Perplexidade, constrangimento e desgaste político. Estas foram as palavras mais usadas pelos deputados estaduais para descrever o clima entre as lideranças políticas de Mato Grosso do Sul diante da prisão do senador Delcídio do Amaral (PT). Para algumas delas, “é o fim” da carreira política de um senador que alcançou posição de destaque nacional. A projeção agora é maior ainda. Só que de forma negativa e fatal para a imagem de Delcídio.
A prisão de Delcídio afugentou os amigos políticos, pode ser punido com expulsão do PT e ter o mandato cassado pelos seus colegas de Senado. Assediado e sempre rodeado por políticos, o senador é hoje um homem abandonado. Os seus colegas o querem para bem longe do Senado e do partido.
Na Assembleia Legislativa, os deputados evitaram falar sobre a prisão do senador Delcídio do Amaral. Todos estavam pasmos. O grupo do senador não acreditava no que ouvia e via pelo noticiário. O sentimento era um só: “Delcídio acabou”.
E acabará mesmo se o Senado cassar o seu mandato por quebra de decoro parlamentar. As acusações são consideradas gravíssimas. Tanto é assim que 59 senadores contra 13 decidiram referendar a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de prendê-lo preventivamente.
“É o fim para um homem público uma situação com essa, a gente fica muito chateado”, analisou Ângelo Gurreiro, do PSDB. “É uma situação que está sendo investigada pelo Ministério Público e o Judiciário vai determinar o que acontecerá daqui para frente, mas é inegável o desgaste político. Não só para o Delcídio mas para o PT”, emendou o tucano.
*A reportagem completa está na edição de hoje do Correio do Estado.
