
João Rocha (PSDB), disse que usará imagens do sistema de segurança para identificar servidores. (Foto: Fernando Antunes)
“Vamos tomar todas as medidas cabíveis contra os servidores que invadiram a Câmara Municipal esta manhã”, apontou o presidente da casa, vereador João Rocha (PSDB), em coletiva à imprensa realizada após o tumulto que o levou a encerrar a sessão desta quinta-feira (5). Para tanto, conforme ele, todas as imagens de segurança da casa de leis serão avaliadas para levantar os envolvidos no que chamou de “agressão absurda”.
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“São servidores comissionados que abandonaram os seus postos de trabalho para vir aqui provocar tumulto, numa ação planejada”, disse Rocha, reclamando que não foi procurado pelos manifestantes. A confusão e gritaria envolveu, na maioria, funcionárias que protestavam contra o vereador Roberto Durães (PSC) que afirmou, em tribuna, “conhecer a mãe do prefeito embaixo dos edredons”, referindo-se a uma senhora de 87 anos que sequer conhece o parlamentar.
Enfurecidas e alegando desrespeito às mulheres, várias diretoras, professoras e outras servidoras empunhavam cartazes de repúdio e recolhiam assinaturas pedindo a cassação de Durães por quebra de decoro parlamentar. A atitude foi reprovada pelos vereadores. “Das vezes que (Alcides) Bernal veio à Câmara, sempre foi tratado com respeito, mas quando um prefeito perde a postura, seus servidores sentem-se no mesmo direito”, disse.
Ao lado de João Rocha, o vereador Carlos Augusto Borges, o Carlão (PSB) destacou que um jornalista foi agredido por uma das manifestantes enquanto fazia uma transmissão de rádio, ao vivo, pelo celular. “A imprensa é livre e tivemos um repórter agredido. Isso é uma afronta aos vereadores”, avaliou. Também participaram da coletiva os vereadores Edil Albuquerque (PTB), Chiquinho Telles (PSD) e Otávio Trad (PTB).
Segurança falha – Questionados sobre o número insuficiente de guardas-municipais, que no momento da confusão eram apenas quatro, o presidente da casa, João Rocha, admitiu a necessidade de mais guardas e disse que pedirá novamente à Prefeitura o reforço na segurança, para evitar novos episódios violentos dentro de um prédio público.
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