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Bela Vista-MS Segunda-Feira, 10 de Agosto de 2026
Como aprender a ler em 2024: Rosildo Barcellos

Como aprender a ler em 2024: Rosildo Barcellos

Formar professoras da Educação Infantil para que possam desenvolver, com qualidade, o trabalho com as linguagens oral e escrita, em creches e pré-escolas, é o objetivo do Programa Leitura e Escrita na Educação Infantil (LEEI).e consta  no DECRETO Nº 11.556, DE 12 DE JUNHO DE 2023 que instituiu o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada que evoca a vontade de promover a promoção da equidade educacional, considerados aspectos regionais, socioeconômicos, étnico-raciais e de gênero; concomitantemente ativar  o pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas; apoiando o respeito à liberdade, a promoção da tolerância, o reconhecimento e a valorização da diversidade e fundamentalmente enaltecendo o respeito à autonomia pedagógica do professor .

Urge ressaltar que  toda criança se organiza de diversas formas de linguagem e que precisamos dar voz e visibilidade no contexto da educação infantil, oportunizando experiências e vivências significativas, levando-nos a refletir sobre um modo específico de expressão de cultura, que é a linguagem escrita, reforçando que esta não é um objeto escolar e sim um objeto cultural ,simbólico, criado por diferentes usuários, consolidado através dos tempos. E por isso a sociedade valoriza, porém não podemos esquecer da função social na escrita nessa etapa inicial. A função da linguagem  é formar a consciência na interação com os outros seres sociais, por meio de conversas, escutas, leituras ,ou seja, de toda e qualquer atividade social  Dessa forma a linguagem possui diversas formas de expressão, comunicação, leitura e representação do mundo, sendo o principal sistema simbólico dos grupos humanos, constituidora da consciência e organizadora do pensamento.

É fundamental que se crie um contexto de vivência discursiva num ambiente no qual as crianças possam brincar, expressar, , conhecer, vivenciar, explorar e participar de inúmeras e diferentes atos de oralidade, leitura e escrita. Duas pessoas podem enfrentar o mesmo acontecimento, mas não vivem a mesma experiência. Ninguém pode aprender da experiência do outro

Neste sentido uma das premissas do LEEI é trabalhar a formação cultural dos professores além de oportunizar as experiências estéticas e lúdicas a partir dos 5 sentidos, na qual o sujeito participa ativamente através de suas sensibilidades e percepções. pois refletir sobre tais experiências e o lugar que ocupam na formação cultural dos , é essencial, pois ela é um processo pelo qual o indivíduo se conecta ao mundo da cultura, mundo esse entendido como espaço de diferentes leituras e interpretações da realidade.

Dessa forma, a formação cultural , a responsabilidade da mediação docente está em alcançar os meios para as crianças transformarem e ressignificarem experiências de linguagem instauradas no grupo social no qual estão inseridos.

Enquanto a ciência avança é dever da educação proporcionar o instrumento necessário para acompanhar essas transformações, despertando o ideal de busca, da pesquisa e da atualização. O pleno desenvolvimento do educando, supõe uma educação abrangente, que considere o homem não só como indivíduo, mas também como participante de uma sociedade, a contemplação da natureza a valorização do amor e do patrimônio coletivo. A observação dos fatos e das situações trazendo um olhar único a cada momento de nossas vidas A escola tem hoje, com justa razão, a preocupação de conquistar o apoio da comunidade, considerando-o relevante para uma atuação eficaz.

*Articulista

 

Jubileu de Rubi: Por Rosildo Barcellos

Jubileu de Rubi: Por Rosildo Barcellos

De acordo com o livro Seleta do Agenciador Imobiliário, um roteiro de instruções úteis sintetizadas e explicadas, escrito por Gildásio Lopes Pereira, o desenvolvimento urbano tornou-se uma realidade apenas depois da transferência da família real para o Brasil, no princípio do século XIX, em 1807.

   “O Rio de Janeiro era um pequeno burgo de ruas estreitas, cobertas de mato e iluminadas a candieiro de óleo de baleia. Mal podia acolher a Família Real. Quando a numerosa caravana ali chegou, viu-se que não havia moradia para ela. Então, o próprio Príncipe Regente  requisitou as casas de residência dos habitantes. Enxotava os moradores e mandava pintar as fachadas das casas as letras maiúsculas ‘PR’ (Príncipe Real) que os despejados traduziam como ‘Ponha-se na Rua’  A revolta popular foi exasperada a ponto dos portugueses recusaram a moradia tomada dos locais e se propuseram a indenizá-los particularmente. Foi então que se pensou em intermediar as negociações, momento em que se fala de  Antônio Armando Mariano de Arantes Costa, o primeiro corretor de imóveis do país.

Evolucao Imobiliaria

No caso de Mato Grosso do Sul, nos idos de  20 de janeiro de 1963,  um seleto grupo de Corretores de Imóveis funda a Associação de Corretores de Imóveis do então Mato Grosso, entre 1968 e 1970, conseguiram a sua transformação em Sindicato de Corretores de Imóveis. A criação do Conselho Regional dos Corretores de Imóveis teve como primeiro passo o registro do Estado como jurisdição do CRECI 2° Região/SP (presidência de Antônio Benedito Gomes Carneiro). Foi, então, efetivada  uma campanha para criação de 12 Conselhos Regionais, a partir de 1978, dentre eles o Conselho Regional dos Corretores de Imóveis da 14° Região (de Mato Grosso do Sul). O primeiro corretor de imóveis credenciado foi o Ubirajara Roehr, de número 001, sendo o primeiro presidente do CRECI da 14° Região/MS.

Os corretores de imóveis se esmeram em transformar sonho em realidade. Na verdade todo corretor tem um pouco de economista, administrador,  psicólogo e, até mesmo, de conselheiro afetivo e espiritual. Os corretores são privilegiados, pois entram na vida das pessoas em momentos muito especiais, quando os sonhos começam a tomar forma, realizando um esforço em conjunto com o cidadão interessado em ter a sua casa própria. Momento em que se  abrem em desafio. e se debruçam sobre os números, na tentativa de fazer a matemática entender que aquele apartamento, aquele terreno, precisa caber no orçamento do pretenso comprador.

Mas neste artigo, quero aludir os nomes do atilado Eli Rodrigues, do emérito colega de coluna Heitor Freire, a preclara Cecília de Andrade, a intimorata Tania Garcia Oliveira, o icástico João Teodoro da Silva, a intemerata Simone Ferreira Leal  e o incomensurável Ubirajara Roehr (in memoriam), e certo que citando estes, estarei  exaltando toda a classe. Que continuem tendo o porte e a tenacidade do Colibri, símbolo do profissional do ramo imobiliário. O colibri também é um intermediador na natureza. A semelhança com o corretor de imóveis ocorre ainda pelo fato desse pássaro voar em torno de cada flor, extraindo somente o essencial

De imóvel em imóvel, de residência em residência, todos os dias,  o corretor busca sua subsistência, almejando concretizar negócios semeando novos lares e novas oportunidades. Como citou certa vez Eli Rodrigues: o corretor é um visionário, capaz de perceber potencial de progresso em regiões onde as demais pessoas não percebem. Da mesma forma como o colibri simboliza a luta para ver a beleza da flor aonde tantos não enxergam. O bater de suas asas significa o infinito, a continuidade da flor no portão a cada semana, assim como é o amor. E da mesma forma que colabora para o ciclo da natureza, o corretor de imóveis contribui para o desenvolvimento da sociedade.

*Articulista

Leia Coluna Amplavisão: Em quem você votou para vereador em 2020?

Leia Coluna Amplavisão: Em quem você votou para vereador em 2020?

ORELHA EM PÉ:  Em 2020 o PT levou uma sova histórica. Não venceu em nenhuma cidade grande do país. Hoje Lula sabe que o pleito deste ano é uma espécie de antessala das eleições presidenciais. Ele, já fez a leitura de que a direita é uma ameaça real e não por acaso já está viajando por aí e soltando cobras e lagartos contra a oposição nas suas entrevistas.

NO TELHADO: Não por acaso, temendo uma derrota, vários ministros (candidatos em 2026 nos seus estados), vem alertando Lula para viajar menos ao exterior e assim percorrer todo o país em defesa dos candidatos do partido. Sem prefeituras de cidades de alta densidade eleitoral qualquer partido sente a falta de estrutura que só o poder oferece. O PT não é exceção.

FARTURA: Cada partido poderá registrar no total de até 100% do número de vagas mais 1 (um). No caso de Campo Grande, com 29 cadeiras na Câmara Municipal, cada sigla poderá lançar até 30 candidatos. Se cada partido deve indicar o mínimo de 30% de mulheres filiadas para concorrer ao cargo de vereadora, na capital serão 9 mulheres postulantes por sigla.

FAZ DE CONTA: As mulheres não poderão ser meras candidatas laranjas; não praticando atos de campanha com prestação de contas artificial, votação pífia, zerada. Nestes casos todos os votos recebidos pela legenda ou coligação envolvida na fraude serão anulados, resultando na pratica na cassação de toda a bancada eleita. Aliás, os tribunais tem decidido neste sentido.

DISTORÇÃO: Com mais de 44 milhões de habitantes São Paulo deveria ter 120 deputados federais. Mas por critérios distorcidos a Constituição limitou em 70 parlamentares (mínimo de 80) ignorando o fator população. O caso é debatido desde 1890; na Carta Magna de 1946 e na Constituição de 1986. Hoje ele ‘repousa’ numa gaveta da CCJR do Congresso Nacional.

MACONHA: O STF fixou em 40 gramas a quantidade para caracterizar porte de uso pessoal. É previsível o futuro serviço de entrega desta droga a domicílio, com o motoqueiro atento ao peso da ‘encomenda’ para diferenciá-lo do traficante. Se pego pela polícia, ele alegará que é para uso pessoal. Igual argumento seria do comprador da maconha.

PEPINO: Você mora num condomínio e compra um carro elétrico. Ao recarregar vai precisar de autorização do síndico, pois a planta elétrica (antiga) é incompatível com as funções e a carga da tomada (individual) a ser usada. Ora! Mudar o projeto elétrico do prédio será inviável e caro, além de colocar em risco a segurança de todo condomínio.

VEJAMOS: Nos prédios atuais não há previsão para recarregar baterias de veículos. Além da certificação pelo engenheiro elétrico, o Corpo de Bombeiros terá que aferir a estrutura elétrica para as mudanças, com custos às expensas do dono do carro. Pode ser que precise inclusive trocar o transformador do prédio. Na compra do veículo o cidadão não pensa nestas questões.

ALERTAS: São necessários, pois os prédios antigos já sofrem com as novas normas de segurança; escada de emergência, corrimões, portas contra incêndio, mangueiras, caixa de água e entrada com acessibilidade. Imagine então aqueles prédios construídos no século passado para atender as necessidades resultantes da recarga do carro elétrico.

AO ELEITOR: Lembra em quem votou para vereador em 2020?  Votou a pedido de amigo ou parente? Quantos votos ele obteve. Se eleito, esteve com ele alguma vez desde que assumiu o mandato? Tem acompanhado a sua atuação? Tem correspondido as suas expectativas? Estaria disposto a votar nele nestas eleições?

COMPLICADOS: Não é fácil lidar com candidatos a vereança. Alguns se colocam como indispensáveis. Na campanha até fazem ameaças e corpo mole por mais recursos do candidato a prefeito que pode se tornar refém deles. Agora, impressiona o otimismo  deles na previsão de seus votos. Eles se consideram eleitos com o pé nas costas.

SEM ILUSÕES:  Claro que o candidato a vereança tem como prioridade a sua própria eleição. Isso fica claro na abordagem junto ao eleitor. Quando o eleitor manifesta certa rejeição ao candidato a prefeito, ele não insiste muito e deixa a porta aberta para ganhar aquele voto. Como se vê – ele é um traidor em potencial.

VISÃO: Essa regra sobre o número de postulantes à Câmara em tese representaria mais ‘cabos eleitorais’ – impressionando a opinião pública quanto a capacidade do candidato a prefeito em arregimentar lideranças. Mas não é bem assim. Há casos mostrando a falta de conexão entre os votos dados ao candidato a prefeito e aos candidatos a vereança.

CONFUSA: A situação do PL do Bolsonaro nas eleições da capital lembra o ‘samba do crioulo doído’. Cada interessado tem sua versão. Uns dizem que tudo estaria acertado com o PP da senadora Tereza Cristina e da prefeita Adriane Lopes, outros sustentam que o diretório local indicará o candidato a prefeito. Os deputados Marcos Pollon e João H. Catan defendem essa última hipótese.

PUCCINELLI: Saiu pela porta dos fundos após episódios pessoais desgastantes e com o partido fragilizado pelas derrotas. É notório, muitos de seus companheiros do MDB já aderiram ao Governo Estadual do PSDB e agora se sentem até aliviados com a desistência de Puccinelli – para apoiar o candidato a prefeito Beto Pereira (PSDB).

DETALHE: Por várias razões (fatos) o MDB não é nem sombra do ‘Partido das Diretas’.  Ele se transformou no partido da conveniência e oportunidades. Sua militância desmotivada desapareceu das ruas. Aliás, ela não pode ser comparada aos militantes do PT em termos de fidelidade partidária e manifestação pública.

PERGUNTAS: Como irão se dividir os antigos eleitores de Puccinelli após sua decisão? Após sair de cena ele terá que poder de influência? Ele conseguirá transferir qual percentual de votos? Quais os percentuais de votos dele que beneficiarão as candidaturas de Rose Modesto (União Brasil) e Adriane Lopes (PP)? E como o eleitor está vendo tudo isso?

PARTIDOS: MDB liderou o ranking de prefeitos até o pleito de 2020. Entre 2004 a 2040 alguns subiram, outros ficaram com menos prefeituras. O PT elegeu 638 prefeitos em 2012 e apenas 183 em 2020. MDB caiu de 1052 em 2004 para 797. PSDB tinha 965 em 2004 para 797. PSDB tinha 965 em 2004 e caiu para 531. PP saltou de 549 para 701 cidades. PSD saiu de zero para alcançar 662 prefeituras. PP caiu de 385 para 349 prefeituras.

EMOÇÃO: Um ingrediente notório no pronunciamento do deputado Paulo Duarte (PSB) ao abordar a questão do incêndio no Pantanal e que sensibilizou os colegas e aqueles que assistiam a sessão. Como corumbaense, sua visão difere da opinião pública influenciada pela mídia. Para ele, apenas aquelas visitas de autoridades curtindo de avião o cenário não resolvem.

CONCLUSÃO FINAL:

Cheguei a uma fase da minha vida em que estou cansado demais para trabalhar, novo demais para me aposentar e pobre demais para desistir.

Converse em família sobre suicídio: Wilson Aquino

Converse em família sobre suicídio: Wilson Aquino

O papel dos pais é de vital importância no lar para evitar o suicídio, que tem aumentado assustadoramente inclusive entre crianças, jovens e adolescentes, no Brasil e no mundo onde uma morte ocorre a cada 40 segundos, principalmente entre pessoas de 15 a 24 anos. O diálogo sobre o assunto em família é indispensável para conter esses números.

Becca Wright, membro de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, faz uma analogia perfeita sobre a importância de conversar abertamente em família sobre esse problema real da sociedade: “A vida familiar é como uma viagem de ‘rafting’ em águas cheias de correntezas. Enquanto as famílias vestem coletes salva-vidas e capacetes, os pais são como os guias do rio que já passaram por esse caminho. As crianças precisam de nós para alertá-las sobre fortes correntes ou rochas à frente. Se mais adiante no rio, houvesse uma cachoeira devastadora, será que advertiríamos nossos filhos a respeito dela? Será que iríamos instruí-los a remar e aonde ir para desviar a rota ou esperaríamos até que eles estivessem caindo do penhasco para alertá-los?”, comparou Becca.

A resposta óbvia é que é muito melhor prevenir. Instruir e preparar nossas crianças, jovens e adolescentes sobre o perigo das rochas e as traiçoeiras correntezas da vida. Dessa forma, sofrerão menos impacto quando se depararem com as adversidades. Daí a importância de serem bem nutridos sabiamente, com muito amor e espiritualidade para que cresçam fortalecidos para não sucumbir às tempestades.

Alicerçar espiritualmente pessoal e coletivamente a família também é indispensável para que a depressão, que muitas vezes leva ao suicídio, ou à sua tentativa, não se instale entre seus membros. Não é uma regra, mas todo indivíduo e família que vivem os princípios cristãos, em obediência aos ensinamentos e mandamentos de Jesus Cristo, têm maiores chances de se sobressaírem às dificuldades impostas pela vida.

A prevenção do suicídio começa com a quebra do tabu em torno do tema. Muitos pais sentem-se desconfortáveis ou despreparados para abordar assuntos tão sensíveis. No entanto, a abertura para discutir essas questões, de forma honesta e respeitosa, é essencial. Não se trata apenas de falar sobre os riscos, mas também de ouvir atentamente, oferecer suporte e mostrar que há caminhos alternativos diante das dificuldades.

Criar um ambiente familiar no qual sentimentos podem ser expressos abertamente é crucial. Quando os pais cultivam um espaço de diálogo aberto, as crianças e adolescentes sentem-se seguras para compartilhar suas incertezas e medos. Isso permite que os adultos ofereçam a orientação e o apoio necessários para que os jovens enfrentem desafios psicológicos com maior resiliência.

Além disso, é importante que os pais estejam informados e atualizados sobre os sinais de alerta de depressão e comportamento suicida. Conhecer esses sinais pode capacitar os pais a agir de maneira proativa, buscando ajuda profissional quando necessário, antes que a situação se agrave.

Encorajar os filhos a desenvolver uma rede de apoio social sólida, tanto dentro quanto fora do ambiente familiar, é outro aspecto vital. Amigos, professores e mentores podem desempenhar papéis importantes no suporte emocional dos jovens, complementando o trabalho dos pais.

A incorporação da espiritualidade em seu cotidiano, especialmente em contextos familiares, tem o poder de criar um escudo protetor contra as adversidades emocionais e psicológicas que podem levar ao suicídio. É crucial que reforcemos nos lares a presença divina, promovendo uma cultura de cuidado, esperança e valorização da vida, conforme ensinado nas Sagradas Escrituras. Textos como os encontrados em Salmos e Isaías não são apenas consoladores, mas também fontes de força e coragem, lembrando-nos constantemente de que não estamos sozinhos em nossas lutas. A prática de compartilhar essas passagens bíblicas em família pode fortalecer os laços e oferecer um senso de comunidade e apoio que é vital para qualquer indivíduo vulnerável ou em sofrimento.

Portanto, encorajar um diálogo aberto sobre saúde mental e crises pessoais no ambiente familiar, enraizado nos princípios da fé e acompanhado de um estudo reflexivo da palavra de Deus, é essencial. Ao adotar essas práticas, os pais podem desempenhar um papel decisivo não apenas na prevenção do suicídio, mas também na construção de uma geração mais resiliente e espiritualmente equipada para enfrentar as tempestades da vida. Devemos lembrar e transmitir a nossos filhos que, mesmo nos momentos mais obscuros, a mão de Deus está sempre estendida, oferecendo luz, conforto e salvação.

*Jornalista e Professor

Construtor de diálogos: Rosildo Barcellos

Construtor de diálogos: Rosildo Barcellos

Parto da premissa que  a ação dos movimentos sociais consolida pertencimentos de pessoas perceptíveis no movimento que produzem no cotidiano de diversos municípios de Mato Grosso do Sul, reordenando múltiplas dinâmicas – econômicas, políticas, culturais – presentes nas cidades de todo o Estado. Destaca-se a reorganização efetivada nos municípios onde se encontra maior número de assentamentos, dentre eles: Sidrolândia,  Itaquiraí,  Nioaque, Ponta Porã, e Nova Alvorada do Sul, com  nos quais as mudanças são perceptíveis para além da estrutura territorial, produzindo outras transformações, configuradas na sociabilidade. Isso porque em suas relações as pessoas assentadas produzem e comercializam produtos agrícolas, adquirem ferramentas no comércio local, acessam serviços públicos, o que tem aquecido a economia das cidades e fortalecido o diálogo entre pessoas assentadas e aquelas residentes no espaço urbano

Vislumbro que com as informações de João Francisco Neto,  o aumento da população dos municípios de Mato Grosso do Sul acima citados, gerou aumento de demandas comerciais e de serviços, bem como de políticas públicas em diversas áreas, como na saúde e na educação. Por isso entendermos que as transformações de partes do nosso Mato Grosso do sul teve encaminhamentos  em diversos sentidos, dentre eles: físico, econômico, cultural e de poder.

Na foto Joatan Filha e sobrinha e Joatan atleta

Físico porque impulsionou o crescimento do número de pequenas propriedades assentando famílias que cultivam a agricultura familiar; econômico porque reorganizou e ampliou o comércio urbano; cultural porque promoveu troca de saberes entre as pessoas do local com aquelas que chegam de diferentes lugares do Brasil; e de poderes porque a dinâmica de participação política nos municípios e mesmo no Estado tem sido questionada. Pontuamos, assim, que os assentamentos são espaços que abrem possibilidades de inserção de pessoas excluídas do processo agrícola brasileiro, e que se encontravam. E neste particular quero citar a ação em quase 200 conflitos de terra como mediador de Joatan Loureiro.

Entrementes  contado por Tico Cassola;  Joatan começou a jogar bola no time do T Maia em Araçatuba juvenil e logo depois seguiu para Garça/SP  aonde jogou no rodoviário na época  do técnico Mourinha. Logo depois jogou no Ipiranga  (Campeão em 76 e 79) e no Frigus, campeão em 77. No futebol de salão foi vice-campeão pelo Quitandinha ganhando o troféu de melhor jogador seguindo para o futebol suiço foi  campeão pela auto Mecânica Garça em 85. Depois foi estudar Direito em Bauru seguindo  sua carreira até chegar a Diretor Presidente do Idaterra. Recebeu como advogado junto com minha mãe a medalha Jorge Siufu, profissional que advogou por 50 anos e faleceu em 2011.

Aos pioneiros da mediação de conflitos agrários neste rincão homenageio Joatan Loureiro que dotado de liberdade e razão em sua igualdade essencial, entende que não obstante as múltiplas diferenças de sexo, raça, religião ou costumes sociais, emerge a necessidade de reconstruir os direitos humanos, como referencial e paradigma ético que aproxime o direito da moral, ou seja, o direito a ter direitos, ou ainda, o direito a ser sujeito de direitos. Algo que me preocupa neste instante é a afirmação de que “tudo indica que aconteceu” Não se pode abrir mão das nossas garantias de dialogar. Não podemos condenar ninguém sem as provas irrefutáveis do ato e sem a percepção da outra parte. Aceitar que essas garantias sejam vilipendiadas porque simplesmente “não gostamos do acusado”, ou ele não fez a parte dele” é uma enorme falta de comprometimento com a nossa evolução civilizatória e Joatan Loureiro é um destes paladinos a sustentar o “ vamos ouvir o outro lado”!

Na foto de capa – Da esquerda para a direita Joatan, Leonan, Eduardo, Osmar, Ramona, Evaristo com as mãos nos ombros do Lélin, Glacê e Léia

*Articulista

Festa no Arraiá: Rosildo Barcellos

Festa no Arraiá: Rosildo Barcellos

Era uma vez… José Antônio Pereira, que traçando os limites do povoado, denominou-o ARRAIAL DE SANTO ANTÔNIO DO CAMPO GRANDE, em homenagem ao Santo de sua devoção. Quando de mudança, passando por Santana de Paranaíba, foi obrigado a interromper por alguns meses sua viagem em virtude da malária que estava acometendo a população daquele lugar. Prático de farmácia e adepto da fitoterapia, tido naquela época como um bom “médico”, permaneceu o tempo suficiente para debelar a epidemia, salvando muitas vidas, tanto nessa ocasião como em outras, até o fim de sua existência. Foi lá que fez uma promessa a Santo Antônio de Pádua, cuja imagem já o acompanhava, de construir uma Igreja quando aqui chegasse, caso não perdesse um só dos seus.

Esta foi a origem do abençoado nome da capital do Estado. Mas como a música encarna a paixão, o desejo, as lembranças e as histórias tivemos em pleno 13 de junho, para lembrar o santo de devoção do fundador de nossa cidade,  festa na Praça do Rádio,  e para abrilhanta-la, aconteceu entre outras atrações a apresentação de Max Henrique, que  emocionou todos os presentes cantando as coisas do amor, que nada mais é do que:  ter/ de a todo momento escolher/ com acerto e precisão/ a melhor direção. Por isso na música e no amor o melhor é não ter medida.

E assim foi com Max Henrique quando aos cinco anos ganhou de seus pais Bento Josué e Dulce Tereza um violão. Assim em tenra idade com uma envolvência tirada de um sonho, onde a natureza beijava  com uma leva brisa os rostos, o som da água que ecoava na mente faziam daquele lugar, daquele minuto, dia,… algo único, intemporal e assim surgiu “Juras de Amor” a primeira música – “ Me diz o que eu te fiz, o que deixei faltar, eu nunca quis te magoar, tenha certeza que não vou negar que eu te amei e sempre vou te amar”.

A música,  que é parte da cultura humana desde tempos remotos, é um instrumento de diálogo não verbal.  Max Henrique prova e comprova que ela é inata e pode desencadear profundos processos de transformação pessoal, que  afeta não só o próprio indivíduo, mas também o universo que o rodeia em todas as suas manifestações e formas.

E assim, do sonho e da inspiração para o papel e para o violão, gravou o primeiro CD “Juras de Amor”, e a aceitação foi tanta que  logo em seguida  o segundo CD “Já Foi” e emplacou o terceiro CD “Bem Longe Daqui” e  o DVD tem o titulo “Quando Abre o Sorriso” e  recentemente emplacou “Ex que se Preze”. Certo é, que a música, mais do que qualquer outra arte, tem uma representação neuropsicológica extensa, com acesso direto à afetividade, controle de impulsos, emoções e motivação. Certamente que a motivação do público e dos que gostam da boa música sertaneja, sabem que o caminho a trilhar deste jovem, é longo e duradouro. E Max Henrique, tal qual timoneiro hábil e experiente, segura firmemente o leme, conduzindo a grandiosa barca musical de nossos sonhos e emoções, traduzidas em forma de canção, aportando uma vez mais são e salvo no cais da arte absoluta. História, devoção e música juntos.

*Articulista