O magnésio é um dos minerais mais importantes para a saúde humana e desempenha papel fundamental no tratamento de pacientes oncológicos. Quem explica é o cardiologista e médico foco em práticas integrativas, Dr. João Jackson Duarte. O especialista defende que a suplementação correta pode ajudar a reduzir efeitos colaterais da quimioterapia, melhorar a resposta imunológica e auxiliar no combate à fadiga e à inflamação — sintomas frequentes entre pessoas com câncer.
“Trata-se de um modulador celular essencial. Pacientes oncológicos frequentemente enfrentam exaustão física, perda de apetite, constipação e neuropatias. O magnésio atua em várias frentes, desde a proteção mitocondrial até o equilíbrio neurológico. Suplementar de forma adequada pode melhorar não só o quadro clínico, mas também a qualidade de vida desses pacientes”, explica o médico.
De acordo com o Dr. João Jackson, medicamentos quimioterápicos da classe das platinas, como a cisplatina e a oxaliplatina, são conhecidos por depletar os níveis de magnésio no organismo. Esse esgotamento, se não corrigido, pode agravar os efeitos colaterais da quimioterapia, como neurotoxicidade, perda de memória, câimbras e alterações cardíacas.
Além disso, ele ressalta que o exame mais comum para avaliar os níveis de magnésio — o de sangue — não é confiável na maioria dos casos. “Apenas 1% do magnésio corporal está presente no sangue. A análise mais precisa é o magnésio intraeritrocitário, que mostra os níveis dentro das células, onde de fato o mineral atua”, afirma.
Durante uma transmissão ao vivo realizada em seu canal no YouTube, o especialista dedicou mais de uma hora para abordar as funções do magnésio no contexto da medicina integrativa, especialmente em cardiologia e oncologia. A live faz parte de uma série semanal realizada sempre às quartas-feiras, às 19h30, com o objetivo de levar informação qualificada ao público e reforçar a importância de decisões clínicas baseadas em evidências.
“O magnésio não substitui a quimioterapia nem os medicamentos prescritos. Mas ele pode ser um grande aliado para aumentar a eficácia do tratamento e proteger o organismo durante a jornada oncológica”, reforça Dr. João Jackson.
Vivianne Nunes – Assessoria de Comunicação