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Bela Vista-MS Sábado, 07 de Março de 2026
Cercado de histórias, Posto Esso marcou infância de moradores de Bela Vista

Uma publicação no Facebook revisitou memórias do primeiro posto de gasolina de Bela Vista. Na postagem, o criador de conteúdo Walter Luiz Queiroz narra algumas lembranças do Posto Esso, que marcaram a sua infância na cidade.

O empreendimento pertencia ao seu pai. Por isso, muitas de suas memórias estão relacionadas ao posto. “Meu avô deu ao meu pai [o posto] quando ele casou, junto com a casa ao lado. Foi dali que nossa história começou”, escreveu na publicação.

Não só o posto em si, como todo o entorno, nessa época, foi marcante para Walter. No texto, ele cita o “bolicho” da dona Nita, onde comprava doces fiado. “Escolhíamos bombons, Sonho de Valsa, o doce que quisesse, e ela anotava na caderneta”, citou.

Posto Esso foi o primeiro de Bela Vista. (Foto: Reprodução, Facebook)

Dona Nita, inclusive, esteve presente quando um fusca colidiu com um poste, bem na região. Foi ela quem se prontificou a cuidar dos ferimentos da família.

“Teve um dia em que um Fusca veio e bateu com tudo no poste. O motorista estava bêbado. A família se cortou com o vidro, mas nada grave. Foi a própria Dona Nita que correu e trouxe remédios e cuidou deles ali mesmo”, narrou o texto.

Outra história assustadora foi quando um cigarro ainda aceso caiu ao lado da boca do tanque subterrâneo. “A chama subiu alto. O povo gritou, correu, se assustou. Meu pai correu e jogou cobertores pesados por cima e apagou o fogo”, recordou Walter.

Cenas cotidianas no posto Esso

Não só episódios extraordinários marcam as lembranças de Walter sobre o Posto Esso. Eventos banais da vida interiorana se entrelaçavam com a rotina no empreendimento, como os clientes que frequentemente compravam querosene para iluminar as casas.

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“Tinha gente que vinha a pé comprar querosene. Levavam o garrafão de vinho de 5 litros — enchiam e levavam pra casa, pra iluminar as noites nas lamparinas. Era assim. Era a rotina de muita gente”, recorda-se.

A falta de estrutura na cidade também ditava o funcionamento do posto. “Naquele tempo, o gerador da cidade tinha HORÁRIOS. E às vezes o gerador do posto estava estragado. E os carros estavam secos. Então as bombas eram tocadas na manivela”, diz o texto.

Além dessas, outras cenas cotidianas eram comuns, como o cachorro que ia com o dono para abastecer ou “o menino que chegou pendurado atrás da Rural Willys atéo o posto”.

Publicação no Facebook resgata história do primeiro posto de Bela Vista

Fonte: Monique Faria