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Bela Vista-MS Domingo, 27 de Setembro de 2026
Leia Coluna politica Amplavisão: Eleições: o eleitor sempre tem razão!

Leia Coluna politica Amplavisão: Eleições: o eleitor sempre tem razão!

ELEIÇÕES: Aqui o papo se volta à necessidade do candidato fazer a leitura do que  pensa o eleitor sobre as eleições de sua cidade. A decisão é mais racional ou emocional? O que ele efetivamente leva em conta? Cada eleitor com seu critério: o perfil do candidato, a ideologia, as prioridades, a simpatia, a antipatia e as vantagens pessoais.

DIFERENTE: A política não é ciência exata, situa-se no campo da pluralidade de ideia e opiniões.  Nas relações do candidato com o eleitor será possível identificar os desejos sem mascaras. O eleitor sempre tem razão – não importa a situação. É a máxima que o candidato não pode esquecer. Igual ao aviso de mãe: “leve o casaco filho, pode esfriar”!

REFLEXÃO: Deveria ser imprescindível aos derrotados. Voltados ao próprio umbigo  eles optam pela habitual conclusão de que o eleitor fora ingrato ou incompetente na escolha. Mas os derrotados deveriam fazer a chamada ‘mea culpa’ e concomitantemente investigar as razões – as vezes submersas – da postura do eleitor nas urnas.

RAZÕES: Perde-se eleições pela falta de estrutura, candidato fraco, sem carisma, salto alto (soberba), mensagem equivocada na campanha, discriminação de grupos sociais, dificuldade do candidato nas relações pessoais com a comunidade e ainda pela presença de figuras apoiadoras sem prestígio ou já desgastadas.

‘ÁGUA & ÓLEO: Jamais soube que um partido, antes do ‘casamento’ com outra sigla (ex-adversária), consultasse o seu eleitor na base. Os dirigentes, olhando seus projetos pessoais negociam acordos, às vezes rejeitados ainda na campanha ou na cabine.  Por várias razões o eleitor tem lado e memória, só muda por motivação excepcional.

ROSE MODESTO: Hoje no União Brasil, a presidente da Sudeco não pode ser ignorada nas discussões sobre candidaturas viáveis à prefeitura da capital. A lei impõe que deixe o cargo 6 meses antes, mas ela vem articulando certo e com projeto de programa na TV Guanandi. Em todos os pleitos que participou sua aceitação em Campo Grande foi muito boa. Portanto…

APOSTAS: Eleita com 60,85% votos, qual será o peso da senadora Tereza Cristina (PP) nas eleições da capital como cabo eleitoral da prefeita Adriane Lopes (PP)? A seu favor há a tendência conservadora do eleitorado da capital, mas na eleição municipal vale aquela política varejista. É cedo para previsões, mas é hora certa para alertar.

LEITURAS:  Vale atentar para certos números em algumas pesquisas eleitorais. A amostra da ‘Ranking’ é a última delas. O eleitor precisa admitir o poder de fogo de nomes, que mesmo não estando no topo da preferência, serão decisivos no 2º turno. Quem não aglutinar, mesmo sendo o campeão do1º turno, perde. Caso do Capitão Contar em 2022.

MUDANÇAS: Com a imagem de técnico vendida com sucesso em 2022, o governador Riedel (PSDB) vai dando demonstrações de que está aderindo ao modelito político.  Sua postura em eventos é outra, descontraída, sorrisos mais largos e distribuindo abraços arrochados. Pois é – o poder tem fluídos capazes de vencer qualquer timidez.

WHY NOT? Estaria ‘tudo dominado’ para 2026, quando Riedel tentaria a reeleição e o ex-governador Reinaldo (PSDB) buscando o Senado? Até lá nenhum fato relevante ou novo nome no cenário local? Um ex-deputado lembra que Puccinelli e Moka eram os preferidos e foram atropelados: “ Lições no retrovisor – por que não?!”

OTIMISTA:  Em 2022 ele obteve só na capital 19.766 votos para deputado federal, o 5º mais votado. Após deixar o PT Flavio Cabo Almi ingressou no PSDB para tentar a vereança em Campo Grande confiante na aceitação que obteve (mais de 14 mil votos) apenas na região onde seu pai Cabo Almi representou por muitos anos. Leva jeito.

A PROPÓSITO:  Vale recordar os campeões de votos na capital em 2022: Marcos Pollon (PL) 38.410, Camila Jara (PT) 37.737, Lucas de Lima (PDT) 16.566, Beto Pereira (PSDB) 16.444, Vander Loubet (PT) 14.043. Mas cada eleição com suas singularidades decorrentes do cenário e de vários fatores influenciadores.

SIM OU NÃO? País dividido com a descriminalização do aborto no STF. A esquerda alega: duas mulheres morrem todos os dias pela pratica de aborto – enquanto as mulheres ricas recorrem as clínicas de luxo para abortar – as mulheres pobres usam de métodos perigosos à sua saúde e correm risco de morte. Enfim: seria: ‘pura hipocrisia’.

CONTRA!  A direita, aqui representada pelo deputado Rodolfo Nogueira (PL) diz que a pretensão da esquerda é incoerente. Lembra que os partidos que defendem o aborto são contra a pena de morte de assassinos, sequestradores e estupradores – mas agora querem legalizar o assassinato de crianças inocentes, indefesos ainda no ventre materno.

RESUMINDO:  O episódio é apenas a ponta do iceberg, fruto da falta de educação sexual nas escolas – inclusive da prevenção. O aborto continuará existindo com ou sem autorização.  A Lei Penal que criminaliza o aborto é de 1940, (as mulheres ainda nem votavam). Como o STF decidirá com essas pressões políticas e religiosas? Complicado.

ERRADO: Com a demora do Congresso em apreciar seus projetos, partidos recorrem ao STF como se a corte fosse extensão do legislativo. Uma intromissão nas funções da Câmara e Senado. Cada poder tem sua área de atuação: o legislativo elabora as leis, o Executivo administra e o STF é a instância máxima cuidando dos diretos e deveres constitucionais.

MESMICE: Já tivemos governantes estaduais e federais de diferentes tendências ideológicas e a questão indígena no MS sem solução. A questão básica é a seguinte: nada contra o direito dos índios, mas é preciso indenizar quem está em cima destas terras. Fora disso a novela continua com alguns personagens faturando em cima da causa. Menos demagogia, mais praticidade.

VOZ NO DESERTO:  O ex-senador Delcídio do Amaral (PTB) reaparece e aplaude a decisão do ministro Dias Tófoli contra a Lava Jato ao considerar imprestáveis as provas produzidas no processo. “Uma reparação histórica”, sustenta Delcídio, na manifestação isolada de apoio a decisão. Pelo visto sonha com a volta antecipada. Sem espaço.

CONVENHAMOS: A reinserção de um político – após anos fora do cenário – sendo alvo de noticiário desgastante é uma obra de engenharia política complicada. Para piorar a situação do ex-senador, está sem grupo político definido. Sua sigla- o PTB – praticamente não tem representação no Mato Grosso do Sul. Só por milagre!

CONTA SALGADA: São 14.130 traficantes cumprindo pena no MS e boa arte deles nem reside aqui. Cada um custa R$2 mil por mês, totalizando R$ 339 ao ano. Em 2017 o Governo Estadual  pediu ao STF – sem sucesso – o ressarcimento dos gastos – A corte entendeu que enquanto não tivermos aqui presídios federais para abrigar esses detentos,  teremos que arcar com os gastos.  Ficamos no prejuízo.

 

 

 

 

 

 

Não matem os filhos de Deus: Wilson Aquino

Não matem os filhos de Deus: Wilson Aquino

É inegável que vivemos em um mundo permeado pelo mal, como as Escrituras Sagradas nos ensinam. Entretanto, é preocupante observar como essa tendência destrutiva tem ganhado força de maneira alarmante. Por que, por exemplo, a legalização do aborto tem encontrado apoio em parcelas da sociedade, na classe política e até mesmo na Suprema Corte da Justiça brasileira?

O aborto é, sem dúvida, um ato monstruoso, um crime brutal cometido contra seres humanos em gestação, filhos especiais de Deus que estão prestes a ingressar neste mundo, mas que são impiedosamente ceifados no útero materno. A crescente aceitação e defesa desse ato por um número cada vez maior de pessoas é desconcertante, pois não conseguem enxergar a crueldade inerente a essa prática.

É válido questionar o que está acontecendo com a sociedade brasileira que, diante desse e de outros crimes bárbaros que se propõe a legalizar, parece permanecer inerte. Além disso, por que as autoridades eleitas, cuja função é legislar sobre essas questões, negligenciam seus deveres perante o eleitorado, permitindo que o judiciário decida sobre tais assuntos?

Torna-se evidente que a sociedade e suas lideranças estão ignorando a lei suprema, a lei de Deus, que proíbe o aborto e prevê consequências severas para aqueles que o praticam. Até quando pensam que o Senhor permanecerá impassível diante desse crime que se propõe a legalizar, mesmo quando mais de 90% da população é contra?

A Bíblia contém várias passagens que enfatizam o valor da vida e se opõem ao aborto. Eis algumas delas:

“Não matarás”, este é um dos Dez Mandamentos de Deus aos homens (Êxodo 20:13). É um mandamento claro em sua proibição do assassinato, o que inclui a vida desde o momento da concepção.

Em Jeremias (1:5), vemos: “Antes de formá-lo no ventre, eu o escolhi; antes de você nascer, eu o separei e o designei profeta às nações.” Esta passagem enfatiza que Deus conhece e tem um propósito para cada indivíduo, mesmo antes do nascimento.

Em Salmos (139:13-16), o milagre da vida: “Pois tu formaste o meu interior; tu me teceste no seio de minha mãe. Eu te louvarei, porque de um modo tão admirável e maravilhoso fui formado; maravilhosas são as tuas obras, e a minha alma o sabe muito bem. Os meus ossos não te foram encobertos, quando no oculto fui formado, e esmeradamente entranhado como nas profundezas da terra. Os teus olhos viram o meu corpo ainda informe; e no teu livro todas estas coisas foram escritas; as quais em continuação foram formadas, quando nem ainda uma delas havia.” Esta passagem destaca a criação cuidadosa de Deus no ventre materno e como Ele conhece cada indivíduo desde o início.

As consequências do crime de aborto podem ser vistas em Gênesis (9:6): “Quem derramar sangue de homem, pelo homem o seu sangue será derramado; porque Deus fez o homem segundo a sua imagem.” Esta passagem sublinha a santidade da vida humana, sendo o homem criado à imagem de Deus.

Outro problema que assola nossa sociedade é o uso de drogas, que causa caos, desespero e morte em lares em todo o país, apesar das medidas de combate ao tráfico e ao consumo. Quanto sofrimento a maldita maconha, cocaína, crack e outras drogas têm causado às famílias brasileiras? Inúmeras almas estão perdidas, vivendo uma existência miserável, sem perspectiva de felicidade e bem-estar.

E, ignorando todos esses fatos e o impacto devastador das drogas, mais uma vez as mais altas autoridades da justiça brasileira, com o apoio de partidos políticos e outros segmentos, parecem dispostas a liberar o porte e o consumo de maconha no país, mesmo quando a maioria do povo brasileiro é veementemente contra. Eles negligenciam o fato de que essa decisão pode levar as pessoas ao vício e à busca por drogas mais pesadas, com consequências irreversíveis para a saúde humana, tornando quase impossível escapar desse ciclo de autodestruição.

Portanto, é crucial que nossa sociedade reflita sobre a importância da vida e da saúde das pessoas. Devemos respeitar os princípios éticos, morais e espirituais que estão presentes na Bíblia e na Constituição Federal, que condenam o aborto e alertam contra os males das drogas. A vida é um dom precioso de Deus, e é nosso dever protegê-la e promover o bem-estar de todos, evitando a legalização de práticas prejudiciais à nossa sociedade e à nossa saúde.

*Wilson Aquino

Jornalista e Professor

Articulista do Fronteiranews é homenageado no litoral paulista.

Articulista do Fronteiranews é homenageado no litoral paulista.

Uma “Academia de Letras” é, sobretudo, institucional. Vislumbra o estudo e o aprimoramento da língua; o exame ou reexame da história do seu povo; o registro e perenização da linguagem regional.  A Academia cultua a memória,  vidas e obras, revivendo-os e revisitando tradições perante as novas gerações. Por isto cita-se a “imortalidade literária”  Em minha visão rasa, não cabe, no seio acadêmico, intelectuais sem o perfil necessário para a enorme, incansável e pertinaz tarefa do Sodalício. Na verdade, uma Academia, na sua acepção originária, há de ser aquele pote no final do arco-íris, onde, com certeza, encontraremos o verdadeiro ouro das reservas intelectuais de um país. Nos dias hodiernos. quando se fala em Academia, o primeiro pensamento que assoma à mente é o do local utilizado para a prática de exercícios físicos, que aliás é salutar e louvável.

Ad argumentandun tantum e perscrutando a origem da palavra “Academia”, temos que, a mesma, advêm do herói grego Academo. A história conta que seu túmulo dava nome a um bosque. Também que tais jardins foram consagrados à deusa Atenas, onde depois foi construída a Academia de Platão, próxima à cidade de Atenas.

   Assim, por volta de 387 a.C., nesses jardins, inicialmente, deu-se continuidade aos trabalhos desenvolvidos pelos pitagóricos, com os quais Platão mantinha estreita relação. É considerada a primeira escola de filosofia.

Destarte neste diapasão cito a Academia de Letras e Artes de Praia Grande. A entidade cultural sobredita completou em 21 de setembro, próximo passado, bodas de madeira. O Ato de Fundação aconteceu, nesta data em 2018, tendo como fundadores: Fathyma Jaguanharo Carvalho, Lita Moniz, Sonia Maria Piologo, Layr Peniche de Oliveira, Suely Ribella, Castillo Arboler e Rodrigo Marcondes; co-fundadores: Driko Gomez, Augusto Sarvam e Edson Santana do Carmo.

Foi declarada de Utilidade Pública pela Lei Nº 2081 de 09 de Fevereiro de 2022. Mormente, em comemoração à data festiva, foram lançadas duas Antologias: I Antologia do Núcleo Jovem Acadêmico, cujos jovens foram empossados no dia 17 de março de 2023, em solenidade realizada na Câmara Municipal de Praia Grande  e a Antologia considerada a comemorativa dos cinco anos, com o tema: “A importância da Literatura e Arte na Sociedade”, organizados pelo Selo Literário Flechas ao Vento.  A solenidade de aniversário aconteceu nesta sexta feira, 22 de setembro, no auditório da  Câmara Municipal de Praia Grande/SP, com a presença da incansável Fathyma Carvalho e do vereador Betinho Andrade, sempre sensíve as causas culturais do município, assistiram o discurso emocionado, da vicejante oradora Jéssica Andrade que afirmou “  Se estão vendo algum brilho em meu olhar é porque   pulsa em minhas veias, toda a sua nobreza de caráter deste escritor que já publicou mais de 1500 artigos, sempre exaltando o amor a vida, a memória e as tradições regionais. Outrossim, meu coração, hoje bate no compasso da poesia.” e que em seguida procedeu a  declamação do poema “Desígnios da Vida” da lavra de  Rosildo Barcellos. articulista do fronteiranews há mais de dez anos e que recebeu no mês passado o Prêmio Sapiens de Literatura, sendo capa da revista “Arte Literária” edição de julho 2023. No mesmo mês recebeu o título de cidadão mirandense proposto pela vereadora Sibele Faustino. Em outubro receberá na cidade de Aquidauana a “Medalha do Mérito Legislativo” proposição do vereador Anderson Meirelese na capital a Medalha Marisa Serrano”,  proposta pelo vereador Ademar Vieira Junior.

Sobre o município,litorâneo, o indefectível acadêmico, Edmilson Sanches assevera que Praia Grande, no litoral de São Paulo, é a quarta cidade  —  após São Paulo, Rio de Janeiro e Florianópolis – que mais recebe turistas no verão, época em que, antes da pandemia, cerca de 1,9 milhão de pessoas vêm se somar aos mais de 336 mil moradores do município (2021), dispostos em 149 quilômetros quadrados de área  — o que perfaz uma notável densidade demográfica de 1.781 pessoas por km2, mais de 71 vezes maior que a densidade do Brasil. Ademais, Praia Grande é um dos destinos mais procurados no litoral paulista. Suas belezas naturais, opções de lazer e infraestrutura multiplicam a cada ano o número de turistas e/ou pessoas interessadas em fixar residência. Os 22,5 quilômetros de belas praias, orla urbanizada com coqueiros, quiosques e ciclovias, exemplificam com exatidão o cardápio de qualidade turística, com a variedade de opções que a cidade disponibiliza .

*Articulista

* Da Redação

Confecção do Termo Circunstanciado de Ocorrência pela PM no MS

Confecção do Termo Circunstanciado de Ocorrência pela PM no MS

Cel. PM André Henrique de Deus Macedo*

Você sabia que o atendimento policial militar pode ser mais ágil, garantindo mais prevenção? Que em sua maioria as ocorrências policiais militares envolvem crimes de menor potencial ofensivo? Que existe um procedimento adotado pelas polícias militares que já é realizado em mais de 70% dos estados brasileiros (conforme dados da Federação Nacional de Entidades de Oficiais Militares Estaduais – FENEME) que agiliza, simplifica e qualifica o atendimento dessas ocorrências a você cidadão? Exatamente. A confecção do Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) pelas polícias administrativas: Polícia Militar e Polícia Rodoviária Federal. E por incrível que pareça ainda não é elaborado aqui no Estado de Mato Grosso do Sul.

Inicialmente faz-se importante explicar o significado e o objetivo do Termo Circunstanciado de Ocorrência, a fim de contextualizar e exemplificar o seu papel no ordenamento jurídico: O Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) é um procedimento utilizado para registrar infrações de menor potencial ofensivo, ou seja, crimes de menor gravidade, que não apresentam violência grave e cuja pena máxima não ultrapasse dois anos. O TCO está previsto na Lei nº 9.099/1995, que dispõe sobre os Juizados Especiais Criminais.

O TCO tem como objetivo principal realizar uma forma mais ágil e simplificada de registro desses delitos, buscando a celeridade processual e a desburocratização do sistema penal. Seu foco está na conciliação e na transação penal, visando a solução rápida e eficiente dos casos. É o de um registro detalhado dos fatos ocorridos em determinada ocorrência, contendo todas as informações necessárias.

O texto da lei é claro no sentido de se tratar de um procedimento simples, célere e sem burocracia, todavia, mesmo assim, foi necessário que o Supremo Tribunal Federal definisse de forma clara a competência da polícia administrativa (polícia de prevenção: Polícia Militar) para fazer o registro do TCO e encaminhar para o Poder Judiciário.

Na Ação Direta de Inconstitucionalidade 5637 / MG, tendo como relator o Ministro Edson Fachin, foi definido por unanimidade pelo Supremo Tribunal Federal que a lavratura de termo circunstanciado não configura atividade investigativa, nem é atividade privativa da polícia judiciária. Essa decisão foi reforçada nas Ações Diretas de Inconstitucionalidade nº 6245 e 6265, onde o relator, Ministro Luís Roberto Barroso propôs a tese de julgamento, acatada por unanimidade pela Suprema Corte: “O Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) não possui natureza investigativa, podendo ser lavrado por integrantes da polícia judiciária ou da polícia administrativa”.

A Justificativa técnica, além da obviedade legal e já definida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para a implantação do Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) pela Polícia Militar do Estado de Mato Grosso do Sul como forma de qualificar o atendimento para o cidadão:

Agilidade e eficiência no atendimento: A implantação do Termo Circunstanciado de Ocorrência pela Polícia Militar de Mato Grosso do Sul proporcionará maior agilidade e eficiência no atendimento às ocorrências de menor potencial ofensivo. Com o TCO, os policiais poderão registrar a ocorrência no local, de forma simplificada, evitando a necessidade de deslocamentos desnecessários para uma delegacia, quando não há elementos que exijam uma atuação mais complexa. Isso resultará em uma resposta mais rápida por parte da polícia e na otimização do uso dos recursos disponíveis.

Desburocratização do sistema de justiça: A implantação do TCO pela Polícia Militar contribuirá para desburocratizar o sistema de justiça, uma vez que as ocorrências de menor gravidade, poderão ser resolvidas diretamente pela polícia, sem a necessidade de encaminhamento à delegacia. Isso resultará em uma redução da sobrecarga dos órgãos responsáveis pela apuração de crimes, possibilitando que se concentrem em casos mais complexos. Além disso, o TCO agilizará a tramitação dos processos, uma vez que a ocorrência já estará documentada desde o momento do atendimento policial.

Acesso à justiça para todos os cidadãos: A implantação do TCO pela Polícia Militar de Mato Grosso do Sul promoverá maior acessibilidade à justiça para todos os cidadãos. Muitas vezes, as vítimas de crimes de menor potencial ofensivo não têm condições de se deslocar até uma delegacia ou não dispõem de recursos para contratar um advogado. Com o TCO, será possível registrar a ocorrência no local e, posteriormente, encaminhar o caso ao Poder Judiciário. Isso garantirá que todos os cidadãos tenham igualdade de acesso à justiça, independentemente de sua condição socioeconômica.

Otimização dos recursos públicos: A implantação do TCO pela Polícia Militar trará benefícios em termos de otimização dos recursos públicos. Ao registrar a ocorrência no local e evitar o encaminhamento de casos de menor gravidade à delegacia, haverá uma economia de recursos financeiros, materiais e humanos. Os policiais poderão dedicar mais tempo ao patrulhamento e à prevenção de crimes, contribuindo para a melhoria da segurança pública de forma geral.

Em resumo, a implantação do Termo Circunstanciado de Ocorrência pela Polícia Militar de Mato Grosso do Sul como forma de qualificar o atendimento ao cidadão trará benefícios como agilidade, eficiência, desburocratização, acesso à justiça e otimização dos recursos públicos. Essa medida fortalecerá a segurança pública e a relação entre a polícia e a comunidade, resultando em um serviço de qualidade e mais próximo das necessidades da população.

Lembrando que as ocorrências de menor potencial ofensivo são a maioria esmagadora dos fatos ocorridos, assim teríamos menos viaturas em delegacias e mais policiamento nas ruas, garantindo mais prevenção. Um registro que hoje é encaminhado para um distrito policial e demanda pelo menos 2 (duas) horas entre deslocamento, atendimento e liberação da guarnição e dos envolvidos, levaria no máximo 30 (trinta) minutos no local do fato. Ficando os registros em delegacias para aqueles onde a população se dirige espontaneamente e os casos de flagrantes de crimes de maior lesividade para a sociedade, onde há a necessidade do atendimento especializado pela polícia judiciária.

A lavratura do TCO pela Polícia Militar é um direito do cidadão sul-mato-grossense.

(*) Vice-Presidente da AOFMS – Associação dos Oficiais Militares Estaduais de Mato Grosso do Sul.

Precisa-se de Pacificadores! Wilson Aquino*

Precisa-se de Pacificadores! Wilson Aquino*

Vivemos em tempos tumultuados, especialmente nos últimos anos, onde a velocidade da informação alcançou níveis sem precedentes, graças aos avanços tecnológicos que possibilitaram a disseminação instantânea de notícias e informações até os lugares mais remotos do mundo. Essa mesma tecnologia também deu às pessoas a capacidade de compartilhar e expressar suas opiniões, seja por meio das redes sociais de alcance global ou em círculos mais próximos, como família e amigos.

No entanto, surge um problema quando muitos indivíduos não conseguem aceitar ideias contrárias às suas próprias ou às de grupos aos quais pertencem. Isso frequentemente leva a discussões acaloradas, confrontos virtuais e, em alguns casos, até mesmo conflitos pessoais, como temos testemunhado.

Nesse embate de ideias e convicções, frequentemente testemunhamos ataques pessoais brutais à honra e à dignidade das pessoas. É lamentável a quantidade de casos desse tipo que resultam em rupturas de amizades e relacionamentos familiares, e, em alguns casos, até em processos judiciais com sentenças diversas.

Em meio a esses constantes embates no campo das ideias e convicções, muitos acabam exagerando nas retaliações contra a outra parte. Até mesmo a justiça, que deveria ser imparcial e justa, muitas vezes parece tomar partido, favorecendo determinadas pessoas ou grupos, especialmente os de viés político. Isso é profundamente lamentável, pois só serve para acirrar ainda mais os ânimos já exaltados na sociedade.

Em um momento como este, é interessante observar como a sabedoria transmitida nas Escrituras Sagradas pode ser aplicada. Deus, em Sua infinita bondade e sabedoria, parece ter antecipado esses tempos difíceis em nossa sociedade e nos estimula a sermos sábios e pacificadores.

Isso significa que podemos e devemos lutar por nossos ideais, desde que estejamos fundamentados em princípios morais e espirituais sólidos e em conformidade com as leis do nosso país. No entanto, isso não deve nos impedir de amar o próximo. Isso requer que ajamos com sabedoria e paciência, ouvindo os pontos de vista das pessoas, mesmo que discordemos delas, sem entrar em conflito.

Pelo contrário, é essencial que façamos um esforço para demonstrar respeito pelos outros como indivíduos e cidadãos, mesmo quando discordamos de suas convicções e que consideremos essas ideias prejudiciais aos valores familiares e à sociedade como um todo.

Russell M. Nelson, presidente de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, recentemente abordou esse assunto ao destacar que temos o livre-arbítrio para escolher entre o conflito e a reconciliação. Ele nos exortou a escolher a paz, enfatizando que a raiva nunca persuadiu ninguém, a hostilidade não constrói nada e a contenda nunca leva a soluções inspiradas.

É triste constatar que as contendas também ocorrem dentro dos lares, onde indivíduos menosprezam seus cônjuges e filhos, lançando mão de explosões de raiva para tentar controlar os outros ou aplicando o “castigo silencioso”.

É importante lembrar as palavras de Jesus Cristo, nosso grande exemplo a ser seguido, que chamou de “bem-aventurados os pacificadores, pois serão chamados filhos de Deus” e nos instruiu a amar até mesmo nossos inimigos, abençoar aqueles que nos amaldiçoam e fazer o bem àqueles que nos odeiam, além de orar por aqueles que nos maltratam e perseguem.

A Bíblia contém várias passagens que nos incentivam a ser pacificadores e promover a paz. Aqui estão algumas delas:

Em Romanos (12:18): “Façam todo o possível para viver em paz com todos.” Paulo exorta os cristãos a fazerem o máximo para viver em paz com todas as pessoas, destacando a importância da paz nas relações humanas.

Tiago (3:17-18):  “A sabedoria que vem do alto é antes de tudo pura; depois, pacífica, amorosa, compreensiva, cheia de misericórdia e de bons frutos, imparcial e sincera. O fruto da justiça semeia-se em paz para os pacificadores.” Tiago destaca que a sabedoria divina promove a paz, e os pacificadores colhem os frutos da justiça.

Hebreus (12:14):  “Esforcem-se para viver em paz com todos e para serem santos; sem santidade ninguém verá o Senhor.” A carta aos Hebreus nos lembra da importância de buscar a paz como parte da nossa busca pela santidade e pela comunhão com Deus.

Essas passagens destacam a importância de sermos pacificadores, buscando a paz em nossas relações e promovendo a reconciliação e a harmonia, de acordo com os princípios cristãos e os ensinamentos da Bíblia.

Em tempos como estes, mais do que nunca, precisamos de pacificadores que possam trazer equilíbrio e compreensão para uma sociedade dividida. Ser um pacificador não significa abrir mão de nossos princípios, mas sim agir com sabedoria, empatia e amor, mesmo nas situações mais desafiadoras. É um chamado para promover a reconciliação e buscar soluções que beneficiem a todos, em vez de perpetuar o ciclo de conflitos e contendas. É hora de cultivar a paz em nossos corações e estender a mão da conciliação aos outros.

*Jornalista e Professor

Entenda sobre a Síndrome de Down

Entenda sobre a Síndrome de Down

Antes de tudo é fundamental explicar que a Síndrome de Down não é uma doença. Ela acontece quando a criança apresenta trissomia do cromossomo 21, ou seja, nasce com a ocorrência genética de um cromossomo 21 a mais nas células. Os pais devem estar cientes de que elas podem se desenvolver de modo a alcançar autonomia e qualidade de vida.

As pessoas com Síndrome de Down apresentam algumas características físicas como baixa estatura; olhos puxados e amendoados; sobrancelhas unidas e face achatada. Além disso, podem apresentar questões de saúde como atraso no desenvolvimento; déficits auditivos, de visão e de coluna, e problemas neurológicos.

Também podem apresentar déficit cognitivo, dificuldade de comunicação e redução do tônus muscular. Na escola, o desempenho delas melhora quando as instruções dadas são mais visuais. A aprendizagem desses pequenos é facilitada quando são usados modelos e exemplos que possam ver, de preferência com ilustrações grandes e símbolos.

 * Luciana Brites é Psicopedagoga, Mestra e Doutoranda em Distúrbios do Desenvolvimento e CEO do Instituto Neurosaber. (foto: Samara Garcia)

A repetição das orientações em sala de aula também é essencial. É importante reforçar comandos e solicitações para que os estudantes possam compreendê-las.  Deve-se sempre utilizar uma linguagem verbal simples. Lembre-se que crianças com Síndrome de Down não são todas iguais. Aliás, toda criança típica ou atípica, tem sua individualidade e especificidades e, como qualquer criança, não merecem ser colocadas em uma caixinha.

O diagnóstico da síndrome de Down pode ser feito durante a gravidez, através de exames realizados no pré-natal. Porém, o diagnóstico também pode ser realizado no pós-parto.

O tratamento é feito de acordo com a identificação das necessidades de cada criança. Além disso, há programas de intervenção precoce com equipe multidisciplinar que promovem uma melhor qualidade de vida para as pessoas com Síndrome de Down.

É de suma importância que o acompanhamento médico seja mantido desde o nascimento. Portanto, por mais que não exista cura, o tratamento precoce é indispensável, pois ele pode propiciar uma ótima qualidade de vida e avanços significativos no desenvolvimento.

É sempre importante lembrar que a partir da compreensão das semelhanças e diferenças podemos, juntos, enquanto sociedade, garantir o tratamento e a educação baseada em evidências científicas, o desenvolvimento e o crescimento saudável de todas as crianças.

(*) Luciana Brites é CEO do Instituto NeuroSaber (https://institutoneurosaber.com.br/), autora de livros sobre educação e transtornos de aprendizagem, pedagoga, palestrante, especialista em Educação Especial na área de Deficiência Mental e Psicopedagogia Clínica e Institucional pela UniFil Londrina e em Psicomotricidade pelo Instituto Superior de Educação ISPE-GAE São Paulo, além de ser Mestra e Doutoranda em Distúrbios do Desenvolvimento pelo Mackenzie.

 * Luciana Brites é Psicopedagoga, Mestra e Doutoranda em Distúrbios do Desenvolvimento e CEO do Instituto Neurosaber