Diante dos grandes desafios que 2026 nos apresenta — tema que abordamos no último domingo — torna-se inevitável que cada pessoa, ao planejar o novo ano, reflita sobre suas prioridades. Todos desejamos crescer pessoal, profissional e espiritualmente. No entanto, mais importante do que listar metas é definir aquilo que será inegociável: valores, práticas e princípios dos quais não abriremos mão, aconteça o que acontecer.
A experiência da vida demonstra, de forma clara, que quem cuida da dimensão espiritual vive melhor em todos os sentidos. Não porque esteja imune às dores, frustrações ou dificuldades — elas fazem parte da condição humana —, mas porque passa a enfrentá-las com mais equilíbrio, esperança e sentido. Por isso, refletir sobre uma vida mais próxima de Deus não é apenas um gesto de fé, mas também de sabedoria.
Nesse caminho, o ponto central é a decisão consciente de buscar a Deus, nosso Pai Criador, e a Jesus Cristo, Seu Filho, nosso Salvador. Neles encontramos modelos perfeitos de amor, obediência, mansidão, justiça e perseverança. Quando fazemos de Cristo o alicerce das nossas escolhas, passamos a organizar a vida a partir de valores sólidos, que não mudam conforme as circunstâncias nem se dobram às pressões do mundo.
A própria Palavra de Deus deixa claro que a vida espiritual não pode ocupar um lugar secundário. Jesus ensinou com simplicidade e profundidade: “Buscai primeiro o Reino de Deus e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas” (Mateus 6:33). Esse ensinamento estabelece uma hierarquia inegociável de valores. Quando Deus ocupa o primeiro lugar, as demais áreas — família, trabalho, decisões e relacionamentos — tendem a encontrar equilíbrio. Não se trata de promessa de vida sem lutas, mas de uma vida com propósito, direção e amparo divino em meio às dificuldades.
O apóstolo Paulo reforça esse princípio ao afirmar: “Tudo posso naquele que me fortalece” (Filipenses 4:13). A força mencionada não é apenas física ou emocional, mas espiritual. Ela nasce da confiança diária no Senhor e do esforço constante de viver Seus mandamentos. Essa força interior sustenta o indivíduo nos dias difíceis, evita o desânimo prolongado e oferece serenidade mesmo quando as respostas não vêm no tempo esperado. A fé vivida, e não apenas professada, torna-se assim um verdadeiro alicerce para a vida.
Entre os líderes contemporâneos de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, o presidente Dallin H. Oaks ensina que a vida Cristã exige escolhas claras e prioridades bem definidas. Segundo ele, não basta escolher entre o bem e o mal, mas entre o bom, o melhor e o essencial. Seguir Jesus Cristo implica colocar os convênios feitos com Deus acima de pressões sociais, interesses passageiros ou conveniências momentâneas. Essa compreensão dialoga diretamente com a ideia do que é inegociável: aquilo que não se relativiza, não se adia e não se troca, porque sustenta toda a estrutura moral e espiritual da vida.
O élder Dieter F. Uchtdorf costuma lembrar que Deus não espera perfeição imediata, mas constância, esforço sincero e um coração disposto a seguir adiante. Esses ensinamentos convergem para uma verdade simples e profunda: viver o evangelho é um processo diário, feito de escolhas pequenas, porém firmes, que constroem uma vida mais estável, ética e cheia de esperança.
Entre as atitudes que devem se tornar verdadeiramente inegociáveis está o hábito diário da oração e da leitura das Escrituras. Reservar um tempo para falar com Deus, ouvi-Lo e aprender com Seus ensinamentos fortalece a fé, renova o ânimo e traz clareza espiritual. É nesse exercício diário que encontramos direção, consolo e forças para continuar. A oração não elimina os problemas, mas nos concede serenidade para enfrentá-los, coragem para decidir e paz para seguir adiante.
Começar o dia elevando o pensamento ao Senhor, agradecendo pela vida e pelas oportunidades, transforma profundamente a forma como encaramos as horas seguintes. Conversar com Deus com humildade, coração aberto e espírito contrito ajuda a alinhar atitudes e intenções. Pedir Sua bênção sobre o alimento, sobre o trabalho e sobre cada decisão traz equilíbrio interior. Em momentos de dúvida ou conflito, perguntar a si mesmo: “Como Jesus agiria nesta situação?” pode evitar discussões, injustiças, mágoas e até atitudes impulsivas no lar, no trabalho ou na convivência social.
Outro valor que não pode ser negociado é a honestidade, acompanhada do trabalho feito com afinco, responsabilidade e perseverança. O esforço diário, quando guiado por princípios Cristãos, dignifica, fortalece o caráter e produz frutos duradouros. A fidelidade aos mandamentos e ensinamentos do Senhor não aprisiona; ao contrário, liberta, organiza a vida e dá sentido às conquistas.
Quem decide viver dessa forma não está prometido a uma estrada sem pedras, mas recebe algo infinitamente mais valioso: apoio espiritual, segurança interior e tranquilidade para enfrentar qualquer tempestade. A fé passa a ser âncora nos dias difíceis e bússola nos momentos de decisão.
Neste início de 2026, fica o convite à reflexão sincera: o que, de fato, é inegociável na sua vida? Que princípios você não está disposto a abrir mão? Que lugar Deus ocupa na sua rotina? Responder a essas perguntas pode ser o passo mais importante do ano — e talvez da própria existência.
Que este primeiro artigo de 2026 nos inspire a construir um tempo novo, alicerçado em valores eternos, fé viva e compromisso com o bem. Que, guiados por Jesus Cristo, possamos atravessar os desafios com coragem, serenidade e esperança, certos de que, quando colocamos Deus em primeiro lugar, todo o restante encontra seu devido lugar.
Em geral, a essência de um artista já se anuncia nos primeiros trabalhos, nas intuições inaugurais da juventude. O que vem depois são desdobramentos desse impulso inicial. A Retrospectiva 2025 destaca justamente esse percurso na obra de Lela Riedel, LelaEOmundo ou Marcela Riedel, seu nome de batismo, ilustradora e publicitária que, desde 2019, vem espalhando sua arte com delicadeza e identidade própria.
Seu trabalho ocupa paredes, camisetas, livros e ilustrações personalizadas, sempre marcado pelo uso sensível das cores, elemento central de sua linguagem visual. O “Calendário 2026” sintetiza esse universo: flores, paletas variadas e um convite ao encantamento cotidiano. As cores, em Lela, evocam emoções, criam atmosferas e constroem narrativas sutis, indo além da simples representação.
A maturidade de sua obra também se revelou na Casa Buainain, reaberta como sede da CASACOR, sob o tema “Semear Sonhos”. Nos pisos originais preservados, Lela transformou degraus e azulejos em quadros delicados, reconstituindo memórias com poesia visual. Sua arte, sutil e emocional, confirma Lela Riedel como um talento da nova geração que o Mato Grosso do Sul segue revelando.
UTOPIA PURA: Pesquisa revela alguns desejos do eleitor. Ele quer que o candidato acredite em Deus, seja honesto, experiente e com origem humilde. Outro delírio: ele exige que o candidato não minta na campanha. Brasileiros tolinhos vivendo no mundo da lua. Adianta biometria, urna eletrônica e acreditar que os ovos de chocolate da Páscoa vêm dos coelhos e que o Papai Noel existe?
FABIO TRAD: “Com serenidade e respeito, somos pessoas públicas com trajetórias, posições e responsabilidades próprias. O eleitor sabe distinguir relações familiares de projetos políticos. Não nascemos irmãos para sermos aliados políticos, mas no afeto e no amor. Isso é inquebrantável! ” ( no ‘Correio do Estado’ sobre as relações com seu irmão Nelsinho apoiando a direita)
HUMOR JUDEU: “O sucesso não me mudou em nada. Sempre fui insuportável”. (Fran Lebowitaz) – “Quebrei uma perna esquiando. Felizmente não era minha”. (Mel Brooks) – “Ou esse homem está morto, ou meu relógio está parado”. (Groucho Marx) – “Que infância tive. Na escola pediram para um garoto provar a lei da gravidade e ele jogou o professor pela janela”. (Rodney Dangerfield)
O JOGO: É como em Las Vegas: não vale perder. No fundo mesmo o parlamentar pensa apenas na sua sobrevivência política ao trocar de partido. Analise o potencial do candidato na chapa majoritária e a concorrência na eventual federação ou coligação. Não adianta ser campeão de votos no partido e não ter companheiros bons de votos. ‘Morre na praia’ – como se diz.
QUEIJOS & RATOS: De Gaulle se queixava da dificuldade de governador a França devido aos seus 300 tipos de queijos. Bobagem do general – se comparada ao Brasil de poucos queijos, muitos ratos, tantos partidos, 513 deputados federais, dezenas de ministérios e uma carrada de partidos. Aliás, a França tem 14 partidos, Reino Unido 13, Chile 9, Rússia 4 e os ‘USA’ só 2.
POLÊMICA: Sarney chegou ao Planalto no pleito de 1986 pela força do MDB que elegeu todos governadores. Mas em 1989 Fernando Collor (PRN), com 30,47% dos votos venceu pelo seu mérito pessoal. Duas situações que vitaminam a velha discussão sobre as possíveis forças que podem decidir uma eleição. Candidato ou partido?
FENÔMENOS: Raros, mas existem nas eleições de todos os níveis. Aproveitam a onda e injetam seus predicados. Já o partido, quando bem estruturado e sem desgastes por demérito de integrantes seu, consegue vencer. Sem regra única: vai depender de circunstâncias próprias da política – em sintonia com o cérebro ou coração do eleitor.
A LIÇÃO: Em 1989, com mais de 350 congressistas, MDB e PFL tinham juntos 38 minutos na TV. Ulysses 22 e Aureliano 16 contra Collor com 10 minutos ‘caçando marajás’. Após quase 2 meses o ‘senhor das diretas’ obteve só 4% dos votos – 7º lugar entre os 22 candidatos. Já Aureliano foi ainda pior: menos de 1% dos votos – 9º lugar.
CUIDADO: Quais os limites que devem existir entre a conduta na vida privada e a postura dos cidadãos que exercem cargos públicos? Vale lembrar que tem aumentado o questionamento sobre a necessidade de transparência destas pessoas. Com a internet e o advento do celular, a privacidade anda perdendo terreno na opinião pública.
FRANQUEZA: O jurista Ives Gandra publicou em 2013 um texto polêmico: “Não sou: nem negro, nem homossexual, nem índio, nem assaltante, nem guerrilheiro, nem invasor de terras. Como faço para viver no Brasil nos dias atuais? Na…verdade eu sou branco, honesto, professor, advogado , contribuinte, eleitor, hétero…E tudo isso para quê?”
MUROS: Aceitam tudo – antes e após as eleições. Abrigam a calúnia, ódio, inveja, ciúme e muita maldade covarde. As pichações retratam também a frustração dos autores na calada das noites frias. Mas justiça seja feita; não se pode também ignorar aquelas frases inteligentes que arrancam sorrisos e admiração dos transeuntes.
DILEMA: O que fazer no dia seguinte? O estrago já está feito. Como é difícil descobrir a autoria, o melhor é mandar apagar. Polemizar é faca de dois gumes. Um exemplo: Wagner Nascimento (Fuscão Preto) era prefeito de Uberaba. Picharam num muro: “Wagner é preto”. Retrucaram em baixo: “mas é o prefeito de Uberaba”. E o pichador finalizou: “mas continua preto”.
CATARINENSE: A primeira geladeira fabricada no Brasil foi em Brusque por Rudolfo Szulter, fabricante de anzóis, garfos e facas. De 1947 a 1950 fabricou 30 unidades a querosene. Após, fez sociedade com Wittich Fretag, e transferiu a empresa para Joinvile, inaugurada em 1950. A marca Consul homenageou o consul Carlos Renaux, incentivador do projeto e que emprestou o dinheiro para o empreendimento.
MEMÓRIA: “O melhor programa econômico de governo é não atrapalhar quem produz, investe, poupa, emprega, trabalha e consome. ” De Irineu Evangelista de Souza, o homem mais rico do Império (20% do PIB), dono do 1º banco privado, da 1ª. Siderúrgica, construtor da 1ª. Ferrovia Rio Petrópolis), do 1º estaleiro e construtor de 72 navios a vapor. Os governantes precisam saber disso. Favor avisá-los.
REGISTRO: O último presidente da Assembleia Legislativa do Mato Grosso uno foi Cleomenes Nunes da Cunha É que Paulo Saldanha renunciou a presidência da casa de leis para assumir no ano seguinte o mandato de deputado estadual aqui em MS. O mandato de Cleomenes durou só 30 dias; deu posse ao novo governador de MT- e não concorreu as eleições no MS. Hoje ele curte a aposentadoria.
A LIÇÃO: Últimas vontades do grande general De Gaulle: “Eu não quero exéquias nacionais. Nem presidente e ministros. Nenhum discurso e oração fúnebre no parlamento. Recuso de antemão toda distinção ou condecoração. Foi atendido na integra. E continua lembrado na história da 2ª. Guerra Mundial.
CHURCHIL: “Não existe opinião pública. Existe sim a opinião publicada. Você tem inimigo? Bom. Sinal que você lutou uma vez por algo na vida. Uma mentira dá meia volta ao mundo, antes que a verdade tenha tempo de vestir a calça. É preciso ter coragem para levantar e falar, mas também é preciso ter coragem para sentar e ouvir. ”
REFLEXÃO DE ANO NOVO:
A má notícia é que o tempo voa. A boa notícia é que o piloto é você.
PONTO FINAL: Já começou a temporada de sorrisos e abraços. Aproveite!
Há tempos eu iniciei este artigo e ficou parado por um bom tempo, porque faltava um exemplo, um nome. O Efeito Halo faz o paralelo entre a beleza e a habilidade. O termo Efeito Halo foi pela primeira vez cunhado pelo psicólogo Edward Thorndike, cujas premissas giram em torno da afirmação de que o cérebro humano é capaz de julgar, analisar, concluir e definir uma pessoa a partir apenas de uma característica. Tal característica acaba por determinar um estereótipo universal para essa pessoa, com base em um único elemento, como aparência, forma de se vestir, falar ou postura. Elementos do subconsciente.
O Efeito Halo, no ambiente de negócios, também é uma teoria que pode ser aplicada para produtos, serviços e gestão estratégica de pessoas. É sobre o primeiro contato visual. A teoria foi formulada durante a Primeira Guerra Mundial, quando Thorndike decidiu analisar os critérios utilizados pelos comandantes do exército na avaliação de seus subordinados. A partir de seus resultados, o psicólogo notou correlação direta entre os que eram compreendidos como os mais bonitos e os que também eram compreendidos como mais habilidosos. O significado de Efeito Halo, em linhas gerais, passa por essas características: O ato de tirar conclusões precipitadas sobre a capacidade alheia; Analisar apenas uma característica e julgar toda uma aptidão;
Usar a mente para associar um indivíduo a um estereótipo universal. É o efeito da “primeira impressão que fica”. Se você conheceu uma pessoa e a considerou simpática, logo, você terá uma visão positiva – mesmo que ela esteja interpretando um personagem que as vezes aparece para desestabilizar algo que realmente é real, puro e que estão dentro dos parâmetros de sua normalidade e seus hábitos.
Outrossim, vislumbro importante frisar que o julgamento precipitado pode prejudicar relações e processos, por não concedermos às pessoas a oportunidade de mostrarem quem realmente são. Veja o quão suscetível à tendência são os processos seletivos, diante de uma ideia estereotipada sobre a empresa e quais tipos de candidato ela precisa. Você pode ter o candidato A com características mais aparentes do que o candidato B, que possui outro perfil. Calha que é o candidato B o ideal para a vaga, mas pelo julgamento, análise e conclusão sobre essas pessoas, apenas por algum conjunto de características, colocam o candidato A no lugar dele. Efeito Halo em uma aplicação tangível de como pode ser prejudicial para sua montagem de equipe.
Partimos da premissa de que o Efeito Halo acontece quando julgamentos a respeito da imagem de alguém impedem uma real percepção do seu potencial. A liderança eficaz é um encontro com seus próprios princípios. Entendimento, persuasão e controle ante as adversidades, e isso vem com a experiência e o respeito. Respeito aos pais, respeito a confiança que existe um ser supremo e por fim observar, ouvir, ler e aprender. E tudo isso ao mesmo tempo. Cito o exemplo do empreendedor Val Franco, um homem que atualmente é bem sucedido, relacionamento afetivo estável e uma equipe de colaboradores ímpar. Mas aprendeu diversos fundamentos depois dos 20 anos. Aprendeu a escrever trabalhando, e a falar ouvindo. Diversas profissões, diversas quedas, diversos reergueres, diversas lágrimas em um quarto escuro. Conhecer as pessoas através do carinho às nossas raízes, o cultivo sereno do nosso modo de ser… tudo isso nos permite amar e ser amados, acolher e ser acolhidos.e enfim perceber quem está ou esteve, do seu lado nos piores momentos, parece ser o caminho ideal para alcançar melhores resultados nos diversos caminhos da vida. Em “Sol de Primavera” Beto Guedes e Ronaldo Bastos nos ensina numa música, lançada em 1979, que é um hino de otimismo e resiliência, convidando à reflexão sobre o que realmente impede o progresso individual e coletivo, incentivando a criar “uma nova canção” de vida e amor.: “A lição sabemos de cor, só nos resta aprender”.
A poesia tem desempenhado, neste momento, um papel terapêutico e emocional importante, servindo como um meio eficaz de expressão pessoal e inclusive cura psicológica. A escrita poética permite que os indivíduos articulem emoções complexas de maneira simbólica e metafórica, criando um espaço seguro para explorar o inconsciente e trazer à tona sentimentos que podem estar ocultos ou incompreendidos. Nesse processo, a poesia surge como uma espécie de espelho emocional, onde o autor e o leitor se veem refletidos em suas palavras
Em contextos de saúde mental, poetas e terapeutas têm utilizado a poesia para ajudar pacientes a lidar com transtornos como depressão, ansiedade, luto e trauma. A própria escrita de poemas proporciona uma sensação de controle sobre a narrativa pessoal, ajudando as pessoas a reorganizar e ressignificar suas experiências difíceis
A poesia tem uma capacidade de condensar sentimentos, ideias e críticas sociais em formas simbólicas, tornando-a um meio eficaz para promover a reflexão e sensibilização acerca de questões que nos afligem. Destarte, essa função não apenas se manteve relevante, mas tornou-se ainda mais crucial diante dos desafios Com o advento das novas tecnologias e a crescente expansão das plataformas digitais, a poesia encontrou novos meios de se manifestar, adaptando-se às demandas de um mundo altamente conectado.
Redes sociais, blogs, podcasts e vídeos trouxeram uma nova dimensão à criação e ao consumo de poesia, oferecendo formatos mais acessíveis, interativos e democráticos. Essa nova forma de se conectar com o público permite que a poesia contemporânea se torne reflexo do dinamismo da sociedade moderna, sem perder sua profundidade e a capacidade de despertar emoções e debates. Além disso, a interação direta entre poetas e leitores nas redes sociais cria novas dinâmicas de engajamento, transformando a poesia em uma experiência coletiva e participativa
Neste diapasão encontramos a poesia de Rafaela Reis. Que traz um teor poético que continua a se reinventar e a se manter profundamente relevante em tempos de rápidas e profundas mudanças sociais. A poesia de Rafaela constante no livro recém lançado pela Editora Gaya “Poemas eternos , almas imortais” contem 144 páginas e 60 poemas. Do início ao fim, a leitura deste livro se tronou uma forma única de reflexão, ação, resistência e cura, ocupando um espaço central nas dinâmicas sociais, na cultura digital e nas vidas de cada um de nós. E como diz o título “A escrita fica, as palavras voam”, no caso de Rafaela Reis ela fez o contrário: As palavras voavam solenemente passeando pelos corações até que foram captados, moldados com suas doces gentilezas e publicados para que se tornassem preservados e eternos. Evidenciar um aspecto tido como uma das grandes diferenças entre os homens: A razão; a possibilidade de não somente optar por não seguir seus instintos, mas, além disso, pensar, perceber e analisar a sua própria realidade, a sua própria condição e optar !
CONFIRMADO: O receio de que as opiniões possam criar constrangimento está diminuindo o compartilhamento de notícias políticas nos grupos de WhatsApp de amigos, familiares e colegas de trabalho. O ambiente está agressivo – tende a piorar pela leitura do cenário político e os posicionamentos do pessoal da esquerda e da direita.
RAIVOSO: Percebe-se pelos termos nas manifestações de que o WhatsApp se tornou um instrumento de opiniões, desabafos e manifestações diversas (odiosas até). As narrativas da direita e esquerda tem se aprofundado numa tendência sem volta. A seleção (ou exclusão) nos compartilhamentos seria uma saída pratica e menos raivosa.
CONFISSÃO: Não em sido fácil escrever uma coluna política ao longo dos últimos 20 e tantos anos. O ambiente cada vez mais patrulhado por vários interesses. Por conta das sucessivas decepções e escândalos, parece haver um certo ceticismo do leitor em termos motivacionais. Ele parece direcionado para a leitura mais light (esportes, artes, etc).
ENFIM JUNTOS: Zeca do PT e Fabio Trad – de lados opostos, agora de mãos dadas. Para alguns um fato estranho, para outros apenas consequência de vários fatos e fatores. Registre-se: Como dirigente da OAB-MS, Fabio batalhou contra a aposentadoria de ex-governadores, dentre eles Zeca do PT. Mas como se diz: tudoisso é passado.
COMPANHEIRA: Sobre o projeto do PT pairam dúvidas. Há observações quanto ao nome da ex-primeira dama Gilda M. dos Santos como vice de Fabio. Questiona-se: seria apenas estratégia para Zeca do PT marcar seu espaço no processo, ou tudo dependeria dos números das futuras pesquisas? Mas mostra a força do ex-governador na sigla.
SIMONE: Monitorando seu desempenho nas pesquisas locais e em São Paulo, especialmente as encomendadas pelo Planalto. Como tem todo o tempo a seu favor, ela não deve se precipitar em termos de decisão: candidata ao Senado aqui ou deputada federal no Estado de São Paulo. Enfim, está alinhada ao projeto nacional do PT.
SORAYA: Tem gerado especulações a posição contrária da Senadora Soraya na votação do Projeto da Dosimetria, enquanto os senadores Nelson Trad e Tereza Cristina posicionaram a favor. Na Assembleia Legislativa correram rumores que ela tentaria se alinhar a política do Governo Lula por interesses pessoais. Um cargo talvez?
‘SEM CRISE’: Os Poderes estaduais ‘cortam volta’ da crise que assola os pobres mortais. É o que mostram seus orçamentos para 2026 crescendo 7,9% – de Cr$ 3,353 bilhões para R$ 3,620 bilhões. A Assembleia, com 9% liderou os aumentos de R$ 520.202.200,00 para R$ 567.574.000,00 (dobro da inflação dos últimos 12 meses).
AS TOGAS: O Judiciário teve acrescido em R$100 milhões no seu orçamento, pulando de R$ 1.34.912.200,00 para R$ 1.464.780.100,00, correspondendo a 7,3% em relação a 2026. Já a Defensoria Pública (exprimo pobre dos Poderes) teve acréscimo de R$8,6% – saltando dos R$ 347.325.900,00 para R$ 377.319.900, 00.Também são filhos de Deus.
E MAIS…Tido até como ‘guardião da sociedade’ no combate aos desmandos na área pública, o Ministério Público Estadual não ficou de fora deste festival de aumento de benefícios. A previsão é de um aumento na casa dos 8,3% com o orçamento saltando dos atuais R$ 705.520.700,00 para R$ 767.151.800,00. ‘Ninguém é de ferro’. Rsss
TANQUE CHEIO: Os deputados estaduais parecem satisfeitos com o atendimento que tiveram nos seus pedidos para um ano eleitoral. Cada um deles terá à sua disposição para gastar R$ 4 milhões, contra os R$3 milhões do ano que termina. Sem dúvida, um combustível de alta octanagem para abastecer suas maquinas eleitorais em 2026.
PATAGUADA: Para os sensatos, o cantor Zezé Di Camargo atravessou o sinal na sua fala sobre o evento do SBT News. Ora! O artista é que precisa da TV, como um atleta depende do clube. O cantor passa, a TV fica, como o clube que abrigou o craque. Exemplo: Rivelino foi o maior craque do Corinthians. Ele passou, mas o clube ficou.
DESEJOS: Ocupando cargos na administração estadual desde 2024, o Secretário Jaime Verruck já manifesta: quer disputar um cargo eletivo em 2026. Pelas suas declarações, ainda não há definição do cargo, pois dependeria da composição do seu PSD numa federação. Mas é grande a distância entre competência executiva e o prestigio eleitoral.
BOA LEITURA: Ao responder a pergunta desse colunista, o governador Riedel, mais uma vez demonstrou ser portador das qualidades que o cargo requer. Ponderado, não usou de termos pejorativos em relação a adversários, não tentou desviar do assunto, sendo objetivo e sem maquiar a argumentação explicativa. Leva 10 com louvor.
LUCIDEZ: Riedel demonstra intimidade com os números da sua administração, citando fatos e o desempenho de seus parceiros políticos. Nesta sua fala, o governador fez questão de frisar a conduta do deputado Gerson Claro, presidente da Assembleia, na agilização e aprovação de matérias de interesse de MS neste final de ano.
RECOMEÇO: A tendência do STF em derrubar o ‘Marco Temporal’ realimenta as chances de novos conflitos entre indígenas e produtores rurais. Juristas e políticos ainda sem uma saída rápida e satisfatória às partes envolvidas. A população indígena (mais de 116 mil) já se movimenta. Eleições de 2026 – combustível para aumentar a tensão.
CONVENHAMOS: Essa demanda é fruto também da incompetência do Governo Federal. Sua inercia gerou ao longo dos anos novas situações beneficiando os ocupantes das terras, a maioria de boa fé. Mas os índios não podem ficar a ver navios. O Governo, que gasta tanta grana com bobagens, não indeniza os ocupantes das áreas porque?
DOSIMETRIA: Mesmo se o PL virar lei, teremos novas batalhas no STF. Atores previstos na Constituição, (partidos políticos, entidade de classe, PGE e o Governo Federal) poderão propor Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs). Aí caberá aos ministros do STF julgar. Se for inconstitucional é anulada e perde a validade.
‘ARIANO SUASSUNA’: “ O otimismo é um tolo. O pessimista, é um chato. Bom mesmo é ser realista esperançoso. A tarefa de viver é dura, mas fascinante. Não troco meu ‘oxente’ pelo ‘ok’ de ninguém. O sonho é que leva a gente para a frente. Se a gente for seguir a razão, fica aquietado, acomodado”.
ÚLTIMAS: “A necessidade é a mãe da invenção (Platão). Antes o que oprimia era o calvário, hoje é o salário (Carolina M. Jesus). Viver é a coisa mais rara do mundo – a maioria apenas existe Oscar Wilde). Eu não estou aceitando as coisas que eu não posso mudar, estou mudando as coisas que eu não posso aceitar” (Ângela Davis).
PONTO FINAL:
O trombone eu já tenho. O que me falta é o sopro. (Millôr)