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Bela Vista-MS Domingo, 21 de Junho de 2026

Ação desencadeada na manhã desta quarta-feira (15/1) por policiais militares do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) com apoio de outras forças de segurança pública, é desdobramento da Operação Snow, realizada em março do ano passado e mira esquema de tráfico de cocaína para os grandes centros consumidores do país.

São nove mandados de prisão preventiva e 19 de busca e apreensão cumpridos em Campo Grande, Dourados, Ponta Porã e Piratininga (SP). Ainda não há detalhes sobre quantas e quais determinações judiciais são cumpridas na maior cidade do interior sul-mato-grossense.

Conforme o MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), após a análise de material apreendido na primeira fase da operação, desencadeada no dia 26 de março de 2024, descobriu-se que ao menos outras 17 pessoas integram a organização criminosa.

Entre os novos alvos estão advogados e policial civil.

O líder da organização monitorava eventuais investidas das forças de segurança, via cooptação de servidores públicos corruptos por meio de advogados para a obtenção de informações privilegiadas e monitoramento das cargas de drogas.

Os advogados, segundo as investigações, ainda atuavam como conselheiros de outros assuntos sensíveis da organização, considerada pelo Ministério Público como ‘bastante violenta’.

“A organização criminosa é extremamente violenta resolvendo muitas de suas pendências, especialmente as questões relacionadas à perda de cargas de drogas e outros desacertos do tráfico, com sequestros e execuções, muitas vezes de seus próprios integrantes”, afirma o órgão.

O escoamento da cocaína para os centros consumidores era realizado por empresas de transporte.

Durante os trabalhos, descobriu-se que terceirizadas dos Correios eram utilizadas.

Neste período de investigações, mais de duas toneladas de cocaína da organização criminosa foram apreendidas em ações policiais.

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Além do Gaeco, policiais militares do Batalhão de Choque e o Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais) prestaram apoio operacional. A Ordem dos Advogados do Brasil e a Corregedoria da Polícia Civil também acompanharam as diligências.

Fonte: Dourados News – Por Adriano Moretto