(67) 99634-2150 |
Bela Vista-MS Sábado, 14 de Março de 2026

como-a-inflacao-e-medida-12Acumulado é menor que em 2015, mas fica ligeiramente acima do teto estimado pelo governo, informa Nepes da Uniderp

Campo Grande (MS) – A inflação de 2016 em Campo Grande foi de 6,82%, segundo o Núcleo de Estudos e Pesquisas Econômicas e Sociais (Nepes) da Uniderp. A taxa ficou acima do teto de 6,5% e do centro de 4,5% das metas estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e abaixo de 2015, que foi de 11,41%.

Em dezembro, o Índice de Preços ao Consumidor de Campo Grande (IPC/CG) fechou em 0,39%, quase o dobro do mês anterior (novembro), que registrou taxa de 0,20%. Apesar da forte alta, o indicador é o menor da série histórica para o mês desde 2009, quando houve inflação de 0,15%. De acordo com o coordenador do Núcleo, Celso Correia de Souza, a alta na inflação em dezembro já era esperada, pois é um período de alto consumo em todos os grupos que compõem a inflação de Campo Grande, devido às festas de final de ano, e também ao aumento dos combustíveis autorizados. “O que segurou a inflação foi a volta da bandeira tarifária de energia elétrica para a classificação verde. Não há incidência de nenhuma taxa especial sobre o consumo do serviço,” explica.

Os principais grupos que motivaram o índice de inflação de dezembro são Vestuário, com inflação de 2,07% e contribuição para a inflação de 0,18%, Habitação, com aumento de 0,21% e participação de 0,07%), e Despesas Pessoais, com ata de 0,66% e colaboração de 0,06%).

Acumulado

Com taxa de 6,82% nos últimos 12 meses, os maiores índices acumulados no período por grupo foram: Educação (10,17%), Despesas Pessoais (8,89%), Alimentação (7,69%) e Saúde (7,10%). Os grupos Habitação e Transportes, com índices de 5,39% e 4,47%, respectivamente, ficaram abaixo do acumulado.

Leia  Paulo Corrêa homenageia lideranças femininas que fazem a diferença em MS

“A tendência é que, excluído janeiro, que terá uma alta inflação devido aos aumentos das mensalidades escolares, IPTU e alta das passagens de ônibus urbano, nos próximos meses de 2017, a inflação na cidade deverá ser baixa, acompanhando uma tendência do último ano”, acredita o pesquisador Celso.

Maiores e menores contribuições

Os dez “vilões” da inflação, em dezembro, foram:

  • Tênis, com inflação de 13,96%, e contribuição de 0,12%;
  • Blusa, com inflação de 10,46% e contribuição de 0,10%;
  • Computador, inflação de 4,30% e participação de 0,08%;
  • Diesel, com variação de 2,52% e colaboração de 0,07%;
  • Calça comprida feminina, com acréscimo de 5,06% e contribuição de 0,06%;
  • Sapato masculino, com aumento de 11,86% e participação de 0,5%;
  • Óleo de soja, com variação de 11,32% e colaboração de 0,05%;
  • Ovos, com acréscimo de 15,74% e contribuição de 0,04%;
  • Papel higiênico, com reajuste de 8,18% e participação de 0,03%;
  • Alface, com elevação de 13,97% e colaboração de 0,03%.

Já os 10 itens que auxiliaram a reter a inflação no período, com contribuições negativas, foram:

  • Energia elétrica, com deflação de -2,91% e contribuição de -0,15%,
  • Feijão, com redução de -13,76% e colaboração de -0,07%;
  • Alcatra, com diminuição de -4,07% e participação de -0,05%;
  • Pneu, com decréscimo de -3,24% e contribuição de -0,04%;
  • Short e bermuda masculina, com baixa de -6,25% e colaboração de -0,04%;
  • Leite pasteurizado, com diminuição de -2,91% e participação de -0,03%;
  • Costela, com redução de -5,88% e contribuição de -0,03 %;
  • Camisa masculina, com decréscimo de -4,47% e colaboração de -0,03%;
  • Vestido, com queda -4,78% e participação de -0,03%;
  • Sandália/chinelo feminino -10,81% e contribuição de -0,03%.

Segmentos

Em dezembro, o grupo Habitação teve alta de 0,21%, em relação ao mês anterior, motivada principalmente pelo aumento do preço do álcool para limpeza (8,72%), lustra móveis (8,02%), fogão (7,44%), entre outros com menores aumentos. Quedas de valores ocorreram com forno microondas (-8,63%), inseticida (-5,52%), energia elétrica (-2,91%), entre outros.
O grupo Alimentação fechou com alta de 0,12%. As maiores elevações de preços ocorreram com repolho (37,91%), cenoura (30,12%), alho (29,86%), entre outros. Já o limão (-25,99%), goiaba (-16,01%) e maracujá (-14,90%) registraram as maiores quedas.

Leia  Com oferta de café da manhã para alunos da área rural, Governo de MS atua para garantir qualidade da aprendizagem

Com relação as carnes, dos 15 cortes bovinos pesquisados pelo Nepes da Uniderp, seis deles apresentaram altas nos preços. São eles: picanha (11,92%), filé mignon (2,91%), lagarto (0,53%), vísceras de boi (0,43%), contra-filé (0,14%) e fígado (0,04%). O cupim ficou estável e outros oitos cortes tiveram quedas: ponta de peito (-8,09%), paleta (-6,21%), costela (-5,88%), alcatra (-4,07%), patinho (-3,74%), coxão mole (-3,43%), acém (-2,88%) e músculo (-2,11%). Quanto aos cortes suínos, o preço da bisteca caiu (-4,18%) e o valor do pernil diminuiu -0,66%. Já a costeleta registrou alta de 4,96%. Os miúdos de frango tiveram queda de -5,02% e o preço do frango congelado caiu -1,87%.

O índice do grupo Transportes ficou em 0,26%. Óleo diesel (2,52%), passagem de ônibus interestadual (1,90%) e automóvel novo (0,42%) foram os principais aumentos. Já, queda de preço ocorreu com pneu novo (-3,24%).

O grupo Educação apresentou alta de 0,21%, por conta do aumentos de preços em produtos de papelaria de 2,03%.

Grande elevação foi constatada com o grupo Despesas Pessoais, que fechou o mês em 0,66%. Papel higiênico (8,18%), hidratante (2,99%), produto para limpeza de pele (2,97%) foram os itens com as maiores altas. Quedas ocorreram com sabonete (-1,58%) e fio dental (-0,53%).

Já com o grupo Saúde, houve uma pequena queda -0,01%, devido às reduções de preços de vitamina e fortificante (-0,23%) e anti-infeccioso e antibiótico (-0,03%).

Último grupo pesquisado, Vestuário registrou elevação de 2,07%. Entre os principais aumentos estão: tênis (13,96%), sapato masculino (11,86%) e blusa (10,46%). Quedas de preços ocorreram com sandália/chinelo feminino (-10,81%), short e bermuda masculina (-6,25%), bermuda e short feminino (-5,77%), entre outros.

IPC/CG

O Índice de Preços ao Consumidor de Campo Grande (IPC/CG) é um indicador da evolução do custo de vida das famílias dentro do padrão de vida e do comportamento racional de consumo. O IPC busca medir o nível de variação dos preços mensais do consumo de bens e serviços, a partir da comparação da situação de consumo do mês atual em relação ao mês anterior, de famílias com renda mensal de 1 a 40 salários mínimos. A Uniderp divulga mensalmente o IPC/CG.