens Gil de Camillo, o fórum promoveu debates sobre segurança viária, infraestrutura, fiscalização integrada, inovação tecnológica, transformação digital, governança, sustentabilidade e os impactos da Rota Bioceânica para o desenvolvimento econômico de Mato Grosso do Sul e da América Latina.
Com participação de aproximadamente 500 pessoas, o evento consolidou-se como um dos principais espaços de discussão sobre logística internacional e segurança no transporte rodoviário no Centro-Oeste brasileiro.
Idealizador do fórum, o CEO da Segsatra Consultoria, André Luiz Ferreira, destacou a importância da integração entre governos, iniciativa privada e instituições ligadas ao setor de transportes para garantir um corredor logístico eficiente e seguro.

Fotos: Crédito – Omni Studio
“Há muito o que ser debatido para levar soluções práticas e oportunidades de melhoria para termos um corredor seguro, tanto para quem deseja viajar a turismo quanto para quem atua profissionalmente no transporte e na logística”, afirmou.
Segundo André Luiz, o evento também fortalece a aproximação entre os países envolvidos na Rota Bioceânica e amplia o debate sobre o futuro da logística internacional.
“O Brasil possui uma posição estratégica dentro da América do Sul e esse debate conecta rodovias, ferrovias, hidrovias e toda a cadeia logística internacional. O objetivo do fórum é aproximar instituições, empresas e especialistas para construirmos soluções com visão de futuro”, destacou.
Primeiro dia debate infraestrutura, fiscalização e integração internacional
A programação do primeiro dia contou com palestras e painéis voltados à competitividade logística, acordos internacionais, fiscalização integrada e inovação tecnológica.
Um dos destaques foi a palestra “Integração Logística e Competitividade Global na Rota Bioceânica”, ministrada por João Carlos Parkinson de Castro, diplomata do Ministério das Relações Exteriores e coordenador nacional dos corredores rodoviário e ferroviário bioceânicos.
Durante sua participação, Parkinson destacou os desafios estruturais para consolidação do corredor internacional, especialmente relacionados à necessidade de investimentos federais e integração operacional entre os órgãos de fiscalização.
“Estamos enfrentando dificuldades relacionadas à construção da área de controle integrado. São necessários cerca de 200 a 250 milhões de reais para viabilizar a estrutura necessária”, expôs.
A coordenadora de Projetos Especiais da INFRA S.A., Elaine Radel, também apresentou estudos sobre o potencial socioeconômico e logístico do Corredor Rodoviário Bioceânico, reforçando a importância estratégica da rota para o desenvolvimento regional e para o fortalecimento das exportações brasileiras.
Além disso, o primeiro dia também trouxe debates sobre harmonização regulatória; acordos aduaneiros; integração de sistemas; rastreamento inteligente; inteligência viária; cooperação transfronteiriça e inovação tecnológica no transporte.

Fotos: Crédito – Omni Studio
Representantes da Polícia Rodoviária Federal, Polícia Militar Rodoviária, especialistas em segurança pública e empresários do setor compartilharam experiências e discutiram estratégias voltadas à prevenção de acidentes, monitoramento de cargas e eficiência operacional.
Segundo dia amplia discussões sobre governança, sustentabilidade e transformação digital
No segundo dia, o fórum aprofundou os debates sobre gestão de riscos, eficiência aduaneira, reforma tributária, ESG, sustentabilidade e transformação digital no setor de transportes.

Fotos: Crédito – Omni Studio
Na avaliação do empresário do setor de transportes e presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas e Logística de Mato Grosso do Sul (Setlog), Cláudio Cavol, a estrutura atual no Estado ainda não suporta o crescimento da movimentação logística. “A gente estima que, no primeiro ano, nós devemos receber em torno de 200 a 250 caminhões adicionais vindos pela rota bioceânica”, afirmou.
O empresário destacou que o principal gargalo está no trecho federal que liga Campo Grande a Porto Murtinho. Ele lembrou que o Paraguai já concluiu grande parte da infraestrutura enquanto o lado brasileiro ainda depende de novos recursos.
Já sobre os setores beneficiados pela rota, ele acredita que produtos de maior valor agregado devem liderar o movimento e que o mercado de grãos como soja, não devem protagonizar o comércio internacional através da Rota no primeiro momento. “Agora, com certeza, grandes importadores brasileiros, por exemplo, poderão trazer seus produtos importados da Ásia, da China, Japão, Coreia, enfim, e até entrar pelo país por essa Rota, pois eles terão uma economia significativa”.
Reforçando a internacionalização do debate, esteve presente no Fórum Alejandro Eduardo Marenco, secretário executivo da Agência Provincial do Corredor Bioceânico Capricórnio, do Governo de Jujuy, na Argentina, que abordou temas ligados à governança internacional, gestão de riscos e segurança no transporte de cargas em corredores de alta complexidade.
A programação também reuniu especialistas da Receita Federal, SONDA Brasil, ABTI, Scania, Detran-MS, e representantes do setor jurídico, logístico e empresarial.
Fórum fortalece protagonismo de Mato Grosso do Sul na Rota Bioceânica
Ao longo dos dois dias, palestrantes, painelistas e participantes discutiram soluções voltadas ao fortalecimento da Rota Bioceânica como eixo estratégico para integração econômica entre Brasil, Paraguai, Argentina e Chile.
A expectativa dos organizadores é que as discussões promovidas durante o fórum contribuam para avanços em infraestrutura, segurança viária, desburocratização, integração aduaneira e desenvolvimento sustentável do transporte rodoviário internacional.
O evento também reforçou o protagonismo de Mato Grosso do Sul nas discussões sobre logística internacional e consolidação dos corredores bioceânicos na América do Sul.
Homenageados
- O evento também contou com a cerimônia de entrega de medalhas em homenagem aos profissionais da segurança pública, em reconhecimento aos relevantes serviços prestados à sociedade. Foram homenageados: Cel. Vinícius de Souza Almeida, Polícia Militar Rodoviária; Camilo Kettenhuber Cavalheiro, Delegado de Polícia Titular da 7ªDP; Ten. Cel. Fábio Pereira Lima, Corpo de Bombeiros do MS; Ciro Vieira Ferreira, Diretor-Presidente da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) de Campo Grande (MS); Cel. Wilmar Fernandes, Diretor do DOF (Departamento de Operações de Fronteira); Otílio Rubem Ajala Júnior, Gerente especial de fiscalização do Detran MS; Bruno Rezende Cabral, Gestor do Complexo Integrado de Segurança Pública (CISPN); Cel. Roninar Vargas Jobim, Coordenador Geral de Operações Integradas da Secretaria Nacional de Segurança Pública (SENASP) e Jaques Douglas Ferreira Barbosa, Chefe do Núcleo de Segurança Viária, da Polícia Rodoviária Federal.
maio 27, 2026 | Brasil
O papa Leão XIV exortou os sacerdotes, na audiência geral de hoje (27) a respeitar as “normas da liturgia” e a não “modificar algo por sua iniciativa”, a fim de evitar confundir os fiéis.
“Exorto todos aqueles que são chamados a preparar a celebração dos divinos mistérios, em particular os sacerdotes que exercem o ministério da presidência litúrgica, a manter sempre o respeito pelos textos e pelas normas da liturgia que brota de uma atitude interior de disponibilidade e confiança em Deus, manifestando humildade perante a sua grandeza e sincera fidelidade à comunhão eclesial”, disse o papa.
Leão XIV continuou hoje sua catequese sobre as decisões do Concílio Vaticano II, concentrando-se na constituição Sacrosanctum concilium (SC), promulgada pelo papa são Paulo VI em 4 de dezembro de 1963. É o documento que alterou a liturgia.
O papa apresentou um panorama histórico do contexto em que o Concílio Vaticano II foi convocado e disse que, naquela época, “sentia-se fortemente a necessidade de uma renovação das formas rituais, mediante as quais desde há séculos a Igreja tinha realizado a glorificação de Deus e a santificação do povo cristão”.
Ele disse também que, graças ao Movimento Litúrgico, amadureceu a convicção de que “existe uma ligação muito íntima e orgânica entre a renovação da liturgia e a renovação de toda a vida da Igreja”. Sobre isso, Leão XIV citou a carta encíclica Dominicae cenae, Mistério e Culto da Eucaristia, promulgada pelo papa são João Paulo II em 24 de fevereiro de 1980.
Leão XIV concentrou-se na constituição Sacrosanctum concilium, que, disse, busca “favorecer o acesso dos fiéis à riqueza dos dons da graça dispensados pela sagrada liturgia”. Para esse fim, enfatizou a fórmula adotada pelos padres conciliares: “«Conservar a sã tradição e abrir […] o caminho a um progresso legítimo» (SC, 23)”.
maio 25, 2026 | Brasil
A Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) e os Sindicatos de Jornalistas de todo o país enviaram uma carta aberta ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, e ao deputado federal Leo Prates, relator da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que debate a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1. No documento, as entidades manifestam preocupação com informações de que empresários do setor de comunicação estariam pressionando o Congresso Nacional para ampliar a jornada dos jornalistas durante a tramitação da proposta.
A carta afirma que uma eventual mudança nesse sentido representaria “grave desvirtuamento” da PEC, utilizando uma pauta voltada à ampliação de direitos trabalhistas para promover retirada de direitos históricos da categoria. A FENAJ destaca que a jornada especial dos jornalistas, prevista na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), não configura privilégio, mas reconhecimento das condições específicas da profissão, marcada por pressão psicológica intensa, estresse permanente, trabalho noturno, jornadas irregulares e elevada carga cognitiva.
As entidades ressaltam ainda que o cenário de adoecimento mental da categoria se agravou nos últimos anos com a intensificação das rotinas digitais e da comunicação em tempo real. Segundo a carta, pesquisa realizada pela Fundacentro, a pedido da FENAJ, aponta índices elevados de ansiedade, depressão, burnout e outros transtornos relacionados ao trabalho entre jornalistas brasileiros.
Outro ponto abordado no documento diz respeito aos incentivos fiscais concedidos historicamente às empresas de comunicação, especialmente por meio da desoneração da folha de pagamento. A FENAJ argumenta que, apesar dos benefícios, os dados do DIEESE, com base na Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) do Ministério do Trabalho e Emprego, indicam queda superior a 18% no número de trabalhadores formais do setor entre 2013 e 2023.
Para a Federação e os sindicatos, a eventual ampliação da jornada dos jornalistas criaria uma situação de desigualdade em relação aos demais trabalhadores brasileiros, justamente em um momento em que o debate nacional aponta para redução do tempo de trabalho e ampliação da qualidade de vida. “O tempo do jornalista pertence ao jornalista e à sua família, não às empresas de comunicação”, afirma um dos trechos da carta.
No documento, as entidades solicitam que a Câmara dos Deputados rejeite qualquer iniciativa destinada a ampliar a jornada dos jornalistas ou descaracterizar o regime especial já previsto na legislação trabalhista. A FENAJ reafirma apoio à redução da escala de trabalho para todos os trabalhadores brasileiros, mas defende que isso ocorra sem retirada de direitos historicamente conquistados pela categoria.
A carta é assinada pela Federação Nacional dos Jornalistas e pelos Sindicatos dos Jornalistas Profissionais de todo o país.
Confira abaixo a carta aberta enviada ao Presidente da Câmara dos Deputados e ao relator da PEC da redução da escala 6×1
Excelentíssimo Senhor Deputado Federal Hugo Motta
Presidente da Câmara dos Deputados
Excelentíssimo Senhor Deputado Federal Leo Prates
Relator da Proposta de Emenda Constitucional que trata da redução da jornada de trabalho e do fim da escala 6×1
Senhores Deputados,
A Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) e os Sindicatos de Jornalistas de todo o país acompanham com atenção e expectativa os debates em torno das propostas que visam reduzir a jornada semanal de trabalho dos brasileiros e superar o modelo de escala 6×1, medida que representa um importante avanço civilizatório nas relações de trabalho.
No entanto, chegam às entidades representativas da categoria informações de que setores empresariais da comunicação estariam pressionando o Congresso Nacional para aproveitar a discussão da redução da jornada semanal e inserir, no texto em debate, alterações destinadas a ampliar a jornada dos jornalistas. Caso essa iniciativa se confirme, estaremos diante de um grave desvirtuamento da proposta original, utilizando-se um debate legítimo sobre melhoria das condições de trabalho para promover a retirada de direitos de uma categoria profissional específica.
Os jornalistas possuem jornada especial prevista na Consolidação das Leis do Trabalho há décadas. A jornada de cinco horas diárias não constitui privilégio, mas reconhecimento legal das peculiaridades da atividade jornalística, marcada por intensa pressão psicológica, exposição permanente ao estresse, jornadas irregulares, trabalho noturno, cobertura de situações traumáticas e elevada carga cognitiva. Trata-se de uma proteção construída historicamente em razão do desgaste físico e mental inerente à profissão.
Essa situação se agravou mais ainda nos últimos anos com a introdução das novas tecnologias de internet, que tornou ainda mais instantânea a necessidade de os profissionais responderem ao trabalho, bem como sobrepôs funções, ampliando a pressão e o adoecimento dos jornalistas.
Dados recentes produzidos pela Fundacentro, em pesquisa realizada a pedido da FENAJ, revelam índices alarmantes de adoecimento mental entre jornalistas brasileiros. Ansiedade, depressão, síndrome de burnout e outros transtornos relacionados ao trabalho atingem parcela significativa da categoria. Em vez de ampliar a exposição desses profissionais aos fatores de risco já identificados, o Congresso Nacional deveria contribuir para a construção de ambientes laborais mais saudáveis e compatíveis com a preservação da saúde física e mental dos trabalhadores.
Nesse contexto, qualquer tentativa de elevar a jornada dos jornalistas como suposta compensação pela redução da escala semanal geral significará, na prática, transformar uma medida de proteção social em instrumento de retirada de direitos. Mais grave ainda, criará uma situação discriminatória na qual milhões de trabalhadores brasileiros terão seu tempo livre ampliado, enquanto os jornalistas serão compelidos a trabalhar mais horas por dia para compensar demandas patronais.
É importante registrar que o setor empresarial da comunicação tem sido contemplado, nas últimas décadas, por relevantes mecanismos de incentivo fiscal, especialmente por meio da desoneração da folha de pagamento. Contudo, os indicadores de emprego não demonstram que tais benefícios tenham se traduzido na preservação dos postos de trabalho. Dados do DIEESE, baseados na RAIS do Ministério do Trabalho e Emprego, revelam que o número de trabalhadores formais no setor caiu mais de 18% entre 2013 e 2023, período em que vigorava incentivos fiscais.
O movimento de redução de quadros profissionais continuou sendo observado em 2024 e 2025, ainda sob a vigência dos incentivos e também na transição para o término desses benefícios, em 2028. Diante desse histórico, não parece razoável que se proponha a ampliação da jornada dos jornalistas como mecanismo de compensação econômica para empresas que já foram amplamente beneficiadas por políticas públicas sem que isso tenha resultado na proteção do emprego e na valorização do trabalho profissional.
Se a redução da jornada de trabalho é um direito social destinado a assegurar mais tempo para convivência familiar, lazer, qualificação profissional, participação comunitária e cuidados com a saúde, não há justificativa razoável para que os profissionais da imprensa sejam excluídos desse benefício. O tempo do jornalista pertence ao jornalista e à sua família, não às empresas de comunicação. Não é admissível que uma categoria profissional seja transformada em exceção para atender interesses econômicos específicos de determinados segmentos empresariais.
O fim da escala 6 X 1 precisa representar avanço social efetivo. Não pode servir de oportunidade para a inclusão de dispositivos estranhos ao objeto principal da proposta, tampouco para a supressão de direitos historicamente consolidados. Alterações dessa natureza configurariam evidente distorção do debate legislativo e produziriam profundo desequilíbrio nas relações de trabalho do setor.
Por essa razão, solicitamos a Vossas Excelências que rejeitem qualquer iniciativa destinada a ampliar a jornada dos jornalistas ou a descaracterizar o regime especial previsto na legislação trabalhista. A eventual adoção de uma nova organização da jornada semanal no país deve respeitar integralmente os direitos já assegurados à categoria, preservando a jornada atual e assegurando que os jornalistas também sejam beneficiados pelos avanços sociais decorrentes da reforma.
Os jornalistas brasileiros defendem a redução da escala de trabalho para todos os trabalhadores. E defendem, com a mesma convicção, a preservação dos direitos conquistados por sua categoria. Não aceitaremos que uma pauta histórica da classe trabalhadora seja utilizada para impor retrocessos a profissionais que exercem papel essencial para a democracia e para o direito da sociedade à informação.
Atenciosamente,
Federação Nacional dos Jornalistas – FENAJ
Sindicatos dos Jornalistas Profissionais do Brasil
maio 22, 2026 | Brasil
Cooperativa leva informação sobre instrumentos financeiros voltados à proteção e previsibilidade dos negócios no campo
A Sicredi Centro-Sul MS/BA promoveu, para associados do segmento agro, uma palestra sobre derivativos no agronegócio, com o objetivo de apresentar aos produtores rurais ferramentas financeiras que proporcionam mais proteção e previsibilidade aos negócios no campo. O evento foi realizado na segunda-feira, 18 de maio, na sede da Cooperativa, em Dourados (MS).
Segundo o diretor executivo da Sicredi Centro-Sul MS/BA, Giorgio Martins Bonato, o tema é relevante e foi pensado para contribuir com a eficiência das atividades ligadas ao agronegócio. De acordo com ele, a Cooperativa busca oferecer mecanismos que tragam mais segurança aos produtores na proteção de suas operações e no planejamento de um futuro próspero.
“Em cenários econômicos desafiadores, os recursos ficam mais expostos. Por isso, este é um momento importante de interação e informação para o nosso associado agro”, destacou.
O time da Sicredi Centro-Sul MS/BA está preparado para atender associados e comunidade em operações vinculadas aos derivativos no agro, incluindo contratos futuros, NDF, swap e outras modalidades.
Joab Toral, especialista de negócios internacionais da Sicredi Centro-Sul MS/BA e um dos palestrantes da noite, destacou que a Moeda Estrangeira é uma das soluções de crédito voltadas a pessoas físicas e jurídicas que atuam na cadeia de exportação. Segundo ele, a modalidade conta com isenção de IOF e IR, podendo representar uma alternativa estratégica aos associados, com potencial para ampliar as margens de lucro.

Joab Toral, especialista de negócios internacionais da Sicredi Centro-Sul MS/BA, durante a palestra sobre derivativos no agro.
Talis Kauê, especialista em Negócios Internacionais do Centro Administrativo Sicredi, também participou da palestra e ressaltou que essas operações ajudam a proteger os produtores das oscilações cambiais. Além disso, destacou que as soluções estão alinhadas à democratização do acesso promovida pelo Sicredi, permitindo aos cooperados mais possibilidades de planejamento de riscos relacionados ao clima, crédito e preços.
A iniciativa da Sicredi Centro-Sul MS/BA busca fortalecer ainda mais o relacionamento com os associados do segmento agro. Ao final do evento, os participantes puderam trocar experiências e esclarecer dúvidas sobre as operações relacionadas aos derivativos.
O agronegócio é um dos principais motores da economia de Mato Grosso do Sul e exerce papel estratégico no desenvolvimento das comunidades onde a Sicredi Centro-Sul MS/BA atua. As diferentes cadeias produtivas demandam, cada vez mais, planejamento, gestão e ferramentas que ofereçam segurança diante das oscilações do mercado.
Como a Educação, Formação e Informação é um dos princípios do cooperativismo, a Cooperativa reforça seu compromisso em levar conhecimento e orientação qualificada aos associados, apresentando ferramentas estratégicas que contribuam para uma gestão eficiente, sustentável e preparada para os desafios do agronegócio moderno.

Sobre a Sicredi Centro-Sul MS/BA
A Sicredi Centro-Sul MS/BA é uma instituição financeira comprometida com o crescimento de seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. Possui um modelo de gestão que valoriza a participação dos mais de 200 mil associados, que exercem o papel de donos do negócio. A cooperativa possui uma área de atuação de 44 municípios em Mato Grosso do Sul, onde conta com 52 agências, e 54 municípios da Bahia, com oito agências, oferecendo um portfólio completo de soluções financeiras e não financeiras.
O atendimento a todo associado é feito presencialmente, via WhatsApp (51) 3358-4770 ou pelo telefone 0800 724 4770.
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