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Bela Vista-MS Sexta-Feira, 25 de Setembro de 2026
O Obnubilantismo da Cor! Por Rosildo Barcellos

O Obnubilantismo da Cor! Por Rosildo Barcellos

Nos ditames da conquista de espaço laborativo, inclusive no se fazer a integração e a inclusão; a violência se opõe à diplomacia e com isso, o indivíduo que consegue controlar seus impulsos são cidadãos denominados pacificadores. Entretanto para se chegar a comemoração do Dia Nacional da Consciência Negra, houve muita luta. Aliás para se chegar a lei 10.639, de 9 de janeiro de 2003, que estabeleceu que, a partir daquele ano, o dia 20 de novembro, passasse a ser uma data para celebrar o sobredito dia; foi uma luta para se lembrar da luta. Uma vez que foi (considerado) neste dia, no ano de 1695, que Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares, depois de buscar a defesa da cultura e da liberdade, morreu em combate, como um verdadeiro lider.

Não há dúvida de que a criação desta data foi muito importante, pois, além de servir como um momento de conscientização sobre a importância da cultura e do povo africano na formação da cultura nacional serve para a reflexão sobre a colaboração dos africanos, durante nossa história, nos aspectos políticos, sociais, gastronômicos e religiosos de nosso país. É certo que o grande debate atual é sobre as alternativas de um desenvolvimento sustentável e a superação dos conflitos étnicos e as desigualdades alinhavadas pela resistência de valores dos povos e fundamentadas no clamor pela equidade.

Justifica-se ser um momento perfeito de buscar a pauta pela discussão de políticas educacionais voltadas à qualificação e preparação dos indivíduos para a vida em sociedade, não somente de indígenas, caboclos, pardos, negros, mulatos, mamelucos e cafuzos, mas  discutir o papel da sociedade perante a formação dos adolescentes, neste ambiente, com vistas ao nosso próprio futuro. Estigmatizados descobrem nas drogas e, posteriormente, na violência uma suposta solução para seus conflitos, rancores e penares, multiplicando os seus ais. E as mulheres com sua dupla jornada, nesse pós-pandemia não consegue a devida realocação no mercado de trabalho.

José do Patrocínio, Machado de Assis, João Cândido, Zumbi, Eva Maria de Jesus; mostraram que, a cor não é fator obnubilador para a convivência igualitária entre os homens. Aproveito para ressaltar nomes de personalidades de reputação ilibada, confrades e confreiras da Academia Literária a qual pertenço e que são exemplos, em prol da preservação da Cultura e Tradições, deste desiderato, no tema “Consciência Negra”; a partir do nome do Presidente, Psicanalista Rogério Veiga, (Alspa), e das personalidades que assinam minha certidão acadêmica recebida  em 29 de novembro no Museu do sal no I Encontro de Artes , Cultura e Consciência em homenagem ao Dia da Consciência Negra, como Destaque Nacional de Grande Honra: Luislinda Valois, Ex ministra dos Direitos Humanos, Zé Franco presidente  do Naila, de Angola; Edmar Leal presidente da Alma – Africa/São Tomé e Príncipe; Paulo João, presidente do Grupo Lankon de Guiné-Bissau;  Zuleica Tani – Tataraneta de Monteiro Lobato, Leonor Trindade, de Portugal e Regina Castro Macgowan da City University of New York; apenas para citar alguns dos exemplos de “não” esmorecimento, no que tange a luta por um respaldo  em prol das questões sociais de cidadania e de ação da justiça em favor do menos favorecido e resgate da cidadania plena.

Indubitavelmente, a união, a paz e respeito mútuo são o que devem prevalecer, Independente da classe social e da origem racial,  A miscigenação é a marca do nosso povo. No Brasil o preconceito racial também aponta para o preconceito de classes, por isto não podemos deixar este dia se tornar agenda de eventos; e sim, mais um dia de reflexão, pois a democracia e a paz social, também dependem de um entendimento maior da forma que vivemos as nossas relações cotidianas.

*Articulista

Romper as amarras da alma: Por Wilson Aquino

Romper as amarras da alma: Por Wilson Aquino

Há correntes que não se veem, mas se sentem. Correntes invisíveis que nos prendem por dentro — nas pernas que hesitam, nas mãos que tremem, na voz que se cala diante do medo. São amarras tecidas por lembranças, por culpas antigas, por palavras não ditas e sonhos adiados. Muitos caminham pela vida como Forrest Gump, com as pernas presas por ferragens, tentando seguir em frente enquanto o peso das próprias dúvidas os impede de correr. Até que um dia, impulsionados por um grito de coragem — “Corre, Forrest! Corre!” —, descobrem que a liberdade mora justamente no instante em que ousamos romper o que nos aprisiona.

Cada um de nós tem seus próprios grilhões. Há quem esteja acorrentado a um passado que não volta mais, a um ressentimento que corrói a alma, a uma rotina que sufoca, a um medo que paralisa. Outros estão presos à opinião alheia, vivendo a vida que os outros esperam, doutrinados, e não aquela que Deus sonhou para eles. Essas amarras não são de ferro, mas pesam como chumbo no coração e na alma. E a vida, que deveria ser um rio de movimento e esperança, torna-se um lago parado, onde os dias se repetem sem brilho.

Mas há aqueles que romperam suas amarras e se transformaram em luz para o mundo. Como Nick Vujicic, o australiano que nasceu sem braços e pernas, mas que, em vez de se lamentar, descobriu em Deus a força para viver plenamente — tornando-se palestrante, escritor e exemplo de superação para milhões. Ou como Helen Keller, que ficou cega e surda ainda bebê, mas aprendeu a falar, ler e escrever, formou-se com honras e dedicou a vida à educação e à inclusão. Há também histórias silenciosas e diárias — da mãe solo que cria os filhos com dignidade, do idoso que volta a estudar, do jovem que abandona o vício, o tráfico e reencontra a fé. Todos eles aprenderam a correr, mesmo com as pernas feridas da alma.

Romper essas amarras exige coragem — e fé. Coragem para olhar dentro de si e reconhecer o que precisa ser deixado para trás. Fé para acreditar que Deus não nos fez para rastejar, mas para caminhar eretos, de cabeça erguida, como filhos Dele. O Salvador prometeu não nos deixar órfãos: deixou-nos o Espírito Santo, que sussurra ao nosso coração quando é hora de agir, de mudar, de se libertar. Quando ouvimos essa voz e damos o primeiro passo, o peso cai, as correntes se desfazem, e o vento da esperança sopra novamente.
Como está escrito: “Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (João 8:32). E também: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei” (Mateus 11:28). Essas promessas são o lembrete de que a liberdade verdadeira começa quando confiamos plenamente em Cristo — e deixamos que Ele desate os nós do nosso coração.

O Élder Dieter F. Uchtdorf, do Quórum dos Doze Apóstolos de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, ensinou que “a fé é a força que nos impulsiona através das dificuldades, a ponte que liga o que somos ao que podemos nos tornar”. Ele nos lembra que muitas das correntes que nos prendem são feitas de medo e dúvida — e só a fé em Cristo pode dissolvê-las. Quando confiamos Nele, aprendemos a dar o primeiro passo mesmo sem ver o caminho inteiro. É nesse caminhar pela fé que descobrimos que as grades que nos cercavam estavam, na verdade, apenas dentro de nós.

Em um de seus discursos mais comoventes, o élder Jeffrey R. Holland, disse: “Não há correntes tão pesadas que o amor do Salvador não possa quebrar. Não há abismos tão profundos de onde Ele não possa nos erguer.” Ele recorda que todos nós, em algum momento, precisamos de libertação — das dores, das culpas, das fraquezas. E que Cristo, que libertou o cego, o paralítico e o endemoninhado, continua libertando corações. Sua voz ainda ecoa, suave e firme: “Levanta-te e anda!”. Ele não apenas nos convida a romper as amarras, mas nos dá força para fazê-lo.

Essas palavras sagradas ecoam como faróis em meio à escuridão da dúvida, reafirmando que a verdadeira liberdade não se conquista pela força dos músculos, mas pela entrega da alma Àquele que nos redime. É nas mãos de Jesus Cristo que todas as correntes se partem e todos os nós se desfazem. Nele, aprendemos que o impossível é apenas uma palavra que perde o sentido quando o amor de Deus age em nosso favor.

A liberdade verdadeira nasce no interior da alma. Não é apenas poder ir e vir, mas poder ser — ser quem somos, com nossos dons, nossa fé e nossa essência. Ser livre é ter coragem de amar, de perdoar, de recomeçar. É viver sem medo de errar, porque sabe que Deus sempre oferece novos caminhos a quem busca com sinceridade. Como Forrest, todos nós podemos correr — livres das ferragens da dúvida, das tiras do conformismo — e sentir no rosto o vento leve da graça divina. Como o apóstolo Paulo declarou: “Posso todas as coisas naquele que me fortalece” (Filipenses 4:13). E se ele, preso em correntes reais, encontrou liberdade interior pela fé, por que nós, com nossas prisões invisíveis, não haveríamos de encontrar?

Por isso, ensine seus filhos a não se deixarem amarrar. Ensine-os a ouvirem o coração, a buscar o bem, a confiar em Deus e em si mesmos. Porque o mundo tentará prendê-los com laços dourados de vaidade, ideologias e falsas promessas. Mas quem aprende cedo a romper as amarras do medo e da mentira, cresce leve, confiante, preparado para viver o que a vida tem de mais belo: a liberdade de ser feliz.

Romper as amarras da alma é, enfim, dizer a si mesmo: “Eu posso!”. É escolher o amor em vez do rancor, a fé em vez do medo, a esperança em vez da desistência. E, ao fazer isso, sentir que o céu se abre, o coração se alivia e a vida — ah, a vida — volta a correr dentro de nós com a leveza de quem reencontrou o verdadeiro sentido de existir.

*Jornalista e Professor

wilsonaquino2012@gmail.com

Mandamento de Batismo pelos Mortos: Por Wilson Aquino

Mandamento de Batismo pelos Mortos: Por Wilson Aquino

Ontem, Dia de Finados, quando flores e lágrimas se misturaram sobre as lápides silenciosas, o coração humano se voltou para o mistério da eternidade. Muitos acreditam que a morte seja o fim, um ponto final em nossas histórias. Mas, para aqueles que compreendem o Evangelho de Jesus Cristo, a morte é apenas uma vírgula — uma breve pausa na continuidade da vida. O Salvador nos ensinou que a vida é eterna, o amor é indestrutível e as famílias podem permanecer unidas para sempre.

Cristo mesmo testificou que “quem crê em mim, ainda que morra, viverá” (João 11:25). E o apóstolo Paulo reafirmou essa verdade ao declarar que “assim como todos morrem em Adão, assim também todos serão vivificados em Cristo” (1 Coríntios 15:22). A esperança da ressurreição é, portanto, o alicerce da fé Cristã — a certeza de que voltaremos a viver e de que voltaremos a encontrar aqueles que amamos.

Mas o Evangelho restaurado vai além dessa esperança: ele nos ensina que a salvação e a exaltação são dádivas disponíveis a todos os filhos de Deus, inclusive àqueles que morreram sem conhecer a verdade. As escrituras revelam que, durante o breve intervalo entre Sua crucificação e ressurreição, o próprio Cristo “pregou aos espíritos em prisão” (1 Pedro 3:19), levando luz e libertação aos que aguardavam em trevas.

Ali começou a grandiosa obra redentora no mundo espiritual — uma obra que continua até hoje, sob direção divina, por meio de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, a única na Terra autorizada a realizar o batismo vicário, ou batismo pelos mortos, conforme ensinado nas escrituras: “De outra maneira, que farão os que se batizam pelos mortos, se de todo os mortos não ressuscitam?” (1 Coríntios 15:29).

Essa ordenança sagrada é realizada apenas nos Santos Templos, casas do Senhor erguidas em várias partes do mundo, onde o céu parece tocar a Terra. E para facilitar esse trabalho, de encontrar os nomes dos antepassados, a Igreja criou o maior banco de dados de genealogia do mundo (https://www.familysearch.org/pt/global), disponível gratuitamente para todas as pessoas, membros da igreja ou não.

No Templo, o ambiente é de paz profunda, de reverência e de amor puro. Lá, homens e mulheres dignos entram em nome de antepassados, parentes ou não, para realizar ordenanças que eles próprios não puderam receber em vida. É um ato de compaixão e fé — uma das mais belas expressões de amor Cristão.

Como o Presidente Russell M. Nelson, que faleceu recentemente aos 101 anos, ensinou: “No Templo, aprendemos sobre o Plano de Deus e realizamos ordenanças que nos abrem as portas da eternidade — não só para nós, mas também para nossos antepassados que aguardam, com esperança, por essa oportunidade.”

Esses atos de serviço espiritual são acompanhados de milagres silenciosos. Membros de todas as idades, de diferentes cidades e estados, viajam centenas de quilômetros em caravanas de fé, saindo, inclusive de Mato Grosso do Sul, rumo ao Templo de Campinas-SP, o mais próximo dessa região. São dias dedicados à oração, ao serviço e à comunhão com o Espírito. Muitos voltam dali transformados, relatando sentir uma paz indescritível — como se os céus se abrissem por instantes para confirmar que a obra é verdadeira.

O Dia de Finados, portanto, não deve ser visto apenas como um dia de dor e saudade, mas como uma oportunidade de celebrar a eternidade da vida. Nossos entes queridos não estão perdidos, nem distantes — apenas continuam em uma outra dimensão do mesmo Plano Divino. Eles vivem, pensam, aprendem, e aguardam o cumprimento das promessas de Deus. A morte, que aos olhos do mundo parece derrota, aos olhos do Evangelho é transição, crescimento e recomeço.

Outro ensinamento glorioso revelado em nossos dias é o do selamento eterno das famílias. Nos Templos, maridos e esposas são unidos para o tempo e para toda a eternidade, e filhos são selados a seus pais e avós. Isso significa que os laços familiares, fortalecidos em amor e fé, podem ultrapassar os limites da mortalidade. O Presidente Gordon B. Hinckley, em uma de suas mensagens mais tocantes, afirmou: “O lar é o alicerce do Reino de Deus na Terra. Nenhum sucesso na vida compensa o fracasso no lar — e nenhum amor terreno é mais profundo do que aquele que Deus eterniza nos Templos.”

Que benção saber que, por meio dessas ordenanças, o amor não termina no túmulo. O marido poderá reencontrar a esposa amada, os pais abraçarão seus filhos outra vez, e famílias inteiras poderão se reunir em glória. Esse é o verdadeiro significado do Dia de Finados: não apenas recordar quem se foi, mas compreender que ninguém realmente se perde. Todos os que se voltam a Cristo, vivos ou mortos, têm a promessa de um reencontro eterno.

Assim, em vez de chorarmos como quem perdeu, podemos orar como quem confia. Podemos sentir gratidão pelo tempo compartilhado e esperança no tempo que ainda virá. Pois como declarou o Salvador: “Em verdade, em verdade vos digo que aquele que ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida” (João 5:24).

Que a comemoração de Finados, em vez de ser marcado apenas pela saudade, seja iluminado pela certeza da vida eterna. Que cada flor depositada sobre um túmulo seja um símbolo de fé, e cada lágrima, uma semente de esperança. Pois o Evangelho de Jesus Cristo nos ensina que a morte é apenas uma curva no caminho — e, logo adiante, todos nos encontraremos de novo, sorrindo, vivendo e amando para sempre.

“E Deus enxugará de seus olhos toda lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor, porque já as primeiras coisas são passadas.” (Apocalipse 21:4)

A vida é eterna. O amor é eterno. As famílias são eternas. E é nessa verdade que repousa nossa paz, nossa fé e nossa alegria.

*Jornalista e Professor

Leia Coluna Amplavisão: Ego, o combustível que move a política

Leia Coluna Amplavisão: Ego, o combustível que move a política

A CHAVE: O ego move a política e os políticos em geral. É a chave de ignição do poder. Essa vaidade gera arrogância, como na bravata de Donald Trump falando sobre suas tarifas. O presidente ‘Laranjão’ gabou-se: “Eles precisam de nós, mais do que precisamos deles. Nós não precisamos deles. Todo mundo precisa da gente”

VAIDADES: Esse episódio diz bem do ego excessivo dos políticos que acaba prejudicando a governabilidade, provocando desarticulação de parcerias e dando subsídios aos adversários. A postura de Trump na Casa Branca representa a exposição pública do ego inflado de quem exala o poder. Convenhamos: e que poder!

É GERAL: Ego inchado não é exclusividade de figuras como Putin, Trump e Netanyahu. Esse ‘fenômeno’ floresce aqui, acolá, em diversos cargos, em gente sem autocrítica, que supervaloriza a conquista junto ao poder, por mais singela que seja e de pouca importância junto à opinião pública. E convenhamos, controlar o ego é difícil.

PEDROSSIAN x LÍDIO: O debate entre eles tirou a sessão da Assembleia daquela  mesmice. Cada qual ao seu estilo, analisando a gestão da prefeita Adriane Lopes da capital. Democraticamente, usando de afiadas ironias e frases de efeito, os deputados  arrancaram risos dos presentes e sinalizaram novos capítulos inflamáveis. Promete!

NA TRIBUNA: “ Campo Grande está passando por um processo de reconstrução administrativa. A atual gestão assumiu dívidas, corrigiu distorções e está equilibrando as finanças. A população precisa saber disso. Meu compromisso é esclarecer e defender  a verdade sempre que for necessário.”  (Deputado Lídio Lopes na tribuna)

A QUESTÃO: Alunos especiais da APAE e de outras entidades afins teriam condições de frequentar as escolas da rede oficial de ensino? O bom senso diz não, ao contrário do que determina recente decreto presidencial, alvo da moção de repúdio do deputado Junior Mochi e desaprovação geral da Casa. Essa reação deve ecoar em Brasília.

CRÍTICAS: O deputado Neno Razuk questiona os ‘estranhos’ critérios de gastos do Governo Federal, colocando em plano inferior os reclamos do ensino direcionado ao grupo escolar especial. Aliás, até os deputados do PT reconhecem as falhas deste decreto, acima e contra a Constituição. Lula recuará? O desgaste político é oceânico.

DÚVIDAS: O decreto de Lula contra o crime organizado surtirá os efeitos desejados? As autoridades do setor, por exemplo, terão proteção do Estado, como reclama o ex-juiz federal Odilon de Oliveira, hoje, alvo letal de bandidos que ele condenou? O Governo pensando nas eleições de 2026? Quanto a tal CPI do Senado – já vimos esse filme.

ENREDO: “Bandido bom é bandido morto” – “temos que combater bandido do jeito que bandido conhece”. Esses lemas popularizados ao longo do tempo e das chacinas, refletem a amarga realidade da segurança do país, ocupando o horroroso 7º lugar no ranking mundial dos assassinatos. Enfim, soluções de afogadilho não resolvem.

ATENTA: A mídia já mostra a reação de governadores de centro direita sobre a tragédia carioca. Caiado, Ratinho Jr, Mauro Mendes, Eduardo Leite, Tarcísio, Jorge Mello, Zema e Riedel, estão coesos no apoio ao governador carioca Claudio de Castro. É clara a intenção do Planalto em transformar o caso em questão política-eleitoral.

REPERCUSSÃO: Na internet é possível aferir a reação da opinião pública. Se no Rio de Janeiro a maioria é contra a operação policial, no resto do país as manifestações são a favor, com referências a insegurança e domínio do Comando Vermelho. Tema delicado mas merecedor de atenção e ações dos governantes (estadual e federal).

CAÇA ELEITOR: Em ano pré-eleitoral aumenta a presença de políticos candidatos nas feiras livres. Naquela tradicional efervescência de gente indo e vindo, eles aproveitam o ambiente de pessoas simples, para engatar uma boa prosa e abraçar com sorriso fácil (ou falso?) E, na barraca do pastel são os patrocinadores – sem limites.

A ESPERA: Em ‘banho Maria’ o projeto petista de Fabio Trad candidato ao Governo e dona Gilda de vice. O deputado Zeca do PT aguardando data na agenda do Planalto para tratar do assunto com Lula junto com ambos pré-candidatos.  Zeca fala em ‘renovação do PT’, mas quer manter a sua família mandando no partido. Baita incoerência.

MAIS UM:  O Governo não brinca. Vem aí o programa para facilitar a obtenção da carteira de motorista. Antes já patrocinara o Bolsa Família, Prestação Continuada, Isenção de Taxas em Concursos, Telefone Popular, Luz Fraterna, Tarifa Social da Água,  Programas Habitacionais, Leite das Crianças e Fomento às Atividades Rurais.

ARMAS: Não faltam ao Governo Federal para satisfazer os mais diferentes anseios da população e do eleitor é claro. Como se observa do tópico anterior, mesmo os críticos da filosofia petista, reconhecem a eficácia política da metodologia de governar. No fundo, o eleitor é prático: quer o benefício sem discutir certos aspectos.

  1. ODILON: Grande figura. Presente nas redes sociais com falas pertinentes. Mas daí fiquei matutando como faltou-lhe bons conselheiros nas suas incursões na seara política. Opinião geral: no lugar de disputar o Governo, deveria ter disputado o Senado. Outro equívoco: disputar a vereança com a mesma postura de antes. Não é do ramo.

CALMA: Nem chegaram as eleições nacionais e os políticos já traçam planos para a sucessão municipal. Ora! O cenário do país é uma incógnita, sujeito a trovoadas econômicas que podem refletir em cada cidade. Essa instabilidade pode atingir também a política e governos, provocando mudanças. Portanto, vamos devagar com o andor.

AVISO: As atenções dos ‘calculistas’ eleitorais todas direcionadas para as vagas da Assembleia Legislativa e ignorando a disputa para a Câmara Federal. Ora! Não podemos esquecer as lições em pleitos anteriores, com surpresas contrariando projeções. Só a preocupação dos atuais deputados sinaliza que a ‘guerra’ será de gente grande.

DICAS DE HENRY FORD: 

Não é o empregador que paga os salários. É o cliente.

O insucesso é apenas uma oportunidade para recomeçar com mais força.

Corte sua própria lenha. Assim ela aquecerá você duas vezes.

Não encontre defeito. Encontre soluções. Qualquer um sabe queixar-se

Nada é difícil se for dividido em pequenas partes.

Sei que metade da publicidade que faço é inútil. Mas não sei qual é a metade inútil.

A única história que vale alguma coisa é a história que fazemos hoje.

Estar decidido, acima de qualquer coisa, é o segredo do êxito.

O dinheiro não modifica o homem, apenas o desmascara.

Qualidade significa fazer certo quando ninguém está olhando.

Se eu tivesse um único dólar investiria em propaganda.

Quando  tudo tiver contra você, lembre-se: o avião decola contra o vendo, não a favor dele.

Passado, Presente e Futuro: Por Andreia Caires

Passado, Presente e Futuro: Por Andreia Caires

Viver o presente não é anular o futuro e, nem mesmo o passado por completo. Do passado, ainda que doído podemos extrair coisas boas. Por experiência própria, agora entendo o quanto é importante VIVER para depois ESCREVER.

Eu sempre quis escrever desde a minha adolescência mas, todos os meus escritos ficaram guardados, trancados em gordos diários com aqueles minúsculos cadeados e depois encerrados no fundo da minha gaveta. Eu não expunha pra ninguém meu dom. Depois com o tempo e com a idade passei por muitas situações e, como eu mesma escrevi em um de meus livros: Tive uma adolescência que se estendeu até os trinta anos. Ou seja, precisei de tempo. Precisei viver e entender a minha ansiedade para que algum livro nascesse.

Eu precisava extrair alguma coisa boa do passado desastrado, amores não concretizados, cursos adiados, viagens não feitas, palavras não ditas em momento certo que deveriam e até cabelo não pintado por medo do julgamento das pessoas. Ou seja, coisas que na época eu nutria fazer, mas acabei me podando. E outras que eu deveria ter evitado. Daí vem aquelas pessoas de “mente poluída” e já fica pensando: “O que você gostaria de ter feito que não fez? Seria sexo assim e assado ou sair beijando todo mundo em uma festa” Não, seu besta! Mesmo porquê eu nunca acreditei que fazer essas coisas a torto e a direito seria “aproveitar a vida”.

O que estou dizendo é que meus sonhos e desejos são muito mais profundos, sobrenaturais até. “Ah, já sei, você quer fazer contato com os ETS?” Não!! também não é isso. Mas pra mudar, é necessário renuncia e disciplina. Pra falar com Deus é mais ou menos como diz a tal música do Gilberto Gil: “Se eu quiser falar com Deus.

Tenho que ficar a sós

Tenho que apagar a luz

Tenho que calar a voz

Tenho que encontrar a paz

Tenho que folgar os nós

Dos sapatos, da gravata

Dos desejos, dos receios…” Entendeu?

 

Por isso, com o “Diário da borboleta azul” foi assim. Precisei calar, silenciar e extrair do passado uma lição.

Enquanto ao presente, ele deve ser vivido a cada instante. Nem sempre estamos dispostos. Falamos o tempo todo: “Viva o presente” ou, “O que importa é o presente” mas escondemos que o presente é a fase mais difícil de se viver. É quando precisamos testar a nossa própria capacidade minuto a minuto. Se aprendemos alguma coisa, se amadurecemos, se estamos cuidando das nossas verdades e sendo sinceros, se não estamos nos colocando em segundo plano, se estamos fazendo a coisa certa, porque o passado só passa de vez pra quem não tem medo de sorrir pra vida HOJE. Não digo forçar que está tudo bem mas, ser grato por mínimas coisas já é um começo.

O futuro não pode ser ansiado mas planejado. Pra quando chegar lá na frente não nos arrependermos de não ter cuidado. Um estudo, um “pezinho de meia” como dizia meu saudoso pai, não faz mal a ninguém. Ou, um dedinho de prosa com as formigas pra ver como elas se garantem para o inverno é muito importante.

Não podemos esquecer que aproveitar o momento como se fosse o último é bom mas, ter responsabilidade é essencial.

Então é isso: Presente, passado e futuro por mais que queiram separar estão sempre ligados e farão parte de nós para sempre. O que precisamos fazer é dosar as três coisas, dizer um “Carp diem” e dar um pontapé no mau humor e agradecer por ter chegado até aqui porque a vida é uma dádiva.

*Escritora e artista plástica.

 

Redefinição do ‘Outubro Rosa’ Por: Wilson Aquino

Redefinição do ‘Outubro Rosa’ Por: Wilson Aquino

O ‘Outubro Rosa’ é um movimento internacional de conscientização sobre o câncer de mama, celebrado anualmente em outubro, com o objetivo de alertar sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce da doença. É uma campanha necessária e meritória, que tem salvado inúmeras vidas e despertado a atenção de milhões de mulheres ao autocuidado. No entanto, é também um momento oportuno para refletirmos sobre algo ainda mais profundo: o valor da mulher em todos os aspectos — físicos, emocionais, sociais e espirituais — e sobre o quanto ainda falta à sociedade, especialmente ao homem e ao poder público, reconhecer e respeitar plenamente esse valor.

Talvez seja chegada a hora de transformar o ‘Outubro Rosa’ numa campanha ainda mais ampla e permanente, que promova não apenas a saúde da mulher, mas também a reeducação moral da sociedade quanto à dignidade e ao papel sagrado dela no mundo.

Ao longo da história, a mulher tem sido menosprezada, desvalorizada, subestimada, invejada, explorada e até morta. No século XXI, quando se esperava que a evolução moral acompanhasse o avanço tecnológico, o que vemos, infelizmente, é o contrário: um crescimento da violência doméstica, do feminicídio e da intolerância masculina diante da ascensão feminina. Há homens que ainda não compreenderam que a força da mulher não ameaça — ela complementa e enriquece a sociedade.

A mulher não precisa de campanhas para lembrar-se de cuidar de si. Ela cuida de todos — do lar, dos filhos, do marido, dos pais e, quando sobra tempo, dela mesma. O que falta, de fato, é o poder público cumprir o seu dever: oferecer um sistema de saúde digno, acessível e eficiente, capaz de atender não apenas às mulheres, mas a todos os cidadãos, em todas as regiões do país. O Brasil arrecada bilhões em impostos, mas oferece serviços que envergonham uma nação tão rica. É preciso vontade política, e não apenas discursos, para transformar essa realidade.

No campo social, é urgente também combater o preconceito e o machismo estrutural que insistem em pagar menos à mulher, mesmo quando ela desempenha as mesmas funções com igual — ou maior — competência. A mulher moderna é multitarefa por natureza: administra o lar, a carreira e a própria vida com uma habilidade admirável, sem perder a ternura e a sensibilidade que a tornam essencial à harmonia da família e da sociedade.

O maior desafio, porém, ainda é o homem. É ele quem precisa aprender a lidar com a independência e o brilho da mulher sem sentir-se diminuído. O amor verdadeiro não aprisiona, não submete, não domina. Respeitar é a maior forma de amar. E esse aprendizado precisa começar cedo — nas escolas, nos lares, nos exemplos. Devemos educar nossos meninos para que cresçam sabendo que uma mulher não é propriedade de ninguém, mas um ser livre, digno e merecedor do mesmo respeito que desejamos para nossas mães, irmãs e filhas.

As Escrituras Sagradas são claras quanto ao valor da mulher perante Deus. No livro de Gênesis, lemos que “Deus criou o homem à sua imagem; homem e mulher os criou” (Gênesis 1:27), deixando evidente que ambos foram formados com igual dignidade e propósito. O Salvador, durante Seu ministério terreno, demonstrou profundo respeito e amor pelas mulheres — curando-as, ensinando-as e confiando a uma mulher, Maria Madalena, a primeira revelação de Sua ressurreição. Isso não foi por acaso, mas por reconhecimento celestial da fé e sensibilidade espiritual que residem nelas.

O Livro de Mórmon também testifica da força e do valor das mulheres. Em Alma 56:47-48, os jovens guerreiros de Helamã declaram que “sabiam que Deus os libertaria porque tinham aprendido isso de suas mães”, revelando que é no coração materno que nascem as maiores lições de fé, coragem e retidão. E o profeta Presidente Russell M. Nelson ensinou: “As mulheres de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias são a força moral e espiritual mais poderosa da Terra. Nenhuma outra influência se compara à de uma mulher justa.” Já o Élder Dallin H. Oaks acrescentou: “Homens e mulheres têm diferentes responsabilidades, mas são iguais em valor aos olhos de Deus. Nenhuma sociedade pode prosperar se desprezar o papel divino das mulheres.”

Esses ensinamentos reafirmam que a mulher é muito mais do que um complemento do homem — ela é um reflexo da divindade em sua forma mais pura. É mãe, filha, amiga, trabalhadora, cidadã, e, acima de tudo, filha de Deus. Seu valor não se mede em força física, mas em força moral; não em poder de domínio, mas em poder de amor.

Por isso, o verdadeiro sentido do Outubro Rosa deve ir além do rosa das fitas e campanhas. Deve alcançar o vermelho do coração, o branco da fé e o dourado do respeito. Que este mês sirva para reafirmarmos não apenas o compromisso com a saúde da mulher, mas com o reconhecimento de seu papel sagrado na sociedade e na eternidade. Porque o mundo só será verdadeiramente curado — no corpo e na alma — quando o homem aprender a amar e respeitar a mulher como o próprio Deus a criou: com igual valor, igual propósito e igual poder de edificar o bem. 

*Jornalista e Professor