Na manhã desta segunda-feira (22), a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) foi vacinada contra a Covid-19 com a primeira dose da Coronavac, em Porto Alegre (RS). Rousseff tem 73 anos e foi vacinada por volta das 10h em um posto drive-thru e compartilhou uma foto do momento em seu perfil nas redes sociais.
A imunização de idosos com 73 anos começou justamente nesta segunda na cidade. As doses estão disponíveis em 33 unidades básicas de saúde e em três pontos de drive-thru. Até o último domingo 21, a capital gaúcha havia vacinado 152.953 pessoas com a primeira dose e 70.623 com a segunda.
A ex-presidente negou o convite feito pelo governador de São Paulo, João Doria (PSDB), para que ela fosse vacinada com a Coronavac em janeiro, em Porto Alegre. Rousseff justificou sua escolha dizendo que foi por razões “éticas e de justiça”.
Em nota, Dilma disse que, no momento atual, é “inaceitável ‘furar a fila’” da vacinação contra a Covid-19. “O Plano Nacional de Vacinação deve ser respeitado e, se é certo que a vacinação já começou, não há montante de vacinas disponível para que eu, agora, seja beneficiada. É inaceitável ‘furar a fila’, que deve ser estritamente respeitada por todos os brasileiros. Neste momento, considero imprescindível que sejam atendidos, de acordo com o Plano, primeiramente os trabalhadores da área da saúde que estão na linha de frente da luta contra a Covid-19, além dos idosos que vivem em asilos e o grupo de idosos brasileiros mais expostos ao risco de adoecer gravemente ou morrer”.
Dia Mundial de Combate à Tuberculose é celebrado no dia 24 de março
O dia 24 de março é marcado pelo Dia Mundial de Combate à Tuberculose, uma doença infecciosa que pode acometer vários órgãos e tecidos do corpo, como pulmão, pleura, ossos, sistema nervoso, linfonodos, intestinos e o sistema geniturinário.
Sua transmissão se dá por meio de gotículas de saliva infectadas através da tosse, espirro e fala de pessoas infectadas pelo Mycobacterium tuberculosis, também conhecido como bacilo de Koch.
Ao contrário do que muitos pensam, a tuberculose não está controlada no Brasil e sua prevalência é bastante alta, o que resulta em taxa altíssima de morbidade e mortalidade.
“Atualmente o país ocupa o 19º lugar no ranking dos 20 com maior concentração de casos de tuberculose. Essa doença está muito relacionada à condição socioeconômica da população, portanto, a maior incidência ocorre em países mais pobres em razão do acesso mais restrito ao saneamento básico, água potável, entre outros fatores”, explica o médico pneumologista da Unimed Campo Grande, Dr. Henrique Ferreira Brito.
Além disso, o uso excessivo de bebidas alcoólicas e de cigarro, aglomeração onde há pessoas infectadas e pouca ventilação nos ambientes também contribuem com o desenvolvimento da doença.
Segundo o especialista, “a doença acomete pessoas de todas as idades, no entanto, há maior risco de contágio na chamada faixa etária produtiva, que são os adultos, já que esse é o grupo que mais se expõe às aglomerações, mas também nos grupos de imunidade debilitada, como idosos, portadoras de doenças imunossupressoras”, pontua.
Assim como a gravidade, os sintomas da tuberculose podem variar de acordo com a imunidade de cada paciente. Enquanto alguns podem não externar sintomas, em outros, as manifestações podem ser mais acentuadas.
Entre os sintomas mais comuns estão da tuberculose, estão: tosse com ou sem secreção, cansaço excessivo, febre baixa constante, especialmente no fim da tarde, falta de ar e de apetite, suores noturnos, emagrecimento sem razão aparente, fadiga e rouquidão.
Doutor Henrique explica que no Brasil pacientes que apresentam tosse há mais de três semanas, especialmente com secreção, devem procurar um médico de confiança para que seja feita a investigação da doença, independente da presença ou não de outros sintomas.
O tratamento da doença é longo e não deve ser interrompido. “Há variações no tratamento a depender da agressividade da doença, do perfil de resistência do bacilo às medicações indicadas e, eventualmente, é preciso aumentar o tempo de tratamento”, destaca.
Para saber mais sobre essa doença que acomete centenas de pessoas todos os anos, a Unimed CG preparou uma cartilha. Clique aqui para acessá-la.
Faleceu na noite desta sexta-feira (19) o cantor gospel irmão Lázaro por complicações da Covid-19. Ele estava internado há quase um mês na UTI de um hospital particular em Feira de Santana, na Bahia.
Divulgado na noite de sua morte, o último boletim médico indicava que o quadro de Lázaro era muito delicado.
A família informa que o vereador foi diagnosticado com Covid-19 no dia 15 de fevereiro e desde então passou a fazer o tratamento em casa. Em 22 de fevereiro, ele sentiu desconforto, febre e procurou um médico.
Ao chegar no hospital, foi comprovado que o cantor estava com metade dos pulmões comprometidos e ele ficou internado em um leito clínico. Três dias depois, precisou ser transferido para UTI.
Lázaro deixa a esposa e uma filha. Um de seus maiores sucessos na carreira como cantor foi a música “Eu te amo tanto” (2008). Relembre:
PL 2939/19prevê penas mais duras para crime hediondo no Brasil, onde uma mulher é morta a cada 2 horas, em média.
O plenário da Câmara dos Deputados aprovou hoje, de forma unânime, o Requerimento de Urgência da Deputada Federal Rose Modesto para que o PL 2939/2019, também de sua autoria, seja votado nos próximos dias pela Casa. A aprovação da matéria pode pôr fim a 37 anos de injustiça contra as mulheres.
O texto apresentado pela deputada prevê alteração da Lei de Execução Penal (Leinº7.210/1984),a fim de mudar a progressão de regime e vedar a concessão de saída temporária para condenados por crimes de feminicídio.Atualmente, o tempo máximo de pena no Brasil é de 10 anos e a progressão, para crimes hediondos, pode ocorrer após 2/5 do cumprimento da pena em regime fechado.
Dados divulgados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública – FBSP apontam que,no 1º semestre de 2020, ao menos 648 mulheres foram assassinadas no Brasil por motivos relacionados ao fato de serem do sexo feminino. O mesmo documento, que integra o 14º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, mostra que em 90% dos casos, o criminoso é ou já foi companheiro da vítima. O Fórum também divulgoulevantamento das denúncias à Central de Atendimento à Mulher (Disque 180): no início da pandemia, os números registrados foram 27% maiores do que no mesmo período de 2019. Para efeitos de comparação, entre 2018 e 2019, o crescimento foi de 5,6%.
A Organização Mundial de Saúde – OMS considera que a violência contra as mulheres, em especial a perpetuada pelos parceiros, é uma questão tanto de saúde pública quanto de violação dos direitos humanos. Estimativas globais publicadas pela organização indicam que aproximadamente uma em cada três mulheres (35%) em todo o mundo sofreram violência física e/ou sexual por parte do parceiro ou de terceiros durante a vida. Globalmente, 38% dos assassinatos de mulheres são cometidos pelo parceiro.
Para Modesto, mesmo com alguns avanços no tocante à segurança das mulheres, como a aprovação da Lei Maria da Penha, a melhor forma de mudar as estatísticas é alterando a legislação vigente desde 1984. “Os números são alarmantes. Precisamos considerar mudanças na lei ou mais mulheres continuarão morrendo de forma brutal”.
Em seu discurso de defesa do projeto em plenário, a parlamentar afirma que está na hora das pessoas reagirem aos crimes de feminicídio da mesma forma que reagem com o altonúmero de mortos pela pandemia: “O Brasil tem se comovido com os índices de mortalidade em consequência do coronavírus. Mas eu pergunto: o índice de mortalidade de mulheres por causa do feminicídio não deveria ter o mesmo impacto?”
Atuante na Câmara em pautas pró-mulheres, Rose Modesto está sem seu primeiro mandato como deputada federal. Em fevereiro, foi eleita para a Mesa Diretora da Casa para atuar como Terceira Secretária durante o biênio 21/22. Rose também tem, pelo menos, mais dois projetos sobre violência conta a mulher em tramitação: o PL 1337/19(“botão do Pânico”), que prevê sobre o agressor arcarcom os custos da tornozeleira eletrônica e o PL 1568/19 que propõe aumento da pena mínima para quem comete crimes de feminicídio de 10 para 20 anos.
Os criadores que vão inseminar ou cobrir novilhas Gir Leiteiro, Sindi, Guzerá ou seus cruzamentos durante o mês de março até o dia 4 de abril poderão, a partir de 1º de junho, inscrever animais na 7ª Prova Brasileira de Produção de Leite a Pasto do Zebu Leiteiro no Centro de Tecnologias para Raças Zebuínas (CTZL) da Embrapa Cerrados (DF), que será realizada a partir de 4 de outubro e terá duração de 12 meses, sendo dois meses de adaptação e 10 meses de avaliação.
Coordenada pela Embrapa Cerrados e pela Associação Criadores de Zebu do Planalto (ACZP), a prova zootécnica busca o melhoramento genético das raças zebuínas com aptidão leiteira por meio da identificação de matrizes em grupos de animais contemporâneos de cada raça que apresentem potencial genético para a produção de leite a pasto. Nesta edição, os técnicos vão identificar as melhores novilhas das raças Gir Leiteiro, Sindi, Guzerá e seus cruzamentos que, em 305 dias de lactação em pasto rotacionado com suplementação, se destacarem nos atributos produção de leite, reprodução, idade ao parto, qualidade do leite, persistência de lactação e avaliação morfológica.
Para o pesquisador Carlos Frederico Martins, coordenador da Prova, a avaliação é de fundamental importância para que o criador possa comparar todos os atributos de importância econômica na produção leiteira dos seus animais com os do grupo de novilhas contemporâneas de outros criatórios e de diferentes acasalamentos. “Com isso, ele pode verificar como está o sistema de criação e acasalamentos na propriedade”, afirma.
Martins aponta que a Prova também é importante para os criadores que ainda não fazem controle leiteiro na fazenda, sendo uma oportunidade para realizarem o primeiro controle leiteiro oficial e começarem a comercializar genética. “Eles terão a comparação dos animais não só em nível local, na Prova, como em nível nacional, pois a avaliação da lactação é oficial pela Associação Brasileira de Criadores de Zebu (ABCZ)”, diz, explicando que as informações geradas pela Prova alimentam o PMGZ Leite Max, programa de melhoramento genético para o zebu leiteiro, e ficam disponíveis aos criadores.
O pesquisador destaca, ainda, que a Prova controla o ambiente produtivo na pastagem, o arraçoamento e o manejo dos animais, sem quaisquer artificialismos, em um sistema de criação comumente adotado nas fazendas do Brasil Central. “Por isso, ela agrega valor ao material genético colocado pelo criador, com a chancela da Embrapa e da ABCZ. Ao final, as novilhas são ranqueadas e o produtor pode analisar o ranqueamento de todos os atributos medidos, permitindo que ele faça modificações nos acasalamentos e melhores negócios com os animais mais bem classificados”, afirma.
A Prova será realizada em Brasília (DF), no CTZL, localizado na DF 180, Km 64 s/n. As inscrições dos animais poderão ser realizadas a partir do dia 01/06/2021 na ACZP, pelo e-mail aczp.df@uol.com.br. São oferecidas 25 vagas para novilhas da raça Gir Leiteiro, 10 vagas para novilhas da raça Sindi, 10 vagas para novilhas Guzerá e seis vagas para novilhas de cada cruzamento. As vagas serão preenchidas conforme a ordem de chegada das inscrições. Cada criador poderá inscrever até dois animais de cada raça, podendo, ainda, inscrever uma terceira novilha, que ficará em fila de espera caso as vagas não sejam totalmente preenchidas.
O criador que inscrever apenas uma novilha pagará taxa de R$ 2.800, divididos em cinco vezes mensais. Caso inscreva duas novilhas, o valor será de R$ 2.500 por novilha, divididos em cinco vezes mensais. Se forem inscritas três novilhas, será cobrado R$ 2.200,00 por novilha, divididos em 5 cinco parcelas mensais. Para a genotipagem de identificação dos alelos da beta caseína no leite e análise genômica para as novilhas Gir Leiteiro, será cobrado R$ 200 por novilha.
Os animais deverão dar entrada no CTZL entre os dias 4 e 8 de outubro de 2021. As novilhas Gir Leiteiro, Sindi e Guzerá devem estar registradas na ABCZ nas categorias de PO ou LA. Devem ser primíparas, com idade máxima de 46 meses na data do parto, devendo estar obrigatoriamente gestantes de sete meses. Os partos deverão ser realizados durante o período de adaptação no CTZL, no período de 20/12/2021 a 08/02/2022, de acordo com os períodos limites de parição estabelecidos pela ABCZ.
Para mais informações sobre a prova zootécnica, acesse o edital aqui.
A 7ª Prova Brasileira de Produção de Leite a Pasto do Zebu Leiteiro tem o apoio da ABCZ, da Associação Brasileira de Criadores de Gir Leiteiro, da Associação Brasileira de Criadores de Sindi, da Associação Brasileira de Produtores de Leite, da Secretaria de Agricultura do Distrito Federal, da Emater-DF, da Federação de Agricultura do Distrito Federal, do Sindicato dos Criadores de Bovinos, Equinos e Bubalinos do Distrito Federal, da Empresa de Pesquisa, Extensão Rural e Regularização Fundiária da Paraíba, da Universidade de Brasília e de empresas ligadas ao setor pecuário.
Por unanimidade, Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF), mantém critério de reajuste do piso nacional dos professores da educação básica.
O colegiado julgou improcedente a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 4848, ajuizada em 2012 pelos governos de Mato Grosso do Sul, Goiás, Piauí, Rio Grande do Sul, Roraima e Santa Catarina.
Desta forma, a votação manteve que a forma de atualização do piso nacional dos educadores seja divulgada pelo Ministério da Educação (MEC).
De acordo com o voto do relator, ministro Luís Roberto Barroso o argumento levantado pelos governos estaduais de que o reajuste do piso nacional deveria ser feito por meio de lei, e não de portarias do MEC, não procedem.
Ainda de acordo com o mesmo, a medida não ofende aos princípios orçamentários constitucionais e a ingerência federal indevida nas finanças dos estados.
Em seu voto, o ministro Barroso lembrou que, no julgamento da ADI 4167, o Plenário, ao analisar outros dispositivos da Lei 11.738/2008, assentou a obrigatoriedade do respeito ao piso nacional dos professores pelos estados, pelo Distrito Federal e pelos municípios.
“A previsão de mecanismos de atualização seria uma consequência direta da existência do próprio piso”, afirmou Barroso.
Para o relator, não há violação aos princípios da separação dos Poderes e da legalidade, uma vez que o piso salarial é previsto e tem os critérios de cálculo já estabelecidos na própria Lei 11.738/2008.
Com base na Lei 11.494/2007, que regulamenta o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), o MEC dispõe, por meio de portarias interministeriais, sobre valor anual mínimo por aluno referente aos anos iniciais do ensino fundamental urbano.
Da mesma forma, utiliza o crescimento desse valor como base para o reajuste do piso, competindo-lhe editar ato normativo para essa finalidade.
Por fim Barroso destacou que a Constituição e a própria Lei 11.738/2008 estabelecem mecanismos para assegurar o repasse de recursos adicionais para a implementação do piso nacional do magistério da educação básica.